Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História - ProfHistória

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    Descolonizando saberes através de memes: uma abordagem crítica das questões raciais no ensino de história no Instituto Federal do Tocantins - campus Colinas do Tocantins (2023-2025)
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SILVA, Luis Rodomilson Pedrosa da
    Este trabalho investiga o uso de memes como instrumento didático no ensino de História, especialmente no que se refere à abordagem de questões étnico-raciais e à promoção de práticas pedagógicas decoloniais e antirracistas. Compreendidos como gêneros multissemióticos que circulam amplamente nos ambientes digitais, os memes apresentam-se como dispositivos eficazes para a articulação entre linguagem, crítica social e engajamento político dos educandos. O referencial teórico fundamenta-se, entre outros, nos estudos de Rojo (2012), Coscarelli (2019), Quijano (2005), Walsh (2009, 2013), Freire (1987, 2013) e hooks (2013, 2014) articulando os conceitos de letramento digital, letramento crítico, educação decolonial, aprendizagem crítica e práticas pedagógicas contra-hegemônicas. A metodologia utilizada foi qualitativa, com enfoque analítico-interpretativo, envolvendo observação participante, produção de memes por educandos(as) da Educação Básica e posterior análise discursiva dessas produções. Foram coletados e analisados memes produzidos por educando(a)s, com temáticas voltadas à estética negra, às violências do racismo, à crítica à colonização e à problematização de símbolos eurocêntricos. A análise demonstrou que os memes atuam como contradiscursos ao currículo tradicional e como práticas de ressignificação histórica, mobilizando saberes escolares e cotidianos em articulação com a cultura digital. Constatou-se que, quando mediados por uma proposta pedagógica crítica e intencional, os memes promovem o engajamento do(a)s educandos(as), o letramento crítico e o exercício da cidadania. A pesquisa reforça a importância de práticas educativas que reconheçam as linguagens intertextualizadas como legítimas e que integrem as tecnologias digitais à formação histórica e política dos sujeitos. Por fim, o produto educacional situa-se no sequenciamento de aplicação da experiência, que teve como suporte norteador a ficha didática: Descolonizando saberes através de memes: uma abordagem crítica das questões raciais, fundamentada em Piconez (2004), com a posterior criação da página no instagram @memehistoriado que teve como ponto de partida as postagens dos memes produzidos pelo(a)s educando(a)s, com o intuito de fazer desse ambiente um canal de formação crítica e instrumento didático.
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    Educação antirracista em escolas de tempo integral em Palmas - TO: Desafios da implementação da lei 10.639/2003
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SILVA, Ione Figueredo Lira da
    O trabalho teve como objetivo identificar os desafios para a implementação da Lei 10.639/2003 na prática docente de ensino de História em três escolas de tempo integral do município de Palmas - TO, no ano de 2023, enquanto mecanismo de combate ao racismo. Para tanto, fez-se pesquisa bibliográfica da temática da lei 10.639/200 para historicizar a promulgação da lei 10.639/2003, interpretar os dados quantitativos e qualitativos da percepção dos professores na implementação da Lei 10.639/2003, e para produção e realização do produto. A abordagem da pesquisa foi de âmbito quantitativa e qualitativa. No Alicerce teórico destacou-se autores que estudam Ensino de História, Currículo, Identidade, Decolonização, Racismo, Relações Étnico- raciais e Educação Antirracista. Assim, os desafios percebidos pelos professores para a implementação da Lei 10.639/2003 foram a ausência de: suporte de pessoal e financeiro de entidades mantenedoras em colaboração com o município, dotação orçamentária específica e de pessoal qualificado no município, formação inicial e continuada dos professores, e ausência de vigilância quanto à aplicabilidade da normativa. Testada a hipótese, de não implementação da normativa nas ETIs no ano de 2023, realizou-se, enquanto produto, uma oficina para os professores de História intitulada de “Lei 10.639/2003 – como ser um educador antirracista?”, a fim de contribuir para com a implementação da lei 10.639/2003 atendendo o do Plano Nacional das Diretrizes Curriculares Nacionais para Ensino das Relações Étnico-raciais e para o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana.