Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura e Território - PPGCult
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O Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território (PPGCult), oferecido no Centro de Ciências Integradas de Araguaína (UFNT), é um curso presencial de pós-graduação stricto sensu reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.
Está inserido na Área Interdisciplinar procurando construir um diálogo com diversas áreas do conhecimento, e tem como objetivo produzir investigações de caráter interdisciplinar sobre a relação entre cultura e território.
A proposta do mestrado é construir objetos de investigação interdisciplinares em torno da relação cultura e território, bem como reconhecer os pressupostos éticos e políticos da pesquisa científica e do saber produzidos no âmbito da Universidade. Também devem estar aptos ao diálogo entre disciplinas, saberes e sujeitos de diversas procedências sociais, bem como ser capazes de desenvolver projetos interdisciplinares de relevância social que impulsionem a mudança social com vistas a participações mais igualitárias do poder.
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30 resultados
Resultados da Pesquisa
Item Identidades e experiências dos jovens e adolescentes do Colégio Estadual Adolfo Bezerra de Menezes em Araguaína-TO(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) PEIXOTO, Maria elzaA juventude é um tema central na sociedade contemporânea. Este estudo tem como objetivo investigar como as culturas juvenis são construídas entre os estudantes do Colégio Estadual Adolfo Bezerra de Menezes - Araguaína – TO, considerando suas vivências escolares e sociais. As vivências e experiências dos alunos da educação básica ofertam uma boa fonte para o desenvolvimento de pesquisas que estejam alinhadas aos desafios enfrentados por eles em seu cotidiano. Neste contexto, a investigação por meio do método de estudo de caso permite analisar questões relacionadas às culturas juvenis e aos fatores sociais que influenciam diretamente os jovens, considerando os meios em que estão inseridos. Os instrumentos de coleta de dados foram: exibição de filmes, rodas de conversa e aplicação de questionários. Os participantes da pesquisa foram: alunos do ensino médio da escola mencionada. Para aporte teórico o estudo fundamentou-se em autores como Marília Pontes Sposito, Regina Novaes, Stuart Hall, Vera Candau e outros são utilizados para discutir: Cultura juvenil como construção social e simbólica; Juventude como categoria dinâmica, marcada por diversidade e fluidez identitária; Impacto das desigualdades sociais e culturais na formação dos jovens. Os principais resultados evidenciam que escola pesquisada é vista como espaço de convivência e construção de sentidos, não apenas de ensino. Fatores como bullying, racismo, timidez e dificuldades de aprendizagem influenciam o engajamento dos jovens. A evasão escolar é um problema recorrente, ligado a essas experiências negativas. Contribuição da pesquisa: valorizar o protagonismo juvenil. Propor ações educativas mais sensíveis às realidades dos estudantes e reforçar o uso do cinema como linguagem cultural e ferramenta de reflexão crítica.Item Os quilombos da Romaria: Linha do tempo, protagonistas e instituições.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) BORGES, Manoel filhoEsta pesquisa tem por objetivo apresentar as comunidades quilombolas formadas através de romarias em Muricilândia, retratando a linha do tempo, apresentando os protagonistas das formações, bem como descrevendo as instituições criadas por elas. Essas comunidades são a Comunidade Quilombola Dona Juscelina e a Comunidade Quilombola Dona Domicília, inseridas na sede de Muricilândia (TO) e no Povoado de Cocalândia, distrito daquele município. A metodologia utilizada compõe-se de pesquisas documental, bibliográfica e de entrevista etnográfica. A partir das fontes construímos a linha do tempo das comunidades e narramos a trajetória das lideranças iniciais e atuais das duas comunidades, com o foco no Conselho Griô da Comunidade Quilombola Dona Juscelina.Item Trajetórias e reprodução intergeracional do conhecimento sobre plantas medicinais no mercado público municipal de Araguaína/TO(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) TELLES, Jeana maria de mouraEsta dissertação investiga as trajetórias e a reprodução intergeracional dos saberes tradicionais sobre plantas medicinais no Mercado Municipal de Araguaína/TO, com foco na prática dos raizeiros, em especial na trajetória de Adriano Pereira Freitas, conhecido como Seu Didi. O estudo parte da perspectiva da cultura e do