Faculdade de Ciências da Saúde (FCS)
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Item Análise da taxa de internações e da mortalidade pela amebíase no Brasil entre 2015 e 2021(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2022) MELO, Hugo Cavalcanti de Oliveira; CORDOVA, Clarissa Amorim Silva deIntrodução: A amebíase é a infecção provocada pelo protozoário Entamoeba histolytica, assintomático na maioria das vezes, a qual, não obstante isso, figura como a segunda principal causa de óbitos por parasitoses e como a principal causa de diarreia grave no mundo. A transmissão da infecção ocorre mediante a ingestão de água e alimentos contaminados com cistos do protozoário caracterizados por sua alta resistência ambiental, o que justifica a maior incidência dessa doença em países em desenvolvimento. Sobre as manifestações clínicas, tem-se que a forma sintomática se apresenta como uma disenteria amebiana, a qual cursa com dores abdominais, fezes mucossanguinolentas, aumento do número de evacuações diárias e, menos frequentemente, com náuseas, vômitos, mal-estar, cefaleia e febre, podendo este quadro progredir para colite amebiana com necrose intestinal. As ferramentas diagnósticas incluem a microscopia das fezes, a detecção de antígenos nas fezes, reação em cadeia da polimerase das fezes, sorologia e colonoscopia com exame histológico. Sobre o tratamento, recomenda-se o emprego de agentes intraluminais, como a paromomicina e o iodoquinolol, em associação a derivados imidazólicos, como metronidazol, ornedazol e secnidazol. Deve-se ter um enfoque principal no que concerne à prevenção da amebíase, considerando que esta se baseia em medidas simples como a promoção de melhores índices de saneamento básico, bem como a educação sanitária da população. Objetivos: Traçar um panorama estatístico atualizado a respeito da amebíase, mediante a análise do número de internações hospitalares e da taxa de mortalidade dessa parasitose no Brasil, entre 2015 e 2021. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com base em dados oriundos do Sistema de Informações hospitalares do SUS (SIH/SUS), referentes aos casos de internação hospitalar em decorrência da amebíase na população brasileira, segundo local de internação, entre 2015 e 2021. Resultados: Foram registradas 9.508 internações no Brasil, com uma taxa de mortalidade total de 1,15. Em relação à variação do número de internações, houve uma redução de 71,5% entre o primeiro e o último ano analisados, enquanto a mortalidade aumentou 71,3%. Entre as regiões do país, a região Norte apresentou a maior taxa de internação hospitalar (21,37), à medida que a região Sudeste apresentou a menor (0,76). O oposto se deu em relação à taxa de mortalidade, em que a região Norte apresentou a menor taxa (0,1), e a região Sudeste teve a maior (3,07). No que concerne à taxa de internação, segundo os estados, tem-se que o Maranhão prevaleceu, com uma taxa de 35,42, ao passoo Rio de Janeiro apresentou a menor (0,34). Em relação à taxa de mortalidade, o Pará teve a menor registrada (0,07), excetuando os estados que não notificaram óbitos pela amebíase. No que diz respeito aos índices de saneamento básico, tem-se que a região Norte apresentou os piores índices, com a menor porcentagem populacional com acesso à água tratada (58,9%), atendida com rede esgoto (13,1%) e com a coleta domiciliar de resíduos sólidos (80,7%), em detrimento a isso, ao Sudeste coube os melhores índices do país, respectivamente, 91,3%, 80,5% e 96,1%. Segundo os estados, constata-se que, considerando a porcentagem populacional com acesso à água tratada, o Amapá teve o pior índice (33,7%), em relação à porcentagem populacional atendida com rede de esgoto, o estado de Rondônia teve o pior (6,7%), no que se refere à porcentagem populacional atendida com coleta domiciliar de resíduos sólidos, o estado do Maranhão apresentou o pior índice (73%). Tendo em vista o número total de internações segundo o sexo, tem-se que 4779 internações foram de pessoas do sexo feminino, enquanto que 4785 foram de indivíduos do sexo masculino. Em relação à taxa de mortalidade, o sexo feminino apresentou uma taxa superior (1,36), a qual foi 44,7% maior que a taxa apresentada pelo sexo masculino (0,94). No que concerne ao número de internações segundo as faixas etárias, tem-se que a faixa de 1 a 4 anos apresentou o maior número de casos (1892), em contrapartida, à faixa com 80 anos ou mais coube a maior taxa de mortalidade (7,84). Mediante a análise do número total de internações segundo a cor do