Biblioteca Digital de Dissertações e Teses da UFNT

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    ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO BILÍNGUE INTERCULTURAL E TRANSDISCIPLINAR: UM ESTUDO NA ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA 19 DE ABRIL, DO POVO KRAHÔ
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SILVA, Nunes Xavier da
    Apresentamos a Tese “Alfabetização e letramento bilíngue intercultural e transdisciplinar: um estudo na Escola Estadual Indígena 19 de Abril, do Povo Krahô”. O objetivo é compreender concepções e práticas pedagógicas de professores e professoras do Ensino Fundamental I e II. Especificamente buscamos apreender o processo do ensino e da aprendizagem dos alunos, assimilando conceitos de alfabetização e letramento no contexto indígena krahô, considerando que a demanda de tempo para uma efetiva alfabetização das crianças indígenas se estende à segunda fase do ensino fundamental. O intuito é contribuir com a comunidade e sua escola a partir da realização de um estudo acerca da educação escolar, entendendo que a educação indígena promovida na aldeia antecede a educação da escola, partindo da evidência de que os saberes ancestrais transmitidos pela família e pelos mais velhos agrega conhecimento e fortalece a cultura, avaliando a situação de contato com a sociedade não indígena. Para alcançar tais objetivos, recorremos a diferentes tipos de pesquisa e seus procedimentos, dada a complexidade do tema e o contexto no qual o trabalho se realizou. Assim, utilizamos procedimentos das pesquisas qualitativa, exploratória e na perspectiva etnográfica (Minayo, 2001; Gil, 2002; Bortoni-Ricardo, 2014), com visitas às aldeias, partindo de um planejamento cuidadoso. Considerando a flexibilidade da abordagem qualitativa e também da pesquisa exploratória, aliadas à pesquisa do tipo etnográfica, realizamos algumas etapas relevantes, como entrevistas com lideranças e professores indígenas, aplicação de questionários e análise documental. Todas essas etapas buscaram compreender a organização e as concepções do processo de ensino conduzido por professores, professoras, gestores e gestoras da Escola Estadual Indígena 19 de Abril. A frente teórica é ampla e abrange Alfabetização, Interculturalidade, Educação Indígena Bilíngue e Intercultural, Transdisciplinaridade, Letramento e Povo Krahô a partir do seguinte corpo teórico: Almeida (2012, 2015); Maia (2020); Macedo (2015); Melatti (1972; 1973; 1978); Albuquerque (2011); Constituição Federal do Brasil (1988); Duarte (2007); RCNEI ‒ Referencial Curricular Nacional para as Escola Indígenas (Brasil, 1998); LDB 9.394/1996 ‒ Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Brasil, 1996); Candau (2008); D’Angelis (2008); Pimentel da Silva e Rocha (2006); Abreu e Albuquerque (2012); Sousa, Almeida e Albuquerque (2012); Street (2006, 2010); Muniz (2022); Albuquerque e Santos (2017); Abreu (2012); Soares (2004) e outros. Os resultados indicam que as práticas pedagógicas dos professores consolidam uma Alfabetização e um Letramento Bilíngue, Intercultural e Transdisciplinar, quando o currículo dialoga com elementos da aldeia e seu entorno, envolvendo tudo o que diz respeito à vida dos indígenas e suas idiossincrasias. Assim, o pátio da aldeia, a floresta, a fauna, a flora e o cerrado, em toda a sua exuberância, oferecem as condições para que a alfabetização e o letramento ocorram de modo intercultural e transdisciplinar num ambiente bilíngue.
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    Práticas interculturais e trajetórias socioespaciais dos/as alunos/as indígenas Apinajé na Universidade Federal do Norte do Tocantins – UFNT do Centro de Educação, Humanidade e Saúde em Tocantinópolis
    (2023) FARIAS, Marcos da Silva
    A presente pesquisa tem por objetivo analisar as trajetórias socioespaciais, e práticas interculturais dos/as estudantes indígenas Apinajé na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) no território acadêmico da cidade de Tocantinópolis (TO). Parto da pesquisa qualitativa, utilizando entrevistas para obter a narrativa e observar as trajetórias socioespaciais dos/as acadêmicos/as indígenas Apinajé. O fato observado que nos últimos anos os/as alunos/as indígenas Apinajé, passaram a ocupar espaços acadêmicos do campus de Tocantinópolis (TO). Situo o referencial teórico, pautando a decolonialidade, como prática de educação transformadora, através dos seguintes teóricos: Mignolo (2003) e Quijano (2005) e nos estudos interdisciplinares pautados na cultura, trajetórias socioespaciais e território através dos seguintes estudiosos: Pombo (2004), Bhabha (1998), Cirqueira (2008) e Saquet (2007). Por meio da pesquisa bibliográfica, ficam nítidas as mudanças sociais, territoriais, educacionais e culturais da etnia Apinajé ao longo dos contatos interétnicos, pois a inserção desse povo na educação superior mostra as novas trajetórias socioespaciais que essa etnia vem estabelecendo nas últimas décadas. Sendo assim a principal problemática que este trabalho alude é compreender como são construídas as práticas interculturais e trajetórias socioespaciais dos/as discentes indígenas Apinajé na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT).