Navegando por Autor "SOUZA, Djane da Silva"
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Item A CANETA 3D COMO DISPOSITIVO DE FORMAÇÃO: invenção e experimentação no ensino de geometria(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SOUZA, Djane da SilvaEsta dissertação acompanha trajetos vividos por licenciandos em matemática a partir do uso da caneta 3D como dispositivo de experimentação no ensino de geometria espacial. O trabalho surgiu do desejo de pensar a formação inicial de professores de matemática para além da reprodução de métodos e conteúdo, abrindo espaço para a autonomia, a invenção e a construção sensível de saberes. A pesquisa desenvolveu-se a partir da realização de uma oficina na disciplina de LEM (Laboratório de Ensino de Matemática) na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), em um contexto em que a caneta 3D foi tomada como provocação didático-formativa. O método cartográfico, bússola do percurso, permitiu o acompanhamento dos sentidos que emergiram durante o processo: os modos de se implicar com a geometria, os deslocamentos no ensinar, e os efeitos subjetivos gerados no contato com a materialidade e a tridimensionalidade. Como resultados, a pesquisa evidenciou que a prática com a caneta 3D potencializou apropriações autônomas das propostas, abriu espaço para que os participantes ressignificassem conteúdos de geometria espacial, além de mobilizar gestos, falas e expressões que indicaram novas formas de compreender e ensinar o conteúdo. Os dados apontam ainda para a potência da caneta 3D como recurso didático, capaz de favorecer práticas inventivas e de ampliar a relação entre estudantes e conceitos geométricos. Contudo, a formação inicial que insiste em permanecer fechada às subjetividades, como signos presos numa rede circular, que recusam as linhas da invenção, perde a oportunidade de adentrar a estreita via aberta pela cartografia, uma linha de fuga que permite romper com a rigidez e inaugurar modos mais sensíveis, flexíveis e autônomos de ensinar e aprender. É nessa fresta que este trabalho deixa seu convite: para que a formação de professores de matemática não seja síntese fechada, mas processo vivo e inventivo, capaz de se reinventar no contato com o novo.
