Repositório Institucional da UFNT
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O nome Solaris faz alusão à organização de um sistema, como por exemplo o Sistema Solar, também representa o clima quente da região norte, onde estamos localizados e nossa proximidade à linha do Equador.

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Submissões Recentes
Produção de moradias por mutirões na periferia de Araguaína-TO, como prática do comum urbano e do direito à cidade
(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2026) SILVA, Elisvaldo Matos Da
O presente estudo, objetiva entender a produção de moradias por meio de mutirões como práticas do comum urbano e do direito à cidade em confirmação ao campo pesquisado à luz da teoria, compreender a história de vida das famílias alvo da pesquisa nas comunidades urbanas e periurbanas: Monte Sinai, Zumbi dos Palmares, Jardim Deus é Fiel, Vila Jardim, Morada do Sol I e Presidente Lula em seu processo migratório em sua busca pela habitação na cidade de Araguaína nas comunidades aqui apontadas e analisar a realidade observada sob a luz da teoria. Seguindo a aptidão própria da geografia, o presente estudo foi desenvolvido com base nos estudos de pesquisadores que versam dos seguintes conceitos: Mutirão, Comum urbano, direito à cidade e Carta Mundial pelo direito à cidade. Sabendo que as casas foram construídas por meio dessa forma de produção, uma prática comum na periferia desta cidade, tal realização reforça o caráter da territorialização e da identidade, visando a conquista do seu lugar de moradia. Nossos procedimentos metodológicos de pesquisa utilizaram-se de observações, entrevistas, visitas às comunidades, história de vida oral, registros de imagens e mapeamento. Somamos dessa forma, outro princípio metodológico usual, o método qualitativo, que se baseia na compreensão de fenômenos sociais, focando na interpretação de significados, experiências e motivações. Tais procedimentos e atitudes induziram-nos à formulação do problema cuja constatação propiciou-nos a escolha e coleta de informações relevantes que possibilitasse a construção deste trabalho em sua versão final.
GEOTECNOLOGIAS APLICADAS AO ORDENAMENTO TERRITORIAL: Um estudo a partir do povoado Xamberlândia, em Xanderlândia- Tocantins
(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2026) COSTA E SILVA, Cayo Cesar Gregorio da
As geotecnologias surgem como um recurso que pode oferecer informações precisas e atualizadas sobre a dinâmica socioespacial de regiões cada vez mais amplas e distantes, trazendo novas visões. No entanto, é importante ressaltar que a organização do território em comunidades rurais no norte do Tocantins é complexa e diversificada, sendo caracterizada por particularidades históricas, sociais, econômicas e ambientais. Neste processo, a região, com suas extensas zonas rurais, se depara com desafios e oportunidades singulares. Os principais obstáculos ao ordenamento territorial da região decorrem do legado histórico proveniente do norte de Goiás, que deixou profundas marcas no ordenamento territorial por meio da redefinição de limites, implementação de novas políticas públicas e reconfiguração das relações sociais e produtivas. Também são apresentados os impactos ambientais causados pela expansão da fronteira agrícola do MATOPIBA, exploração de recursos naturais e urbanização desordenada. Esses fatores afetam os ecossistemas locais e exigem um planejamento que equilibre o crescimento econômico com a preservação ambiental. Neste cenário, o objetivo principal deste estudo é entender o ordenamento territorial por meio de uma pesquisa sobre o Povoado Xamberlândia, situado no município de Wanderlândia, na região de transição entre Cerrado e Amazônia, no estado do Tocantins. Para isso, serão seguidos os seguintes objetivos específicos: a) Identificar, por meio de um estudo, indicadores de estratégias de ordenamento territorial no Povoado Xamberlândia, localizado no município de Wanderlândia e situado na área de transição entre Cerrado e Amazônia; b) Elaborar o mapeamento da comunidade utilizando ferramentas de geotecnologias, e analisar o seu papel nas estratégias de ordenamento territorial. Este estudo se baseia em trabalhos e pesquisas anteriores de diversos autores, incluindo Raffestin (1993), Domingo (1994), Haesbaesrt (2007, 2011), Florenzano (2002, 2005, 2007) e outros. Os princípios das ciências humanas, em particular, os fundamentos da Geografia Humanista, fornecem o suporte metodológico para este estudo. O embasamento metodológico do presente trabalho busca vincular dados espaciais ao planejamento territorial, podendo ser visto como um mecanismo integrado e plural que tem como finalidade realizar diagnósticos, estabelecer diretrizes e sugerir estratégias para o desenvolvimento da sociobiodiversidade. Nesta pesquisa, as imagens foram obtidas por meio do Drone P4 multiespectral, equipado com um sistema estabilizado e integral de imagens, capaz de coletar um conjunto completo de dados durante a captação de imagens aéreas, tanto fixas (fotos) quanto em movimento (vídeos), além da utilização de plataformas digitais, como QGIS, que é um software gratuito e de código aberto do Sistema de Informações Geográficas (SIG), além do MapBiomas que é uma iniciativa colaborativa que fornece mapas anuais detalhados sobre uso e cobertura da terra, para formulação de ortomapas e carta imagem.