território, entendendo o mercado como espaço simbólico e de memória, onde práticas comerciais, sociais e culturais se entrelaçam (Tuan, 2015; Geertz, 2008). A pesquisa fundamenta-se nos princípios da história oral (Thompson, 1992; Josso, 2006) e na etnografia interpretativa (Geertz, 2001), privilegiando a descrição densa e a compreensão dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas práticas. Para tanto, foram realizadas entrevistas semiestruturadas, histórias de vida e observação participante, envolvendo tanto Seu Didi e sua família quanto outros raizeiros e clientes do mercado. Os resultados indicam que a transmissão oral é o principal mecanismo de preservação e renovação dos saberes, associada a dimensões espirituais, comunitárias e familiares. Constatou-se que tais conhecimentos não apenas contribuem para a subsistência econômica, mas também reforçam a identidade cultural local e os laços intergeracionais. Contudo, desafios como a falta de regulamentação, apoio institucional e valorização acadêmica ainda ameaçam a continuidade dessas práticas. Assim, conclui-se que reconhecer e valorizar os raizeiros como guardiões da memória cultural é essencial para fortalecer a diversidade cultural e promover o diálogo entre tradição e contemporaneidadeItem Envelhecimento, territórios e identidades: um estudo sobre trajetórias socioespaciais na velhice.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) CASTRO, Antonio Hugo Rabelo deEsta dissertação investiga a construção e ressignificação das identidades de pessoas idosas participantes da Universidade de Identidades, Adultez e Longevidade (UNIIAL), em Araguaína-TO, a partir de suas trajetórias socioespaciais. Fundamentado nos Estudos Culturais, em especial nas concepções de identidade de Stuart Hall e Kathryn Woodward, o trabalho articula os conceitos de envelhecimento humano, identidade e trajetórias socioespaciais. A pesquisa, de natureza qualitativa e descritiva, utilizou a método da história oral de vida, com entrevistas realizadas com cinco mulheres idosas, todas nascidas no antigo norte goiano e residentes no atual Estado do Tocantins. A análise de conteúdo (Bardin, 2016) permitiu a construção de categorias relacionadas às trajetórias socioespaciais intermunicipais e intraurbanas, às influências graduadas por história e aos eventos não normativos da velhice. Os resultados apontam que as identidades na velhice não são fixas, mas dinâmicas, sendo continuamente construídas e ressignificadas em função das experiências vividas, das mobilidades territoriais e dos contextos sociais e culturais. O estudo contribui para ampliar a compreensão sobre envelhecimento, identidade e território, reforçando a importância de considerar a heterogeneidade das velhices e o protagonismo das pessoas idosas em suas narrativas e experiências.Item Trabalho invisível, resistência visível: a territorialidade e as relações de poder no trabalho informal de mulheres vendedoras ambulantes em Araguaína - TO(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) DIAS, Iago SilvaEste estudo investiga o trabalho informal exercido por mulheres vendedoras ambulantes em Araguaína - Tocantins, analisando a territorialidade, as relações de poder e as estratégias de resistência do comércio feminino ambulante no contexto pós-Reforma Trabalhista de 2017. A pesquisa parte de uma perspectiva interdisciplinar, articulando cultura e território, com base em uma abordagem interseccional que considera as dimensões de gênero, raça e classe. Para o levantamento dos dados, adotou-se o método qualitativo da observação participante de nível moderado, conforme Spradley (1980), aliado a entrevistas semiestruturadas com quatro mulheres atuantes no comércio ambulante local. A coleta foi registrada por meio de diários de campo e acompanhamentos em territórios urbanos, como bares, restaurantes e praças, onde essas mulheres desenvolvem suas atividades. Os resultados revelam que essas trabalhadoras enfrentam invisibilidade social e simbólica, além de barreiras materiais e simbólicas que limitam sua atuação em determinados espaços da cidade. A pesquisa destaca a importância das práticas cotidianas como formas de resistência e de produção territorial, mesmo diante da ausência de políticas públicas que reconheçam e regulamentem essa atividade itinerante. Ao destacar a atuação dessas mulheres e as complexas dinâmicas que estruturam seu cotidiano, o trabalho propõe reflexões sobre a necessidade de políticas inclusivas que reconheçam o trabalho informal como parte legítima da economia urbana e garantam condições dignas de atuação para essas trabalhadoras.Item A relação intercultural do povo Apinajé no Centro de Educação, Humanidades e Saúde (CEHS) da Universidade Federal Norte do Tocantins (UFNT).