Navegando por Autor "SOUSA, Rosaldina Sinhá de."
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Item Memórias de mulheres camponesas descascadeiras de mandioca na produção de farinha no povoado Floresta em Wanderlândia (TO)(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SOUSA, Rosaldina Sinhá de.A pesquisa tem como objetivo geral compreender como ocorre o trabalho e os modos de vida das mulheres camponesas descascadeiras de mandioca, evidenciando a relação de gênero implícita nesse contexto, povoado Floresta, município de Wanderlãndia, Tocantins. Nesse sentido observa-se como as mulheres carregam um conhecimento enraizado na tradição campesina, incluindo técnicas de manejo da mandioca, métodos de preparo, uso de ingredientes tradicionais e práticas de preservação da cultura alimentar. Essas formas de saberes valorizam a conexão com a terra, o ciclo natural das plantas e a sustentabilidade, resistindo às imposições do capitalismo e às rápidas transformações sociais. Busquei estabelecer diálogos com autores que sustentaram o desenvolvimento deste estudo. Do ponto de vista teórico, dialogo com Silvia Federici (Economia e Política), Stuart Hall (2006) sobre identidade cultural, Rogério Haesbaert (2001) sobre território e identidade, e Saquet (2007) sobre o conceito de território. Quanto à abordagem metodológica, utilizei a história oral, fundamentada nas concepções de Alessandro Portelli (1992) por meio de entrevistas semiestruturadas. Foram entrevistadas (07) sete mulheres, que teve como critério de escolha a faixa etária de idade entre (32) Trinte e dois a (56) cinquenta e seis anos, as que trabalhavam a mais tempo na atividade, na casa de farinha. A questão que norteia a pesquisa é de que forma as dinâmicas de poder e as estruturas patriarcais se manifestam nas casas de farinhas, contribuindo para as subalternizações e limitações enfrentadas pelas mulheres camponesas descascadreiras de mandioca em um espaço de trabalho tradicionalmente associado à produção e à reprodução social? O resultado da pesquisa nos permitiram compreender os modos de vida das mulheres descascadeiras de mandioca no povoado Floresta e como, por meio de seu trabalho, elas se transformaram em símbolos de resistência, identidade e esperança. A análise das narrativas e memórias dessas mulheres, nossas interlocutoras, revelaram a importância do trabalho na preservação cultural e na afirmação de seus direitos, contribuindo para uma compreensão mais aprofundada dos processos de resistência e de construção de identidades nesses contextos.
