Faculdade de Ciências da Saúde (FCS)

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    O perfil epidemiológico dos indígenas acometidos por tuberculose atendidos no Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFT) entre 2018-2021
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) JAVAE, Allannys Mythya Cabral Rodrigues; SANTOS JUNIOR, Antonio Oliveira dos
    Introdução: Sabe-se que no Brasil o progresso na área da saúde foi lento, e que demorou muito para amparar os povos indígenas de forma totalmente inclusiva. Com isso, os indígenas tornaram-se um grupo vulnerável a algumas enfermidades, em especial a tuberculose. Justificativa: É essencial realizar estudos acerca da incidência dessas doenças nos povos originários, sobretudo em regiões onde a população indígena é grande, como é o caso da cidade de Araguaína. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, baseado na coleta de dados dos prontuários de pacientes com diagnóstico de tuberculose, atendidos no Hospital de Doenças Tropicais – HDT-UFT no período compreendido entre janeiro de 2018 e dezembro de 2021. Resultados: A proporção de Tuberculose na população indígena nesse estudo, entre todos os pacientes com diagnóstico de tuberculose atendidos no período, foi de 5,6%, dos quais a maioria das internações foram da etnia Krahô. Conclusão: É possível concluir que os dados apresentados nesta pesquisa apresentam de forma indiscutível a conclusão de que há no Tocantins uma alta relação entre os povos originários e a tuberculose, quando comparada com o a população geral e o desfecho de outros estudos semelhantes.
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    Perfil epidemiológico da mortalidade materna no estado do Tocantins entre 2011-2022
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) PACHECO, Ana Beatriz Nunes; MANGUEIRA, Claudia Denise Mendanha
    A mortalidade materna configura-se como um grave problema de violação dos direitos humanos, por ser evitável em 92% dos casos e refletir a atenção da saúde da mulher, a expressão de desenvolvimento humano e social e condições de vida da população. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, define-se como mortalidade materna “a morte de mulheres durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gravidez, devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela, porém não devido a causas acidentais ou incidentais”. O óbito materno classifica-se de acordo com suas causas, podendo ser causa obstétrica direta ou indireta. Diante do exposto, o presente estudo tem como objetivo analisar a mortalidade materna no estado do Tocantins, entre os anos de 2011 a 2022. Portanto, trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com dados obtidos por meio do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), referentes ao período de 2011 a 2022 no estado do Tocantins. Os resultados evidenciam 230 óbitos maternos, decorrentes de causas obstétricas diretas, ocorridos principalmente durante o puerpério, em hospitais, com uma RMM 78,6 no período. O perfil analisado, baseia-se em mulheres pardas, jovens, solteiras e com baixo nível de escolaridade. Portanto, é notória a fragilidade na assistência obstétrica e indispensável uma avaliação e reestruturação do serviço, de modo a reduzir a mortalidade materna no estado do Tocantins.
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    Análise da incidência da leishmaniose visceral nos municípios e regiões do Brasil no período de 2009 a 2019
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) SANTOS, Eduardo Matias dos; LEITE, Evellyn Ferreira; CORDOVA, Clarissa Amorim Silva de
    Introdução: A leishmaniose visceral (LV), é uma protozoose provocada por espécies do gênero Leishmania, predominando no Brasil a L. chagasi. O parasita consegue invadir diversos órgãos e pode ser fatal se não instituído tratamento adequado. Objetivos: Traçar um panorama estatístico a respeito da LV, analisando a incidência de casos no Brasil, evidenciando populações mais suscetíveis à infecção. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com base em dados oriundos do SIH/SUS, referentes aos casos de internação por LV na população brasileira, segundo local de internação, entre 2009-2019. Resultados: Foram registradas, no Brasil, 26.839 internações, não havendo diferença significativa entre os anos estudados. Observou-se que o Nordeste apresentou o maior número de internações, contudo, analisando a taxa de internação, o Norte ocupa primeiro lugar. O Estado do Tocantins teve a maior taxa de internação. A cidade de Teresina possui o maior número de internações, entretanto, Araguaína possui a maior taxa. A população masculina foi mais acometida que a feminina. A faixa etária de 1-9 anos é a mais acometida, enquanto a de ≥ 80, é a menor. Os pardos apresentaram maior número, enquanto a minoria era indígena. Analisando o IDH, a região Norte fica em último lugar. Araguaína, que possui a maior taxa de internação por LV do país, possui IDH de 0,752. Conclusão: Portanto, observa-se que LV persiste com alta incidência, sobretudo no Norte e Nordeste. Assim, o diagnóstico precoce, bem como tratamento preconizado da LV, deve ser instituído, abrangendo principalmente, populações vítimas da vulnerabilidade social, homens, crianças e pretos/pardos.