BARRAGEM DE ESTREITO: Efeito no território dos Pescadores Artesanais de Tocantinópolis (TO)
(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2026) SILVA, Adriana Monteiro da
No Brasil, a geração de energia hidrelétrica a partir de sistemas fluviais desempenha um papel central na produção de eletricidade. A construção de projetos hidrelétricos de grande porte gera impactos socioambientais e altera os modos de vida de comunidades tradicionais, como ilustram as adversidades enfrentadas pelos pescadores da Colônia Z-7, situações que impulsionaram estratégias de resistência permitindo-lhes permanecer em seu território de pesca. Nesse contexto, o objetivo geral deste estudo foi analisar os efeitos do projeto hidrelétrico sobre o território de pescadores artesanais em Tocantinópolis, no estado do Tocantins. O município situa-se na margem esquerda do Rio Tocantins, e o estudo foi realizado em sua área urbana. A pesquisa buscou identificar a área afetada e documentar os procedimentos metodológicos adotados. Dessa forma, esclareceu-se o papel do Estado e do empreendedor privado na construção da Usina Hidrelétrica de Estreito (UHEE), bem como os efeitos da barragem sobre as populações atingidas, concentrando-se nas percepções dos pescadores artesanais da Colônia Z-7, enquanto indivíduos diretamente afetados pelo empreendimento. Para tanto, adotou-se uma abordagem qualitativa, fundamentada na fenomenologia, para compreender as vivências dos pescadores. Os procedimentos metodológicos incluíram revisão de literatura, análise documental e entrevistas semiestruturadas realizadas com 10 pescadores artesanais da Colônia Z-7, em março de 2026, abordando aspectos socioeconômicos, a relação dos pescadores com o Rio Tocantins, os impactos da UHEE e as estratégias de adaptação desenvolvidas após sua implementação. A Colônia Z-7 conta com 442 pescadores artesanais registrados, distribuídos por 12 municípios dos estados do Tocantins e do Maranhão: Aguiarnópolis, Ananás, Angico, Araguaína, Darcinópolis, Itaguatins, Luzinópolis, Maurilândia, Nazaré, Palmeiras, Porto Franco e Tocantinópolis. O referencial teórico baseou-se em discussões sobre grandes projetos hidrelétricos e seus impactos socioambientais, em diálogo com os conceitos de território, territorialidade, lugar, identidade, relações territoriais e reprodução social, considerando também o marco legal da pesca artesanal, estabelecido pela Lei no 11.959, de 29 de junho de 2009. Os resultados demonstraram que a construção e a operação da UHEE provocaram mudanças profundas na dinâmica do Rio Tocantins e no cotidiano dos pescadores artesanais. Os principais impactos socioambientais identificados incluem a redução da abundância de espécies de peixes, a mortandade de peixes, as flutuações na vazão do rio, as alterações nos habitats aquáticos e as dificuldades econômicas enfrentadas pelos pescadores. De modo geral, os impactos da UHEE extrapolaram a dimensão ambiental, afetando as relações sociais, culturais, econômicas e simbólicas dos pescadores artesanais da Colônia Z-7, comprometendo a reprodução de seus modos de vida e reafirmando a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção desses territórios tradicionais.
Os desafios de ensinar Matemática na EJA/EPT no IFTO - Câmpus Araguaína
(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2026) SOUSA, Whadyton Pereira De
Este trabalho tem como objetivo investigar os principais obstáculos no processo de ensino- aprendizagem de Matemática na EJA/EPT do Instituto Federal do Tocantins, Campus Araguaína. A pesquisa surgiu a partir de experiências vivenciadas no contexto escolar, especialmente durante a participação no PIBID, em que foi possível observar que o ensino de Matemática na Educação de Jovens e Adultos envolve não apenas dificuldades relacionadas aos conteúdos, mas também aspectos sociais, emocionais e metodológicos. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza descritiva, tendo como instrumento de coleta de dados um questionário composto por perguntas abertas e fechadas, aplicado a 10 estudantes da EJA/EPT. A análise dos dados foi realizada com base na Análise de Conteúdo, considerando tanto as respostas objetivas quanto os sentidos presentes nas falas dos alunos. Os resultados apontaram que as principais dificuldades estão relacionadas à falta de base escolar anterior, à presença de muitas fórmulas e contas, à compreensão parcial das explicações, ao pouco tempo para estudar fora da escola e às dificuldades em conteúdos como Geometria, frações e números decimais. Ao mesmo tempo, os estudantes reconhecem a importância da Matemática em sua vida cotidiana e demonstram interesse por aulas mais práticas, visuais e conectadas com sua realidade. As respostas também evidenciaram a importância da relação professor-aluno, marcada pela paciência, incentivo, escuta e acolhimento. Conclui-se que o ensino de Matemática na EJA exige práticas pedagógicas contextualizadas, sensíveis às trajetórias dos estudantes e capazes de fortalecer a confiança dos alunos em sua própria capacidade de aprender.
Produção de farinha de mandioca: saberes e práticas etnomatemáticas quilombolas da comunidade Dona Juscelina – Muricilândia/TO
(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2026) BORGES, Manovanes
O presente trabalho investiga a interface entre os saberes tradicionais e a Educação Matemática por meio do referencial da Etnomatemática. O estudo foi realizado na Comunidade Quilombola Dona Juscelina (CQDJ), fundada em meados de 1962 com a chegada de sua matriarca e localizada na área urbana do município de Muricilândia, na região norte do Estado do Tocantins. O objetivo geral consistiu em descrever e compreender os saberes e fazeres etnomatemáticos mobilizados especificamente na prática de produção da farinha de mandioca por membros dessa comunidade. Adotou-se uma abordagem metodológica qualitativa de cunho interpretativo, cujos dados foram obtidos em campo por meio de observação participante, uso de diário de campo e entrevistas semiestruturadas realizadas com lavradores e produtores quilombolas, que participaram de forma anônima. Adicionalmente, realizou-se uma imersão bibliográfica que incluiu análises sistemáticas sobre a agricultura familiar e processos de produção de alimentos locais. Os resultados revelam que os produtores utilizam um sistema de produção bem organizado e que supre suas demandas cotidianas, evidenciado pelo uso de unidades de medida de volume tradicionais (como o prato, o litro e a quarta) e medidas de terra (como a tarefa), além de uma rígida organização temporal baseada em calendários agrícolas herdados de seus ancestrais e transmitidos oralmente de geração em geração. Conclui-se que tais saberes tradicionais, para além de sua eficiência técnica na subsistência e na economia solidária local, constituem mecanismos de resistência cultural e de afirmação identitária que legitimam a intelectualidade e a ancestralidade do povo quilombola da CQDJ.
