Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura e Território - PPGCult
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O Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território (PPGCult), oferecido no Centro de Ciências Integradas de Araguaína (UFNT), é um curso presencial de pós-graduação stricto sensu reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.
Está inserido na Área Interdisciplinar procurando construir um diálogo com diversas áreas do conhecimento, e tem como objetivo produzir investigações de caráter interdisciplinar sobre a relação entre cultura e território.
A proposta do mestrado é construir objetos de investigação interdisciplinares em torno da relação cultura e território, bem como reconhecer os pressupostos éticos e políticos da pesquisa científica e do saber produzidos no âmbito da Universidade. Também devem estar aptos ao diálogo entre disciplinas, saberes e sujeitos de diversas procedências sociais, bem como ser capazes de desenvolver projetos interdisciplinares de relevância social que impulsionem a mudança social com vistas a participações mais igualitárias do poder.
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Item A (des)virtude de ser e existir: o protagonismo negro em Hollywood, representações e estereótipos(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) SILVA, Marcos Douglas Lima eEste estudo investiga a representação do protagonismo negro no cinema hollywoodiano, com o objetivo de compreender como ele é frequentemente retratado de maneira estereotipada. A análise se concentra nos filmes "A Princesa e o Sapo" (2009) e "Um espião animal" (2020), que representam pessoas negras como animais. A pesquisa utiliza a teoria semiótica de Martine Joly (1994) e a perspectiva de Hall (2016) sobre representação. A influência das representações cinematográficas na imaginação social e na construção da identidade é discutida com base nas teorias de Douglas Kellner (2001) e Stuart Hall (2016). A violência na representação de negros em Hollywood é abordada a partir do trabalho de Silva (2018). Turner (1997) é utilizado para enfatizar o cinema como uma prática social que vai além do entretenimento. Mills (2023) explora o "Contrato Racial", evidenciando como a supremacia branca molda a sociedade e perpetua a segregação racial. Discussões de bell Hooks (2019), Angela Davis (2018) e Sueli Carneiro (2006) são usadas para abordar a resistência decolonial, a opressão histórica enfrentada pela população negra e a noção de pensamento abissal de Santos (2007). A análise final dos filmes ilustra a prevalência de representações estereotipadas da população negra no cinema hollywoodiano, destacando a violência, a subalternização e a objetificação dos corpos negros.Item A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI Nº 11.645/08 NO COLÉGIO ESTADUAL IRMÃOS FILGUEIRAS EM SÃO BENTO DO TOCANTINS: uma análise da prática pedagógica a partir da Perspectiva Intercultural(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) ARAÚJO, Maria Marcia Barbosa deA presente pesquisa analisou a implementação da Lei no 11.645/08 no Colégio Estadual Irmãos Filgueiras, no município de São Bento do Tocantins, a partir da prática pedagógica sob a ótica da interculturalidade. Adotou-se uma abordagem qualitativa, utilizando a pesquisa participante e os círculos epistemológicos como metodologias de aproximação e formação, a fim de problematizar os conceitos de interculturalidade e decolonialidade. Além de experienciar a prática de “escrevivências” de Conceição Evaristo nos espaços de trocas e formações. Para o desenvolvimento da pesquisa, foram analisados documentos institucionais, eventos e ações previstas no Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola. Ademais, realizou-se também o histórico da implementação da Lei no 11.645/2008 a partir do contexto político dos movimentos sociais indígenas e negros, refletindo sobre os desafios e as possibilidades de implementação da referida Lei. Para embasamento teórico, utilizamos os autores Brandão (2006), Walsh (2012), Mignolo (2008, 2020), Kilomba (2019), Raffestin (1993), Saquet (2013) e Thompson (2010, 1981). A investigação demonstrou que a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena não se efetiva de forma interdisciplinar, resultando em uma prática pedagógica fragmentada. Tendo em vista este cenário de tensionamentos e desigualdades, a desobediência