paciente, tem-se que a maioria dos pacientes internados com amebíade eram pardos (4950), enquanto a minoria era indígena (59). Em relação à taxa de mortalidade, no que lhe concerne, a população de cor preta teve a maior taxa (1,71). Conclusão: Portanto, não obstante o número de casos de amebíase terem reduzido, observa-se que esta persiste com uma alta incidência, sobretudo, nos estados das regiões Norte e Nordeste, os quais, pois, devem ser priorizados pelo poder público no que tange aos investimentos em saneamento básico. Ademais, o diagnóstico precoce, lançando mão principalmente do exame parasitológico de fezes, bem como o tratamento preconizado da amebíase devem ser instituídos, tendo em vista, não apenas, mas principalmente, mulheres, idosos, crianças, pardos e pretos, promovendo o direito à saúde a toda a população brasileira.Item Cardiotoxicidade em pacientes oncológicos pediátricos tratados com antraciclinas(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) MORAIS, Micaelle Chagas; ALBUQUERQUE, Maria Tereza Ferreira; OLIVEIRA NETO, Joaquim Guerra deAs antraciclinas são agentes antineoplásicos bastante utilizados na atualidade, principalmente para o tratamento de linfomas, sarcomas, leucemia e câncer de mama. Embora eficientes, elas podem levar a graves efeitos colaterais, destacando-se a cardiotoxicidade. Sabendo da prevalência desses quimioterápicos na população oncológica pediátrica e dos efeitos tardios que impactam significativamente a qualidade de vida dos futuros adultos, esta pesquisa tem como objetivo definir o perfil dos pacientes oncológicos pediátricos que desenvolvem cardiotoxicidade após o uso de esquemas quimioterápicos com antracíclicos para o tratamento de leucemia linfoide aguda, leucemia mieloide aguda e osteossarcoma. Trata-se de um estudo descritivo, tipo censo, retrospectivo e transversal, com abordagem quantitativa. A amostra será composta por prontuários de pacientes que estiveram internados em um hospital de um município de referência no interior do estado do Maranhão, no período de 2018 a 2022. As variáveis a serem coletadas serão: sexo, idade do paciente, alterações do ecocardiograma antes, durante e após o tratamento e o tipo de neoplasia tratada. Os dados serão analisados utilizando programas estatísticos de relevância científica e serão apresentados por meio de gráficos e tabelas. Os resultados esperados são um maior desenvolvimento de cardiotoxicidade em crianças com menos de 4 anos de idade, de sexo feminino. Assim, a partir da descoberta do perfil dos pacientes, será possível que os profissionais da saúde tenham um olhar mais atento ao triar as crianças, antes mesmo de começar o tratamento oncológico, realizando condutas de prevenção ao dano cardíaco e não apenas de correção, reduzindo a cardiotoxicidade futura.Item Perfil epidemiológico dos pacientes vítimas de queimaduras no município de Araguaína-TO no período de 2012 a 2021(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) SILVA, Kevin Willys Rodrigues da; REIS, José Henrique Alves Oliveira dos; FERRADOZA, Milene Tiburcio NarentiIntrodução: Traumas por queimaduras são importantes causas de acidentes em todo mundo, associados a altas morbidade e mortalidade, além de serem responsáveis por grandes gastos na saúde. Apesar dos avanços da medicina e da criação de protocolos terapêuticos nacionais e internacionais, o tratamento das queimaduras graves ainda é um dos grandes desafios nos hospitais e nos centros de tratamentos específicos. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das vítimas de queimaduras no município de Araguaína TO entre 2012 e 2021, visando conhecer sobre a população mais acometida, saber se o tratamento recebido foi clínico ou cirúrgico e seu desfecho e com isto, despertar interesse para a adoção de medidas preventivas eficientes. Metodologia: O presente trabalho foi organizado como um estudo observacional, descritivo, retrospectivo, com levantamento de dados epidemiológicos sobre pacientes queimados no período entre janeiro de 2012 a dezembro de 2021, oriundos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) registrados no DATASUS. Resultados: No estudo realizado em Araguaína-TO, entre 2012 e 2021, foram registrados 327 casos de pacientes vítimas de queimadura que deram entrada no atendimento hospitalar. A maioria dos casos ocorreu em homens (69,4% de internamentos e 62,5% de óbitos) e em adultos (60,5% de internamentos). A raça parda foi a mais acometida, com 84,7% dos internamentos e 62,5% dos óbitos por queimaduras. A maioria dos pacientes