(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SILVA, José James Torres daDurante a década de 1980, em 1985, os indígenas do povo Apinajé, inauguraram o início do processo de conquista de direitos com a demarcação das Terras Indígenas Apinajé, ao soma-se também a luta por direitos específicos, como a saúde e educação diferenciada. Nessa tendência de conquista de direitos, posteriormente ocorre a mobilização de parte da sociedade reivindicando a entrada e permanência dos indígenas no sistema de ensino, em nível superior, contemplando paulatinamente os anseios dos povos indígenas, que lutaram e contribuíram para a elaboração de políticas e outras ações que visam atender a demanda dessas pessoas, que foram resistentes à exclusão do processo educacional colonial. A partir da implementação das ações afirmativas e das políticas de inclusão, dando as condições de acesso e permanência de tais povos no âmbito das Instituições de Ensino Superior, com a aplicação da Lei 12.711/2012 (Brasil, 2012), os indígenas passaram a ocupar seu espaço no ensino superior com maior visibilidade. O presente estudo pretende se debruçar sobre os arranjos produzidos na relação intercultural do povo Apinajé na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), Centro de Humanidades, Educação e Saúde (CEHS), em Tocantinópolis (TO), com destaque para o processo de entrada e permanência no ensino superior. Quanto à metodologia, inicialmente adotou-se a revisão bibliográfica, posteriormente utilizou-se da história oral valendo- se de referências do povo Apinajé. A partir da reflexão alcançada, nota-se que, além das políticas existentes, é necessário explorar com mais rigor, dentro do campo universitário, outras atividades culturais que valorizem e reconheçam os saberes dos povos tradicionais, para mantê-los firmes dentro da universidade. Entendemos o estreitamento na relação do povo Apinajé com a UFNT como estratégia de enfrentamento e posicionamento. Os sujeitos pertencentes ao grupo étnico têm adentrado o espaço universitário, que, até outrora, lhe era negado fazer parte, na perspectiva de dispor de alicerce para enfrentar as disputas de narrativas com o saber hegemônico, que está organizado institucionalmente. Percebe-se, assim, que através da relação estabelecida com a universidade, o povo Apinajé tem conseguido fortalecer o vínculo étnico, e com isso, os/as estudantes indígenas têm assumido posições de destaque na comunidade, como liderança, ocupando cargos institucionais e representativos, transformando-se em referências de resistências dentro do território.Item Os quilombos da Romaria: linha do tempo, protagonistas e instituições.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2022) BORGES, Manoel FilhoEsta pesquisa tem por objetivo apresentar as comunidades quilombolas formadas através de romarias em Muricilândia, retratando a linha do tempo, apresentando os protagonistas das formações, bem como descrevendo as instituições criadas por elas. Essas comunidades são a Comunidade Quilombola Dona Juscelina e a Comunidade Quilombola Dona Domicília, inseridas na sede de Muricilândia (TO) e no Povoado de Cocalândia, distrito daquele município. A metodologia utilizada compõe-se de pesquisas documental, bibliográfica e de entrevista etnográfica. A partir das fontes construímos a linha do tempo das comunidades e narramos a trajetória das lideranças iniciais e atuais das duas comunidades, com o foco no Conselho Griô da Comunidade Quilombola Dona Juscelina.Item Agroecologia quilombola: saber e olhar das mulheres e dos homens da comunidade quilombola Ilha de São Vicente Araguatins – TO.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) ROCHA, Jorlando Ferreira.O presente trabalho tem como objetivo compreender a função da agroecologia como uma ferramenta na luta pelo território do quilombo da Ilha de São Vicente, destacando sua integração nas práticas produtivas e na rotina diária da comunidade, sendo assim, um elemento de resistência e sobrevivência das famílias quilombolas. Além disso, busca-se analisar as práticas agroecológicas e a divisão de tarefas entre homens e mulheres e como estas fortalecem a valorização do comum dentro do território. Para viabilizar esta compreensão, fomos até a comunidade realizar visitas às famílias, aplicar questionários, registrar imagens de homens e mulheres em seus trabalhos diários. Os resultados aqui apresentados através das falas e imagens mostram o quanto homens e mulheres estão envolvidos em diversas atividades, as atividades agroecológicas