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    Análise da taxa de internações e da mortalidade pela amebíase no Brasil entre 2015 e 2021
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2022) MELO, Hugo Cavalcanti de Oliveira; CORDOVA, Clarissa Amorim Silva de
    Introdução: A amebíase é a infecção provocada pelo protozoário Entamoeba histolytica, assintomático na maioria das vezes, a qual, não obstante isso, figura como a segunda principal causa de óbitos por parasitoses e como a principal causa de diarreia grave no mundo. A transmissão da infecção ocorre mediante a ingestão de água e alimentos contaminados com cistos do protozoário caracterizados por sua alta resistência ambiental, o que justifica a maior incidência dessa doença em países em desenvolvimento. Sobre as manifestações clínicas, tem-se que a forma sintomática se apresenta como uma disenteria amebiana, a qual cursa com dores abdominais, fezes mucossanguinolentas, aumento do número de evacuações diárias e, menos frequentemente, com náuseas, vômitos, mal-estar, cefaleia e febre, podendo este quadro progredir para colite amebiana com necrose intestinal. As ferramentas diagnósticas incluem a microscopia das fezes, a detecção de antígenos nas fezes, reação em cadeia da polimerase das fezes, sorologia e colonoscopia com exame histológico. Sobre o tratamento, recomenda-se o emprego de agentes intraluminais, como a paromomicina e o iodoquinolol, em associação a derivados imidazólicos, como metronidazol, ornedazol e secnidazol. Deve-se ter um enfoque principal no que concerne à prevenção da amebíase, considerando que esta se baseia em medidas simples como a promoção de melhores índices de saneamento básico, bem como a educação sanitária da população. Objetivos: Traçar um panorama estatístico atualizado a respeito da amebíase, mediante a análise do número de internações hospitalares e da taxa de mortalidade dessa parasitose no Brasil, entre 2015 e 2021. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com base em dados oriundos do Sistema de Informações hospitalares do SUS (SIH/SUS), referentes aos casos de internação hospitalar em decorrência da amebíase na população brasileira, segundo local de internação, entre 2015 e 2021. Resultados: Foram registradas 9.508 internações no Brasil, com uma taxa de mortalidade total de 1,15. Em relação à variação do número de internações, houve uma redução de 71,5% entre o primeiro e o último ano analisados, enquanto a mortalidade aumentou 71,3%. Entre as regiões do país, a região Norte apresentou a maior taxa de internação hospitalar (21,37), à medida que a região Sudeste apresentou a menor (0,76). O oposto se deu em relação à taxa de mortalidade, em que a região Norte apresentou a menor taxa (0,1), e a região Sudeste teve a maior (3,07). No que concerne à taxa de internação, segundo os estados, tem-se que o Maranhão prevaleceu, com uma taxa de 35,42, ao passoo Rio de Janeiro apresentou a menor (0,34). Em relação à taxa de mortalidade, o Pará teve a menor registrada (0,07), excetuando os estados que não notificaram óbitos pela amebíase. No que diz respeito aos índices de saneamento básico, tem-se que a região Norte apresentou os piores índices, com a menor porcentagem populacional com acesso à água tratada (58,9%), atendida com rede esgoto (13,1%) e com a coleta domiciliar de resíduos sólidos (80,7%), em detrimento a isso, ao Sudeste coube os melhores índices do país, respectivamente, 91,3%, 80,5% e 96,1%. Segundo os estados, constata-se que, considerando a