Biblioteca Digital de Monografias de graduação

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    ESCREVIVÊNCIA DE MULHERES QUILOMBOLAS: utilização de metodologias ativas para a expressão da historicidade
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2026) SANTOS, Maria do Rosario Monteiro dos
    As memórias e a ancestralidade se encontram nos espaços de convivência mútua, nos terreiros, nos quilombos, nos territórios ancestrais, nos povos da floresta, nos movimentos com os anciões e os griôs proporcionando as trocas intergeracionais nesses territórios, que por vezes, encontram-se esquecidos ou pouco valorizados nas narrativas hegemônicas e segregadas da sociedade contemporânea. Nesse contexto, o presente trabalho objetiva captar, em síntese, as vivências das mulheres quilombolas e suas atividades na Comunidade Quilombola Dona Juscelina, localizado no município de Muricilândia, Estado do Tocantins, Região Norte do Brasil, norteado pelos seguintes objetivos específicos: a) Descrever a história da comunidade e a liderança feminina; b) Identificar a percepção das mulheres que desenvolvem ações na comunidade supracitada. A fundamentação teórica desse trabalho está alicerçada nos seguintes autores: Gramsci (1917), Haesbaert (1997, 1999), Moura (1981; 1987), Hooks (1995, 2000), Bonnemaison (2000), O’dwyer (2002), Freire (2000), Federici (2017), González, 2018, Evaristo (2020), Ferreira, Eiterer, Miranda (2021), Soares (2021), Souza & Pacheco (2025), dentre outros. A presente pesquisa se apresenta de abordagem qualitativa de dados e natureza descritiva e exploratória, tendo como recorte socioespacial, a Comunidade Quilombola Dona Juscelina, localizada em Muricilândia-TO. Para captação de dados, foi realizado um levantamento bibliográfico sobre a temática e áreas correlatas, assim como uma pesquisa-ação participante, onde foi possível a coleta de depoimentos pessoais através da Metodologia Ativa – Escrevivência (Evaristo, 2020, Souza & Pacheco, 2025). Por meio de um contato prévio com cada mulher que se dispôs a participar dos depoimentos, foram agendados dias e horários, de acordo com cada disponibilidade, para um encontro presencial, onde cada uma participante teve a liberdade de fala e escrita a próprio punho. Todas as mulheres participantes expressaram suas concordâncias a partir da leitura do termo de consentimento (Apêndice I), no início de cada entrevista, informando que cada participante poderia desistir de sua participação a qualquer momento de sua fala. Para análise dos dados, foi utilizada a análise de conteúdo de Bardin (1977), que é uma técnica que se concentra na identificação e classificação das proposições ou ideias centrais presentes nos dados coletados. Os capítulos discutem sobre a história quilombola no Brasil, sua importância, territorialidades, e aspectos sociais. Além disso, o estudo apresenta as narrativas da liderança feminina nos quilombos, a partir da escrevivência dessas mulheres e as suas memórias.
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    Nos caminhos das águas: mulheres atingidas pela Enchente de 1980 e a Usina Hidelétrica de Estreito (UHE) – em Filadélfia-TO (2019 Á 2025)
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) FRAGOSO, Cilicia Coelho
    Este estudo investiga a cidade de Filadélfia (TO), localizada na região norte do Estado, que fica margens do Rio Tocantins, explorando os dois eventos a enchente de 1980 e Usina Hidrelétrica de Estreito (MA), acontecidos pelas águas do Rio Tocantins, pelas lentes das quatro mulheres, que foram entrevistadas e descreveram os acontecimentos e toda a mudança na área urbana de Filadélfia (TO). Analisamos sobre suas falas o primeiro fenômeno natural a enchente 1980, que trouxe uma proporção gigantesca de água alagando a cidade e fazendo deslocamento rápido para a parte alto da cidade para se abrigarem, até conseguirem retornar as suas casas. Já em 2010 veio um evento antrópico a construção da UHE Estreito, trazendo consigo mudança no lugar, na paisagem e na vida das mulheres. Resultando que com os fatos que aconteceram e suas relevâncias de muita grandeza na vida das mulheres atingidas e suas famílias modificaram seus modos de vida o que veio a desencadear uma série de mudanças no lugar, no cotidiano e nas suas vidas, trazendo consigo o sentimento de saudade e afeto pelos seus lugares onde viveram.
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    Práticas corporais femininas do povo guajajara na festa da menina moça
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2026-05-29) Brito, Maria José Guajajara
    Neste trabalho descrevemos as práticas corporais femininas inseridas na Festa da Menina Moça do povo Tenetehara/Guajajara. Utilizamos pesquisa etnográfica e autobiográfica, descrevendo a cultura do meu povo e dialogando com a Educação Física. Descrevemos os costumes do meu povo localizado na Aldeia Almesca no Território Indígena(TI) Araribóia no Estado do Maranhão. Somos liderados por uma Cacica e nós, mulheres, participamos ativamente das atividades da comunidade: criação dos filhos(as), produção de alimentos na roça, construção de casas, confecção de artesanatos, produção de remédios, etc. Na cultura Tenetehara temos costumes e rituais ao longo do ciclo de vida, do nascimento à morte, onde o corpo e os movimentos são exaltados com a pintura corporal, enfeites (colares, tiaras, cocares, pulseiras, braceletes), cantorias e danças. A festa da Menina Moça apresenta a menina à comunidade simbolizando a passagem para a vida adulta. O entendimento da cultura corporal é imprescindível para compreender as expressões corporais, em diferentes espaços e tempos.
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    Direitos e engajamento das mulheres no periódico goiano Voz do Povo (1927-1935)
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) FREITAS, Gracielly Lima de
    Esta monografia analisa as representações sociais e políticas das mulheres no periódico goiano Voz do Povo, publicado entre 1927 e 1935. A pesquisa busca compreender como o jornal abordava os direitos das mulheres em um contexto marcado por disputas políticas e transformações sociais no Brasil da Primeira República, especialmente em torno do direito ao voto, à educação e ao trabalho, além do lar. A partir de levantamento e análise de artigos publicados no periódico, esse estudo investiga as narrativas que defendiam ou contestavam a ampliação da cidadania feminina; para tal, utilizou-se a metodologia de análise de conteúdo, orientado por Laurence Bardin (2016) e Renée Zicman (1985). Dialogando com autores, tais como Robert Darnton (1998, 2010), Pierre Bourdieu (2002), María Lugones (2014), Marialva Barbosa (2007), Maria Lygia Quartim de Moraes (2005) e Roger Chartier (2002), são examinadas as representações presentes na imprensa sobre o papel das mulheres, suas atribuições e os limites impostos à sua participação pública. A pesquisa revela a existência de diferentes perspectivas no interior do jornal, desde posições conservadoras até defesas mais progressistas da presença das mulheres na vida política. Chama atenção, particularmente, os artigos da escritora Marie Joseph devido a quantidade de publicações, o conteúdo político das suas ideias e os limites do feminismo dessa época. Ao discutir essas representações, o trabalho contribui para o entendimento das lutas e desafios enfrentados pelas mulheres no início do século XX em Goiás.
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