são realizadas, tanto por mulheres, quanto por homens, as atividades domésticas como lavar roupas, preparar alimentação são realizadas mais pelas mulheres e as atividades que demandam maior força física ou certas habilidades como tirar palha da palmeira babaçu, carregar madeiras, cobrir casa são realizadas pelos homens do território.Item Trajetórias e reprodução intergeracional do conhecimento sobre plantas medicinais no mercado público municipal de Araguaína/TO(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) TELLES, Jeana Maria De Moura.Esta dissertação investiga as trajetórias e a reprodução intergeracional dos saberes tradicionais sobre plantas medicinais no Mercado Municipal de Araguaína/TO, com foco na prática dos raizeiros, em especial na trajetória de Adriano Pereira Freitas, conhecido como Seu Didi. O estudo parte da perspectiva da cultura e do território, entendendo o mercado como espaço simbólico e de memória, onde práticas comerciais, sociais e culturais se entrelaçam (Tuan, 2015; Geertz, 2008). A pesquisa fundamenta-se nos princípios da história oral (Thompson, 1992; Josso, 2006) e na etnografia interpretativa (Geertz, 2001), privilegiando a descrição densa e a compreensão dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas práticas. Para tanto, foram realizadas entrevistas semiestruturadas, histórias de vida e observação participante, envolvendo tanto Seu Didi e sua família quanto outros raizeiros e clientes do mercado. Os resultados indicam que a transmissão oral é o principal mecanismo de preservação e renovação dos saberes, associada a dimensões espirituais, comunitárias e familiares. Constatou-se que tais conhecimentos não apenas contribuem para a subsistência econômica, mas também reforçam a identidade cultural local e os laços intergeracionais. Contudo, desafios como a falta de regulamentação, apoio institucional e valorização acadêmica ainda ameaçam a continuidade dessas práticas. Assim, conclui-se que reconhecer e valorizar os raizeiros como guardiões da memória cultural é essencial para fortalecer a diversidade cultural e promover o diálogo entre tradição e contemporaneidade.Item Memórias de mulheres camponesas descascadeiras de mandioca na produção de farinha no povoado Floresta em Wanderlândia (TO)(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SOUSA, Rosaldina Sinhá de.A pesquisa tem como objetivo geral compreender como ocorre o trabalho e os modos de vida das mulheres camponesas descascadeiras de mandioca, evidenciando a relação de gênero implícita nesse contexto, povoado Floresta, município de Wanderlãndia, Tocantins. Nesse sentido observa-se como as mulheres carregam um conhecimento enraizado na tradição campesina, incluindo técnicas de manejo da mandioca, métodos de preparo, uso de ingredientes tradicionais e práticas de preservação da cultura alimentar. Essas formas de saberes valorizam a conexão com a terra, o ciclo natural das plantas e a sustentabilidade, resistindo às imposições do capitalismo e às rápidas transformações sociais. Busquei estabelecer diálogos com autores que sustentaram o desenvolvimento deste estudo. Do ponto de vista teórico, dialogo com Silvia Federici (Economia e Política), Stuart Hall (2006) sobre identidade cultural, Rogério Haesbaert (2001) sobre território e identidade, e Saquet (2007) sobre o conceito de território. Quanto à abordagem metodológica, utilizei a história oral, fundamentada nas concepções de Alessandro Portelli (1992) por meio de entrevistas semiestruturadas. Foram entrevistadas (07) sete mulheres, que teve como critério de escolha a faixa etária de idade entre (32) Trinte e dois a (56) cinquenta e seis anos, as que trabalhavam a mais tempo na atividade, na casa de farinha. A questão que norteia a pesquisa é de que forma as dinâmicas de poder e as estruturas patriarcais se manifestam nas casas de farinhas, contribuindo para as subalternizações e limitações enfrentadas pelas mulheres camponesas descascadreiras de mandioca em um espaço de trabalho tradicionalmente associado à produção e à reprodução social? O resultado da pesquisa nos permitiram compreender os modos de vida das mulheres descascadeiras de mandioca no povoado Floresta e como, por meio de seu trabalho, elas se transformaram em símbolos de resistência, identidade e esperança. A análise das narrativas e memórias dessas mulheres, nossas interlocutoras, revelaram a importância do trabalho na preservação cultural e na afirmação de seus direitos, contribuindo para uma compreensão mais aprofundada dos processos de resistência e de construção de identidades nesses contextos.
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