porcentagem populacional com acesso à água tratada, o Amapá teve o pior índice (33,7%), em relação à porcentagem populacional atendida com rede de esgoto, o estado de Rondônia teve o pior (6,7%), no que se refere à porcentagem populacional atendida com coleta domiciliar de resíduos sólidos, o estado do Maranhão apresentou o pior índice (73%). Tendo em vista o número total de internações segundo o sexo, tem-se que 4779 internações foram de pessoas do sexo feminino, enquanto que 4785 foram de indivíduos do sexo masculino. Em relação à taxa de mortalidade, o sexo feminino apresentou uma taxa superior (1,36), a qual foi 44,7% maior que a taxa apresentada pelo sexo masculino (0,94). No que concerne ao número de internações segundo as faixas etárias, tem-se que a faixa de 1 a 4 anos apresentou o maior número de casos (1892), em contrapartida, à faixa com 80 anos ou mais coube a maior taxa de mortalidade (7,84). Mediante a análise do número total de internações segundo a cor do paciente, tem-se que a maioria dos pacientes internados com amebíade eram pardos (4950), enquanto a minoria era indígena (59). Em relação à taxa de mortalidade, no que lhe concerne, a população de cor preta teve a maior taxa (1,71). Conclusão: Portanto, não obstante o número de casos de amebíase terem reduzido, observa-se que esta persiste com uma alta incidência, sobretudo, nos estados das regiões Norte e Nordeste, os quais, pois, devem ser priorizados pelo poder público no que tange aos investimentos em saneamento básico. Ademais, o diagnóstico precoce, lançando mão principalmente do exame parasitológico de fezes, bem como o tratamento preconizado da amebíase devem ser instituídos, tendo em vista, não apenas, mas principalmente, mulheres, idosos, crianças, pardos e pretos, promovendo o direito à saúde a toda a população brasileira.
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    Tendência de coinfecção entre tuberculose e HIV no estado do Tocantins no período de 2012 a 2021
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) ARAUJO, Gustavo Brito da Silva; OLIVEIRA, João Marcos Dichtl; GOMES, Helierson
    A infecção pelo HIV e a consequente imunossupressão associada aumentam consideravelmente a probabilidade de adquirir inúmeras infecções oportunistas, sejam elas causadas por vírus, bactérias, protozoários e fungos. Nesse contexto, a tuberculose representa a doença oportunista mais incidente e a principal causa de óbitos e morbidades. Este estudo analisou a tendência da coinfecção de tuberculose e HIV no estado do Tocantins no período de 2012 a 2021. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais para os casos de coinfecção entre tuberculose e HIV no estado do Tocantins. Para a análise de tendência foi utilizado o teste de Prais Winsten para a incidência nos municípios e regionais de saúde do estado. Durante o período estudado, 168 casos de coinfecção TB/HIV, as regiões "Médio Norte Araguaia" e "Cerrado Tocantins Araguaia" evidenciaram tendência crescente de coinfecção TB-HIV, enquanto outras mantiveram níveis estacionários, no entanto com elevados níveis. A ascensão da incidência da coinfecção TB/HIV, a reduzida taxa de cura, a importante letalidade e a prevalência do consumo de substâncias ilícitas/lícitas consagram a enfermidade como um desafio preeminente para a saúde pública. Diante desse panorama, torna-se imprescindível a implementação de medidas direcionadas, visando reverter tal cenário e garantir um avanço substancial na qualidade do sistema de saúde no estado do Tocantins.