recebeu tratamento clínico (62,3% de internamentos) e a maior quantidade de óbitos ocorreu com pacientes que necessitaram de tratamento cirúrgico (71,4%). A média de tempo de internamento no regime público foi de 4,9 dias e o custo médio de internamento foi de R$ 1559,25. Entretanto, a partir de 2015, os dados de tempo e custo de internamento foram registrados como "ignorado", limitando a análise dessas variáveis. Conclusão: A população masculina foi a mais afetada por queimaduras, principalmente adultos. O tratamento clínico foi a principal forma de tratamento adotada. A taxa de mortalidade encontrada foi de 2,45%. É possivel que essa constatação estatística esteja controversa à maioria das publicações, que definem serem as crianças as mais afetadas por este tipo de trauma, por termos avaliado apenas registros de casos que receberam tratamento hospitalar. Outra hipótese é a de que os registros estejam deficientes, firmando a necessidade de melhorar a qualidade dos registros de dados para entender melhor a situação e planejar ações de prevenção.Item Perfil epidemiológico dos pacientes com hepatite virais atendidos no Hospital de Doenças Tropicais de Araguaína entre 2019 e 2022(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) SILVA, Rayza Brito; BORBA, Bárbara de MoraisIntrodução: As hepatites virais são doenças desenvolvidas no fígado, geradas por diferentes agentes virais. Na atualidade, foram identificados como vírus mais frequentes causadores de hepatites: A, B, C, D e E, na qual o vírus da hepatite B, C e D, são considerados mais sérios, pois podem tornar-se crônicos. As hepatites virais decorrem da infecção por patógenos hepatotrópicos e podem cursar com evolução aguda, fulminante ou crônica, sintomática ou assintomática, de acordo com a resposta imunológica do paciente e da patogenicidade do vírus. No entanto, a magnitude das hepatites não se limita à morbidade, estende-se também às complicações das formas crônicas, a cirrose e o carcinoma hepatocelular. Justificativa: As hepatites virais são de significante importância para a saúde pública, devido a quantidade de indivíduos acometidos, pelas possíveis complicações e a capacidade de cronificar. Com isso, é fundamental manter a população bem informada sobre esses agravos, pois o conhecimento das alterações e a patogênese da infecção são importantes para a antecipação prévia dos cuidados. Também se compreende que se faz necessária pesquisas adicionais nessa área para obter dados mais aplicáveis. Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico das hepatites virias em Araguaína-TO, dos pacientes atendidos no HDT (Hospital de Doenças Tropicais), segundo as variáveis de tempo, pessoas e os campos obrigatórios de preenchimento (Idade, sinais e sintomas, forma clínica, entre outros) contidos no prontuário, tipo de exposição e o desfecho da doença. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, descritivo e analítico. Foram coletados os dados dos prontuários dos pacientes diagnosticados com hepatites virais atendidos no Ambulatório de Gastroenterologia e Hepatologia do HDT em Araguaína-TO. Para a coleta de dados, foi utilizada uma ficha de autoria própria. A pesquisa foi realizada pela coleta de dados feita no período de fevereiro de 2023 a maio de 2023 em prontuários de pacientes cadastrados entre os anos de 2019-2022. Resultados: No período analisado foram estudados 66 casos de hepatites virais no HDT, sendo 53,03% dos casos correspondentes a Hepatite B, 43,93% de Hepatite C e 1,51% de Hepatite A, e zero casos de hepatites D ou E. Sendo que 72,72% foi diagnosticado já na forma crônica da doença. Um número significativo de pacientes domiciliados na zona urbana de Araguaína, representando assim 90,90% (n=60). Em relação a infectados conforme escolaridade, a maioria tem ensino médio incompleto (48,48%) e aproximadamente 18% tem nível superior. As pessoas mais acometidas foram do sexo masculino, da cor parda, bem como a faixa etária entre 20 e 60 anos de idade. Foi visto que 10.60% dos pacientes são coinfectados com HIV/AIDS, e na anamnese de 15 pacientes essa informação foi ignorada. Nesse estudo, em 77,27% dos pacientes a forma de contaminação foi ignorada, e naqueles em que a informação foi buscada, 12,12% adquiriu por via sexual. Em relação a distribuição dos casos segundo os sinais e sintomas, em 17,9% dos pacientes foi relatado dor abdominal como o sintoma mais prevalente, em seguida a icterícia encontrada em 14,9 % dos pacientes e cerca de 26,9 % se apresentaram assintomático. Em relação a evolução