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Navegando por Autor "NUNES, Ester Fernandes"

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    TOPONÍMIA EM LIBRAS DOS BAIRROS DE ARAGUAÍNA – TOCANTINS
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) NUNES, Ester Fernandes
    Este estudo teve como objetivo central o levantamento, a criação, registro, e a análise dos aspectos estruturais e motivacionais dos topônimos em Libras atribuídos aos bairros do município de Araguaína, estado do Tocantins. A pesquisa insere-se no campo da Toponímia, subárea da Onomástica que se dedica ao estudo do léxico da língua, com ênfase nos nomes próprios de lugares. Especificamente, buscamos os seguintes objetivos: (i) identificar os bairros que já possuíam sinais em circulação na comunidade surda local; (ii) mapear os bairros que ainda não possuíam um sinal; (iii) propor a criação de sinais toponímicos para esses bairros; (iv) analisar as motivações semânticas e morfológicas envolvidas na criação dos sinais; e (v) registrar e divulgar os resultados obtidos de forma sistematizada. Contamos com a participação de 14 surdos adultos, com idades entre 23 e 50 anos, todos integrantes da comunidade surda de Araguaína. Os dados foram gerados por meio de observação participante, entrevistas semiestruturadas e registros audiovisuais, com as orientações metodológicas nas obras de Dick (1980, 1990, 1996), Isquerdo (2012) Brito (1995), Xavier (2006), e Nascimento (2020) para estudos em comunidades surdas. A fundamentação teórica articula os pressupostos da toponímia clássica (DICK, 1980, 1990, 1996) e da onomástica, incorporando contribuições contemporâneas do campo da Libras, como os trabalhos de Sousa (2019; 2022; 2023), Miranda (2020), Xavier (2012), que discutem a nomeação de espaços urbanos na perspectiva da língua de sinais, bem como a interface entre lexicografia, identidade e cultura surda. Dos 81 bairros de Araguaína considerados nesse estudo, 25 já possuíam sinais estabelecidos em Libras, e em uso pelos participantes da pesquisa. Para os 56 bairros restantes, foram propostos novos sinais. Os dados foram organizados em Fichas Lexicográfico-Toponímicas Digitais, a partir das quais foi possível categorizar os sinais em três tipos principais: (i) nativos, (ii) inicializados e (iii) soletrados. Quanto às motivações, os topônimos foram agrupados em duas grandes categorias: motivação icônica, subdividida em (a) material e (b) cultural, e motivação baseada na língua portuguesa, englobando (c) calque e (d) grafia. Os resultados evidenciaram uma predominância de sinais inicializados, formados a partir da grafia do nome do bairro em português. Contudo, de modo geral, observamos a presença de diversos processos de formação de sinais, bem como de diferentes motivações, conforme descrito na literatura. Entre elas, destacam-se: sinais com motivação icônica, de natureza material ou cultural, sinais baseados em estruturas do português, de calque linguístico, sem motivação aparente e com dupla motivação. Esses achados revelam a riqueza e a complexidade dos mecanismos linguísticos e socioculturais que permeiam os processos de nomeação em Libras.

Projeto mantido pela Coordenação de Sistemas de Informações Gerenciais (STI) - Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT)

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