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    Perfil clínico-epidemiológico dos indivíduos diagnosticados com criptococose no norte do Tocantins
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) SILVA, João Victor Campos; RODRIGUES, Rogério Vitor Matheus; BARBOSA, Silvia Minharro
    A criptococose é uma zoonose oportunista causada por fungos dos género Cryptococcus spp. que possui distribuição global, acometendo principalmente indivíduos imunocomprometidos, em especial aqueles vivendo com HIV/AIDS. No Brasil, não é uma doença de notificação obrigatória, assim carecem dados para determinar o comportamento epidemiológico desta micose. Diante disso, o presente estudo propôs o levantamento clínico e epidemiológico dos casos de criptococose atendidos em um hospital universitário no Norte do Tocantins. Trata-se de um estudo retrospectivo baseado em dados de prontuários dos indivíduos diagnosticados com criptococose atendidos no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins no período de 2017 a 2021. Foram identificados 8 casos de infecção criptocócica, com predominância de casos em adultos do sexo masculino (n=7/8; 87,5%) e procedentes de áreas urbanas (n=7/8; 87,5%). A infecção pelo HIV esteve presente em todos os pacientes (n=8/8; 100%), todos manifestaram a forma clínica de meningoencefalite (n=8/8; 100%), 3 (37,5%) evoluíram com sequelas e 1 (12,5%) ao óbito. Logo, faz-se necessário a instituição de medidas para vigilância epidemiológica da criptococose, à fim de fornecer dados para futuros estudos clínicos e ações de prevenção e promoção de saúde.
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    A desregulação hormonal como fator contribuinte para a depressão
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) NASCIMENTO, João Victor Nogueira do; FERRADOZA, Milene Tiburcio Narenti
    O transtorno depressivo é caracterizado por uma alteração do humor de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos Mentais (DSM-V) de espectro multifatorial. Portanto, existem estudos acerca da fisiopatologia do seu desenvolvimento, como aquelas que abordam a atuação dos hormônios na depressão. Com isso, o objetivo desta revisão foi avaliar a relação da desregulação hormonal com o desenvolvimento da depressão. Para o estudo em questão foram utilizadas as plataformas Uptodate, Pubmed, Scielo e Google Scholar, que após os critérios de exclusão resultaram em vinte e sete pesquisas sobre o assunto. Assim, os trabalhos escolhidos demonstraram a predominância de três hormônios: hormônios sexuais, cortisol e os hormônios tireoidianos. Apesar de cada um possuir papéis distintos, foi identificado que os hormônios sexuais e cortisol possuem ação direta sobre o hipocampo, enquanto a atividade dos hormônios da tireoide não está clara. Logo, este estudo evidencia que a fisiologia neuroendócrina possui diversas ações na evolução da depressão, e dessa forma, é perceptível que sua desregulação altera a homeostase psicológica.
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    Perfil epidemiológico dos pacientes vítimas de queimaduras no município de Araguaína-TO no período de 2012 a 2021
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) SILVA, Kevin Willys Rodrigues da; REIS, José Henrique Alves Oliveira dos; FERRADOZA, Milene Tiburcio Narenti
    Introdução: Traumas por queimaduras são importantes causas de acidentes em todo mundo, associados a altas morbidade e mortalidade, além de serem responsáveis por grandes gastos na saúde. Apesar dos avanços da medicina e da criação de protocolos terapêuticos nacionais e internacionais, o tratamento das queimaduras graves ainda é um dos grandes desafios nos hospitais e nos centros de tratamentos específicos. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das vítimas de queimaduras no município de Araguaína TO entre 2012 e 2021, visando conhecer sobre a população mais acometida, saber se o tratamento recebido foi clínico ou cirúrgico e seu desfecho e com isto, despertar interesse para a adoção de medidas preventivas eficientes. Metodologia: O presente trabalho foi organizado como um estudo observacional, descritivo, retrospectivo, com levantamento de dados epidemiológicos sobre pacientes queimados no período entre janeiro de 2012 a dezembro de 2021, oriundos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) registrados no DATASUS. Resultados: No estudo realizado em Araguaína-TO, entre 2012 e 2021, foram registrados 327 casos de pacientes vítimas de queimadura que deram entrada no atendimento hospitalar. A maioria dos casos ocorreu em homens (69,4% de internamentos e 62,5% de óbitos) e em adultos (60,5% de internamentos). A raça parda foi a mais acometida, com 84,7% dos internamentos e 62,5% dos óbitos por queimaduras. A maioria dos pacientes recebeu tratamento clínico (62,3% de internamentos) e a maior quantidade de óbitos ocorreu com pacientes que necessitaram de tratamento cirúrgico (71,4%). A média de tempo de internamento no regime público foi de 4,9 dias e o custo médio de internamento foi de R$ 1559,25. Entretanto, a partir de 2015, os dados de tempo e custo de internamento foram registrados como "ignorado", limitando a análise dessas variáveis. Conclusão: A população masculina foi a mais afetada por queimaduras, principalmente adultos. O tratamento clínico foi a principal forma de tratamento adotada. A taxa de mortalidade encontrada foi de 2,45%. É possivel que essa constatação estatística esteja controversa à maioria das publicações, que definem serem as crianças as mais afetadas por este tipo de trauma, por termos avaliado apenas registros de casos que receberam tratamento hospitalar. Outra hipótese é a de que os registros estejam deficientes, firmando a necessidade de melhorar a qualidade dos registros de dados para entender melhor a situação e planejar ações de prevenção.