da doença, 10 dos pacientes estudados evoluíram para Cirrose e 1 desenvolveu câncer hepático. Conclusão: Os resultados do estudo apontam que a hepatite B é a mais comum entre a população estudada, especialmente entre indivíduos de pele parda e alfabetizados. Além disso, homens apresentam maior prevalência da doença do que mulheres. A idade média dos afetados está na faixa dos indivíduos sexualmente ativos, o que ressalta a importância de ações de saúde pública e educação voltadas a esse grupo específico para identificar fatores de risco e preveni-los. O diagnóstico precoce e acompanhamento adequado dos pacientes são fundamentais para evitar estágios avançados e irreversíveis da doença. Por fim, é sugerido que mais pesquisas sejam realizadas nessa área, com uma amostra maior, para obter dados mais abrangentes e aplicáveis.Item Análise da incidência da leishmaniose visceral nos municípios e regiões do Brasil no período de 2009 a 2019(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) SANTOS, Eduardo Matias dos; LEITE, Evellyn Ferreira; CORDOVA, Clarissa Amorim Silva deIntrodução: A leishmaniose visceral (LV), é uma protozoose provocada por espécies do gênero Leishmania, predominando no Brasil a L. chagasi. O parasita consegue invadir diversos órgãos e pode ser fatal se não instituído tratamento adequado. Objetivos: Traçar um panorama estatístico a respeito da LV, analisando a incidência de casos no Brasil, evidenciando populações mais suscetíveis à infecção. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com base em dados oriundos do SIH/SUS, referentes aos casos de internação por LV na população brasileira, segundo local de internação, entre 2009-2019. Resultados: Foram registradas, no Brasil, 26.839 internações, não havendo diferença significativa entre os anos estudados. Observou-se que o Nordeste apresentou o maior número de internações, contudo, analisando a taxa de internação, o Norte ocupa primeiro lugar. O Estado do Tocantins teve a maior taxa de internação. A cidade de Teresina possui o maior número de internações, entretanto, Araguaína possui a maior taxa. A população masculina foi mais acometida que a feminina. A faixa etária de 1-9 anos é a mais acometida, enquanto a de ≥ 80, é a menor. Os pardos apresentaram maior número, enquanto a minoria era indígena. Analisando o IDH, a região Norte fica em último lugar. Araguaína, que possui a maior taxa de internação por LV do país, possui IDH de 0,752. Conclusão: Portanto, observa-se que LV persiste com alta incidência, sobretudo no Norte e Nordeste. Assim, o diagnóstico precoce, bem como tratamento preconizado da LV, deve ser instituído, abrangendo principalmente, populações vítimas da vulnerabilidade social, homens, crianças e pretos/pardos.Item Análise epidemiológica de pacientes portadores de hepatite c no estado do Tocantins no período de 2010 a 2020(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) NASCIMENTO, Mariana Pereira do; OLIVEIRA, Isabela Ceciclio SahiumO fígado é o maior órgão do corpo humano e realiza múltiplas funções. Infecções virais, como a hepatite C (HCV), podem afetá-lo, provocando uma lesão mediadapor resposta imunológica. A evolução da doença podeser aguda ou crônica, além de progredir para cirrose. Apesar de manter uma queda em relação aos anos anteriores, a hepatite C ainda representa um grave problema de saúde pública devido a grande capacidade de cronificação e, por conseguinte, morte. O conhecimento sobre a epidemiologia do HCV é vital para uma boa orientação aos pacientes, uma vez que essas informações influenciam diretamente no prognóstico e tratamento da doença. Diante dessa realidade, este estudo teve como objetivo definir o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com hepatite C na última década (2010-2020) no Tocantins, através da coleta de dados de tabuladores disponíveis no site do Ministério da Saúde: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN-TABNET), e analisando as variáveis: sexo, idade, escolaridade, raça e fontes de infecção da hepatite C no Tocantins. Como resultado, conclui-se que o perfil de paciente mais acometido pela hepatite C no estado do Tocantins é o de um homem pardo, com idade entre 40-59 anos e ensino médio completo, no período compreendido pelo estudo.Item Perfil epidemiológico de pacientes diagnosticados com leishmaniose tegumentar americana: comparação entre regiões de saúde do estado do Tocantins(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) LOPES, Manuella da Fonseca Gomes; FERRADOZA, Milene Tiburcio