Desempenho, qualidade do ar e incidência de Pododermatite em frangos de corte criados sobre diferentes frequências de revolvimento de cama
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Data
2025-09-12
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2025
Resumo
O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes frequências de revolvimento da cama sobre o desempenho produtivo, a incidência de pododermatite e a qualidade da cama de frangos de corte. Foram utilizados 200 pintos de corte, fêmeas, da linhagem Cobb 500®, com um dia de idade, criados até o sétimo dia de vida de acordo com as recomendações da linhagem. Aos oito dias, as aves foram pesadas, homogeneizadas e distribuídas nos tratamentos, em delineamento inteiramente casualizado, composto por quatro manejos de cama: sem revolvimento, revolvimento diário, a cada três dias e a cada cinco dias, com cinco repetições de dez aves por unidade experimental. As variáveis avaliadas compreenderam indicadores de desempenho zootécnico (ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar, peso corporal), rendimentos e órgãos internos (vísceras comestíveis, órgãos imunes, peso e comprimento do intestino delgado, gordura abdominal), qualidade da carne (coloração, pH e temperatura), além de parâmetros da cama (escore visual, umidade, pH, temperatura externa e interna, concentrações de amônia e CO₂ no ambiente). Também foram analisados indicadores de saúde e bem-estar: escores visuais de pododermatite, temperatura dos coxins plantares, comportamento das aves nos períodos do dia, gait score e incidência de deformidades angulares (varus/valgus). Os resultados mostraram que o revolvimento da cama não influenciou significativamente o desempenho produtivo, os rendimentos de carcaça, os órgãos internos, a gordura abdominal e os parâmetros de qualidade da carne. Embora a incidência de pododermatite não tenha diferido estatisticamente entre os tratamentos, observou-se tendência de menor severidade nos grupos submetidos a revolvimento mais frequente, o que sugere efeito positivo sobre a manutenção da cama mais seca e friável. Quanto ao bem-estar, não foram verificadas diferenças significativas, porém as aves criadas em camas revolvidas apresentaram tendência a maior atividade locomotora e menor ocorrência de claudicação, possivelmente relacionadas às melhores condições físicas da cama. Conclui-se que o revolvimento da cama, diária até os 28 dias é uma pratica benéfica para i sistema produtivo e a partir desse período o revolvimento a cada 5 dias não comprometem o desempenho produtivo. Esta prática pode ser considerada um manejo estratégico para reduzir a predisposição a lesões locomotoras, minimizar a severidade da pododermatite e favorecer melhores condições de bem-estar, sendo recomendável em cenários de risco de deterioração da cama.
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OLIVEIRA, Magna Ferreira de. Desempenho, qualidade do ar e incidência de Pododermatite em frangos de corte criados sobre diferentes frequências de revolvimento de cama 2025.82f. Tese(Doutorado em Pós-graduação Integrado em Zootecnia nos Trópicos) – Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína, 2025.