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    Perfil epidemiológico e clínico dos pacientes que fizeram uso de profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV após acidente com material biológico no Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFT) no ano de 2021
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) BUZAR, Laís Lopes de Azevedo; BARBOSA, Silvia Minharro; RODRIGUES, Rogério Vítor Matheus
    O presente estudo visa traçar um perfil epidemiológico e clínico dos pacientes que fizeram uso de Profilaxia Pós-Exposição para o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), após acidente com material biológico, no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT), em 2021. Trata-se de um estudo retrospectivo, observacional, transversal, de caráter quantitativo, desenvolvido nas dependências do hospital de referência em questão. Foram analisados 88 prontuários dos quais se observaram que 70,45% dos pacientes eram do sexo feminino, 44,32% correspondiam a faixa etária entre 20 e 29 anos e 67,05% eram procedentes do município de Araguaína- TO. Os profissionais que mais fizeram uso da medicação foram técnicos de enfermagem (20,45%), acadêmicos de odontologia (11,3%) e trabalhadores de serviços gerais (10,23%). Quanto aos acidentes, 92,05% foram do tipo percutâneo, 77,3% tiveram sangue como material envolvido e 50% ocorreram com fonte conhecida. Entre os pacientes, 14.77% deles já haviam sofrido acidente semelhante anteriormente. Os dados obtidos levam à conclusão de que as políticas públicas atuais relativas ao uso da PEP para acidentes com material biológico são eficientes, entretanto, as mesmas devem ser mantidas e ampliadas para que sejam mais eficazes.
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    Perfil clínico e epidemiológico de pacientes portadores de tuberculose atendidos no Hospital de Doenças Tropicais – UFNT no período de 2016 a 2020
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) BATISTA, Letícia Franco; SANTOS JÚNIOR, Antonio Oliveira dos; SOUSA NETO, Diógenes de
    Objetivo: Analisar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes portadores de Tuberculose e correlacionar a presença da patologia com fatores socioeconômicos. Métodos: Estudo retrospectivo descritivo e analítico baseado na coleta de prontuários de pacientes com tuberculose atendidos no Hospital de Doenças Tropicais -UFT, entre os anos de 2016 e 2020, e a seguir, foram processados pelo programa Minitab Inc, versão 18 para Windows. Resultados: Verificou-se predomínio do sexo masculino em 61,6% dos pacientes, 37,8% estavam na faixa etária entre 20-40 anos, 81,3% eram pardos, 52,86% apresentavam ensino fundamental incompleto e 33,09 eram trabalhadores rurais. Cerca de 27,7% eram tabagistas, 17,57% etilistas e 16% PVHA. A principal forma clínica (81,33%) foi a pulmonar, sendo a tosse (88,4%), a manifestação clínica mais prevalente. Para o diagnóstico, o BAAR foi o mais realizado, positivando em 78,5% dos casos. O esquema de tratamento mais utilizado foi o coxcip (90,48%). No desfecho clínico, 16,1% dos pacientes evoluíram com sequelas e o óbito ocorreu em 6,08%. Conclusão: Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a tuberculose ainda é uma doença com grande prevalência de morbimortalidade, no Brasil e no mundo. Assim, conhecer o perfil de pacientes que mais são afetados pela tuberculose, permite o preparo de mais políticas públicas, permitindo o manejo precoce.