NarentiA Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença infecciosa, que tem maior incidência na região Norte do Brasil, com uma média de 46,4 casos por 100 mil habitantes. Trata-se de uma zoonose que é transmitida pela picada de flebotomíneos, e acomete pele e mucosas. O trabalho teve como objetivo delimitar o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com Leishmaniose Tegumentar Americana no estado do Tocantins, a partir de um estudo transversal e descritivo, de abordagem quantitativa, realizado a partir da coleta de informações sobre casos de LTA no SINAN, do período de 2017 a 2022, estratificados de acordo com suas respectivas Regiões de Saúde de residência, no Tocantins. Entre 2017 e 2022, foram registrados 2.223 casos de LTA no Tocantins, e a região de saúde de Capim Dourado foi a que teve maior número de casos. As notificações de LTA predominaram no grupo masculino e na população adulta. Os casos de LTA foram, em sua maioria, da forma clínica cutânea, e o desfecho foi predominantemente de evolução com cura da doença.Item Perfil clínico e epidemiológico de pacientes portadores de tuberculose atendidos no Hospital de Doenças Tropicais – UFNT no período de 2016 a 2020(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) BATISTA, Letícia Franco; SANTOS JÚNIOR, Antonio Oliveira dos; SOUSA NETO, Diógenes deObjetivo: Analisar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes portadores de Tuberculose e correlacionar a presença da patologia com fatores socioeconômicos. Métodos: Estudo retrospectivo descritivo e analítico baseado na coleta de prontuários de pacientes com tuberculose atendidos no Hospital de Doenças Tropicais -UFT, entre os anos de 2016 e 2020, e a seguir, foram processados pelo programa Minitab Inc, versão 18 para Windows. Resultados: Verificou-se predomínio do sexo masculino em 61,6% dos pacientes, 37,8% estavam na faixa etária entre 20-40 anos, 81,3% eram pardos, 52,86% apresentavam ensino fundamental incompleto e 33,09 eram trabalhadores rurais. Cerca de 27,7% eram tabagistas, 17,57% etilistas e 16% PVHA. A principal forma clínica (81,33%) foi a pulmonar, sendo a tosse (88,4%), a manifestação clínica mais prevalente. Para o diagnóstico, o BAAR foi o mais realizado, positivando em 78,5% dos casos. O esquema de tratamento mais utilizado foi o coxcip (90,48%). No desfecho clínico, 16,1% dos pacientes evoluíram com sequelas e o óbito ocorreu em 6,08%. Conclusão: Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a tuberculose ainda é uma doença com grande prevalência de morbimortalidade, no Brasil e no mundo. Assim, conhecer o perfil de pacientes que mais são afetados pela tuberculose, permite o preparo de mais políticas públicas, permitindo o manejo precoce.Item Perfil epidemiológico e clínico dos pacientes que fizeram uso de profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV após acidente com material biológico no Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFT) no ano de 2021(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) BUZAR, Laís Lopes de Azevedo; BARBOSA, Silvia Minharro; RODRIGUES, Rogério Vítor MatheusO presente estudo visa traçar um perfil epidemiológico e clínico dos pacientes que fizeram uso de Profilaxia Pós-Exposição para o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), após acidente com material biológico, no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT), em 2021. Trata-se de um estudo retrospectivo, observacional, transversal, de caráter quantitativo, desenvolvido nas dependências do hospital de referência em questão. Foram analisados 88 prontuários dos quais se observaram que 70,45% dos pacientes eram do sexo feminino, 44,32% correspondiam a faixa etária entre 20 e 29 anos e 67,05% eram procedentes do município de Araguaína- TO. Os profissionais que mais fizeram uso da medicação foram técnicos de enfermagem (20,45%), acadêmicos de odontologia (11,3%) e trabalhadores de serviços gerais (10,23%). Quanto aos acidentes, 92,05% foram do tipo percutâneo, 77,3% tiveram sangue como material envolvido e 50% ocorreram com fonte conhecida. Entre os pacientes, 14.77% deles já haviam sofrido acidente semelhante anteriormente. Os dados obtidos levam à conclusão de que as políticas públicas atuais relativas ao uso da PEP para acidentes com material biológico são eficientes, entretanto, as mesmas devem ser mantidas e ampliadas para que sejam mais eficazes.Item A desregulação hormonal como fator contribuinte para a depressão(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) NASCIMENTO, João