Corpo e ancestralidade na educação escolar indígena Apinayé Amnepẽm Tanhmã Mẽ Kot Apinayé Nhõ Ixkore Kamã Mẽmoj Kwj Ho Anhyr Ta

dc.contributor.authorLEITE, Francinaldo Freitas
dc.date.accessioned2026-08-03T20:03:58Z
dc.date.issued2026
dc.description.abstractO povo Apinayé possui uma sofisticada organização social estruturada em vários sistemas de metades cerimoniais e em aldeias populosas. Seu território, localizado ao norte do estado do Tocantins, nas proximidades da cidade de Tocantinópolis, é fundamental para sua sobrevivência e para a preservação de seus saberes ancestrais, da língua e dos processos identitários. Conhecer a maneira como as culturas indígenas se relacionam com o próprio corpo é fundamental para compreender o sentido de suas práticas culturais nos diferentes contextos. A corporeidade indígena envolve um processo de construção simbólica, afetiva e relacional que atravessa o cotidiano. Diante das dificuldades históricas enfrentadas pelo povo Apinayé, a educação escolar apresenta-se como uma possibilidade de atuar no resgate e na manutenção da cultura indígena, valorizando os saberes ancestrais que compõem seu patrimônio imaterial. “Corpo e Ancestralidade na Educação Escolar Indígena Apinayé”, tem como objetivo investigar como a ancestralidade é abordada na educação escolar indígena Apinayé, a partir das representações do corpo como mediador de saberes historicamente construídos e socialmente compartilhados. É uma pesquisa de abordagem qualitativa, voltada à compreensão dos significados culturais atribuídos às experiências educativas e corporais no contexto das relações de um grupo em seu ambiente educacional. Para a coleta de dados, foram utilizados como instrumentos de pesquisa: a observação participante não-estruturada, análise documental, diário de campo e entrevista aberta com oito educadores indígenas das escolas Tekator (aldeia Mariazinha) e Mãtyk (aldeia São José). Os resultados encontrados demonstram a importância de valorizar as práticas corporais e os saberes ancestrais do povo Apinayé, reforçando a necessidade de uma abordagem pedagógica fundamentada na ancestralidade, que reconheça a diversidade cultural e a interculturalidade. A construção de propostas educacionais voltadas aos povos indígenas exige o rompimento com paradigmas hegemônicos de origem eurocêntrica. No caso das escolas Apinayé, a reelaboração cultural assume uma dimensão pedagógica central, na qual práticas corporais ancestrais, como danças, cantos, jogos e ritos, devem ser incorporadas ao currículo escolar como formas legítimas de conhecimento, expressão e pertencimento cultural.
dc.identifier.citationLEITE, Francinaldo Freitas. Corpo e ancestralidade na educação escolar indígena Apinayé Amnepẽm Tanhmã Mẽ Kot Apinayé Nhõ Ixkore Kamã Mẽmoj Kwj Ho Anhyr Ta. 2026. 238 f. Tese (Doutorado em Linguística e Literatura) – Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína, 2026.
dc.identifier.urihttps://solaris.ufnt.edu.br/handle/123456789/713
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Norte do Tocantins
dc.subjectApinayé
dc.subjectAncestralidade
dc.subjectCorporeidade
dc.subjectEducação indígena
dc.titleCorpo e ancestralidade na educação escolar indígena Apinayé Amnepẽm Tanhmã Mẽ Kot Apinayé Nhõ Ixkore Kamã Mẽmoj Kwj Ho Anhyr Ta
dc.typeThesis

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