Navegando por Autor "PEREIRA, Fabiana dos Santos"
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Item ANÁLISE SISTÊMICO-FUNCIONAL DE REESCRITAS DA NARRATIVA “O BOTO COR-DE-ROSA” COM BASE NA PEDAGOGIA DE GÊNEROS DA ESCOLA DE SYDNEY(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) PEREIRA, Fabiana dos SantosEste estudo analisa reescritas de narrativas produzidas por alunos da 1ª série do Ensino Médio de uma escola pública de Araguaína, Tocantins, à luz da Linguística Sistêmico-Funcional (Halliday; Matthiessen, 1999, 2004, 2014) e da Pedagogia com Base em Gêneros de Texto (Rose; Martin, 2012). O corpus da pesquisa compreende versões iniciais (VI) e versões finais (VF) de reescritas da narrativa “O boto cor-de-rosa”, personagem lendário que, ao assumir forma humana, busca seduzir mulheres em bailes e festividades nas comunidades ribeirinhas amazônicas. As produções analisadas foram elaboradas no âmbito do projeto de ensino e extensão Oficina do Texto, vinculado à Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), cuja proposta didático-metodológica fundamenta-se nas estratégias de leitura e escrita do programa de letramento Ler para Aprender (Reading to Learn) (Rose; Martin, 2012). A partir do texto prototípico “O boto cor-de-rosa”, publicado na obra Onze histórias e um segredo: desvendando as lendas amazônicas (Sales, 2016), foram propostas atividades voltadas ao desenvolvimento do gênero narrativa. As ações foram desenvolvidas por meio de uma pesquisa-ação (Thiollent, 2011), seguindo as etapas do Ciclo de Ensino e Aprendizagem (CEA) (Rose; Martin, 2012). As versões textuais foram analisadas em dois níveis: (i) o contexto situacional, que define o registro textual; e (ii) os elementos léxico-gramaticais do Sistema de Transitividade, que revelam as escolhas linguísticas associadas à construção de significados no texto. Os resultados evidenciam a relevância do ensino a partir da Pedagogia com Base em Gêneros de Texto, uma vez que essa abordagem favorece práticas de letramento que articulam os saberes escolares às experiências socioculturais dos estudantes. Nesse contexto, o processo de escrita e reescrita, mediado pelas estratégias do CEA e pelos bilhetes orientadores (Fuzer, 2012) mostrou-se fundamental para que os textos finais se aproximassem das características do gênero narrativa e cumprissem seu propósito sociocomunicativo. Desse modo, a prática de reescrita não apenas reforçou o ensino pautado nos gêneros textuais, como também potencializou o desenvolvimento da competência escrita dos alunos.