Victor Nogueira do; FERRADOZA, Milene Tiburcio NarentiO transtorno depressivo é caracterizado por uma alteração do humor de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos Mentais (DSM-V) de espectro multifatorial. Portanto, existem estudos acerca da fisiopatologia do seu desenvolvimento, como aquelas que abordam a atuação dos hormônios na depressão. Com isso, o objetivo desta revisão foi avaliar a relação da desregulação hormonal com o desenvolvimento da depressão. Para o estudo em questão foram utilizadas as plataformas Uptodate, Pubmed, Scielo e Google Scholar, que após os critérios de exclusão resultaram em vinte e sete pesquisas sobre o assunto. Assim, os trabalhos escolhidos demonstraram a predominância de três hormônios: hormônios sexuais, cortisol e os hormônios tireoidianos. Apesar de cada um possuir papéis distintos, foi identificado que os hormônios sexuais e cortisol possuem ação direta sobre o hipocampo, enquanto a atividade dos hormônios da tireoide não está clara. Logo, este estudo evidencia que a fisiologia neuroendócrina possui diversas ações na evolução da depressão, e dessa forma, é perceptível que sua desregulação altera a homeostase psicológica.Item O perfil epidemiológico dos indígenas acometidos por tuberculose atendidos no Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFT) entre 2018-2021(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) JAVAE, Allannys Mythya Cabral Rodrigues; SANTOS JUNIOR, Antonio Oliveira dosIntrodução: Sabe-se que no Brasil o progresso na área da saúde foi lento, e que demorou muito para amparar os povos indígenas de forma totalmente inclusiva. Com isso, os indígenas tornaram-se um grupo vulnerável a algumas enfermidades, em especial a tuberculose. Justificativa: É essencial realizar estudos acerca da incidência dessas doenças nos povos originários, sobretudo em regiões onde a população indígena é grande, como é o caso da cidade de Araguaína. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, baseado na coleta de dados dos prontuários de pacientes com diagnóstico de tuberculose, atendidos no Hospital de Doenças Tropicais – HDT-UFT no período compreendido entre janeiro de 2018 e dezembro de 2021. Resultados: A proporção de Tuberculose na população indígena nesse estudo, entre todos os pacientes com diagnóstico de tuberculose atendidos no período, foi de 5,6%, dos quais a maioria das internações foram da etnia Krahô. Conclusão: É possível concluir que os dados apresentados nesta pesquisa apresentam de forma indiscutível a conclusão de que há no Tocantins uma alta relação entre os povos originários e a tuberculose, quando comparada com o a população geral e o desfecho de outros estudos semelhantes.Item Tendência de coinfecção entre tuberculose e HIV no estado do Tocantins no período de 2012 a 2021(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) ARAUJO, Gustavo Brito da Silva; OLIVEIRA, João Marcos Dichtl; GOMES, HeliersonA infecção pelo HIV e a consequente imunossupressão associada aumentam consideravelmente a probabilidade de adquirir inúmeras infecções oportunistas, sejam elas causadas por vírus, bactérias, protozoários e fungos. Nesse contexto, a tuberculose representa a doença oportunista mais incidente e a principal causa de óbitos e morbidades. Este estudo analisou a tendência da coinfecção de tuberculose e HIV no estado do Tocantins no período de 2012 a 2021. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais para os casos de coinfecção entre tuberculose e HIV no estado do Tocantins. Para a análise de tendência foi utilizado o teste de Prais Winsten para a incidência nos municípios e regionais de saúde do estado. Durante o período estudado, 168 casos de coinfecção TB/HIV, as regiões "Médio Norte Araguaia" e "Cerrado Tocantins Araguaia" evidenciaram tendência crescente de coinfecção TB-HIV, enquanto outras mantiveram níveis estacionários, no entanto com elevados níveis. A ascensão da incidência da coinfecção TB/HIV, a reduzida taxa de cura, a importante letalidade e a prevalência do consumo de substâncias ilícitas/lícitas consagram a enfermidade como um desafio preeminente para a saúde pública. Diante desse panorama, torna-se imprescindível a implementação de medidas direcionadas, visando reverter tal cenário e garantir um avanço substancial na qualidade do sistema de saúde no estado do Tocantins.Item Perfil clínico-epidemiológico dos indivíduos diagnosticados com criptococose no norte do Tocantins(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) SILVA, João Victor Campos; RODRIGUES, Rogério Vitor Matheus; BARBOSA, Silvia MinharroA criptococose é uma zoonose oportunista causada por fungos dos género Cryptococcus spp. que possui distribuição global, acometendo principalmente indivíduos imunocomprometidos, em especial aqueles vivendo com HIV/AIDS. No Brasil, não é uma doença de notificação obrigatória, assim carecem dados para determinar o comportamento epidemiológico desta micose. Diante disso, o presente estudo propôs o levantamento clínico e epidemiológico dos casos de criptococose atendidos em um hospital universitário no Norte do Tocantins. Trata-se de um estudo retrospectivo baseado em dados de prontuários dos indivíduos diagnosticados com criptococose atendidos no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins no período de 2017 a 2021. Foram identificados 8 casos de infecção criptocócica, com predominância de casos em adultos do sexo masculino (n=7/8; 87,5%) e procedentes de áreas urbanas (n=7/8; 87,5%). A infecção pelo HIV esteve presente em todos os pacientes (n=8/8; 100%), todos manifestaram a forma clínica de meningoencefalite (n=8/8; 100%), 3 (37,5%) evoluíram com sequelas e 1 (12,5%) ao óbito. Logo, faz-se necessário a instituição de medidas para vigilância epidemiológica da criptococose, à fim de fornecer dados para futuros estudos clínicos e ações de prevenção e promoção de saúde.Item Perfil epidemiológico da mortalidade materna no estado do Tocantins entre 2011-2022(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) PACHECO, Ana Beatriz Nunes; MANGUEIRA, Claudia Denise MendanhaA mortalidade materna configura-se como um grave problema de violação dos direitos humanos, por ser evitável em 92% dos casos e refletir a atenção da saúde da mulher, a expressão de desenvolvimento humano e social e condições de vida da população. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, define-se como mortalidade materna “a morte de mulheres durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gravidez, devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela, porém não devido a causas acidentais ou incidentais”. O óbito materno classifica-se de acordo com suas causas, podendo ser causa obstétrica direta ou indireta. Diante do exposto, o presente estudo tem como objetivo analisar a mortalidade materna no estado do Tocantins, entre os anos de 2011 a 2022. Portanto, trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com dados obtidos por meio do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), referentes ao período de 2011 a 2022 no estado do Tocantins. Os resultados evidenciam 230 óbitos maternos, decorrentes de causas obstétricas diretas, ocorridos principalmente durante o puerpério, em hospitais, com uma RMM 78,6 no período. O perfil analisado, baseia-se em mulheres pardas, jovens, solteiras e com baixo nível de escolaridade. Portanto, é notória a fragilidade na assistência obstétrica e indispensável uma avaliação e reestruturação do serviço, de modo a reduzir a mortalidade materna no estado do Tocantins.Item O perfil epidemiológico dos indígenas acometidos por Tuberculose atendidos no Hospital de Doenças Tropicais ( HDT-UFT) entre 2018-2021.(Facit Business and Technology Journal, 2024-04-01) JAVAE, Allannys Mythya Cabral Rodrigues; Antonio Oliveira dos Santos Junior; Co-orientadorIntroduction: It is known that progress in the health sector in Brazil was slow, and that it took a long time to support indigenous peoples in a fully inclusive way. As a result, indigenous people became a vulnerable group to some diseases, especially tuberculosis. Justification: It is essential to carry out studies on the incidence of these diseases in indigenous peoples, especially in regions where the indigenous population is large, as is the case in the city of Araguaína. Methods: This is a retrospective study, based on the collection of data from the medical records of patients diagnosed with tuberculosis, treated at the Hospital for Tropical Diseases – HDT-UFT in the period between January 2018 and December 2021. Results: The proportion of Tuberculosis in the indigenous population in this study, among all patients diagnosed with tuberculosis treated in the period, it was 5.6%, of which the majority of hospitalizations were from the Krahô ethnic group. Conclusion: It is possible to conclude that the data presented in this research indisputably present the conclusion that there is a high relationship between indigenous peoples and tuberculosis in Tocantins, when compared to the general population and the outcome of other similar studies.