epistêmica pode ser um interessante começo para, aos poucos, irmos desvelando a realidade e abrindo caminhos para que a implementação da Lei no 11.645/08 se torne possível, sem superficialidades, mas, sim, com qualidade e visando a uma educação mais justa, humanizada e libertadora. Por último, reforçamos a necessidade de um trabalho contínuo e engajado sobre o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena na perspectiva intercultural. Nesse propósito, esboçamos o Plano Pedagógico de Práticas Interculturais para servir de parâmetro na implementação da Lei no 11.645/08, assim como para nortear possíveis novas pesquisas que favoreçam uma educação antirracista e decolonial.Item A pandemia do covid-19 no Colégio Estadual Jardim Paulista na perspectiva das mulheres professoras(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) COSTA, Wanessa Lorenna De Sousa MirandaA presente pesquisa analisou narrativas sobre a vida de mulheres professoras do Colégio Estadual Jardim Paulista no período pandêmico, nos anos de 2020, 2021 e 2022, na cidade de Araguaína, Tocantins. Essas professoras tiveram sua jornada de trabalho dobrada, ficando em casa e trabalhando no home office. Com a pandemia, todas as aulas foram desenvolvidas sob um modelo remoto, mediadas pelo uso das tecnologias digitais. A pesquisa trouxe informações importantes sobre os desafios encontrados neste período de pandemia. No cenário da educação, com as escolas fechadas e o ensino não presencial, professores(as) de todo o país tiveram que, de uma hora para outra, ministrar aulas não presenciais durante a pandemia da COVID- 19. Com a pandemia do coronavírus, as desigualdades que já existiam na educação básica se agravaram ainda mais, ampliando as desigualdades territoriais presentes em nossa sociedade. As aulas remotas mudaram a rotina dos profissionais da educação, que tiveram que se adaptar às novas ferramentas tecnológicas, sem treinamento ou cursos para capacitá-los ao novo formato de ensino remoto. A vida de muitos alunos e do corpo docente foi afetada, sendo necessário mudar suas rotinas para se adaptarem ao novo modelo de estudo e trabalho que surgiu em um período de medo, dúvidas e incertezas.Item A Parteira Tradicional “Mãe Celina”: Desde o parto à benção aos nascidos no Quilombo Dona Juscelina em Muricilândia – TO(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) SANTOS, Francisca Leidiane Privino Gomes dosEsta pesquisa intitulada provisoriamente com A parteira tradicional “Mãe Celina”: Desde o Parto À Benção aos Nacidos no Quilombo Dona Juscelina em Muricilândia - TO traz as narrativas sobre a história de vida da matriarca quilombola Dona Juscelina (in memorian) na realização do trabalho de parteira tradicional. Nesta direção, faz-se relevante o estudo com abordagens biográficas sobre Dona Juscelina (in memorian), com o compromisso de rememorar a construção dos laços de comunidade. A proposta dialoga com a linha de pesquisa “Paisagens, Narrativas e Linguagens”, traz contribuições para as discussões que englobam narrativas orais e a relação entre a identidade étnico-racial quilombola com memórias de sujeitas que revelam trajetórias socioespaciais. A pesquisa objetiva compreender o trabalho de parteira tradicional, exercido por Lucelina Gomes dos Santos (Dona Juscelina - in memorian) e seus desdobramentos sociais em Muricilândia (TO), identificando memórias e narrativas de mulheres que em dores de parto foram cuidadas. Para tal, mobilizamos o método História Oral com técnica de História de vida, para melhor entendermos as nuances expressadas pelas narradoras. Desta forma, Dona Juscelina (in memorian), passou a ser denominada de “Mãe Celina” pelos filhos das mulheres assistidas nos partos naturais e que esses nascidos passam a ser seus “filhos de pegação” (crianças assistidas pelo parto natural). Desta forma, os resultados obtidos até o presente momento revelam que Dona Juscelina (in memorian), através de seus saberes e exercício do trabalho de parteira tradicional, que durante 25 anos (entre as décadas de 1960-1980) realizou 583 partos, contribuem com a construção social de laços comunitários da população de Muricilândia (TO), a partir do concluio entre a parteira, a mulher gestante e o pai da criança gerando relações afetivas de comadrios. Mãe Celina, utilizou seus saberes tradicionais para cuidar das mulheres parturientes, sendo reconhecida por ser uma mulher de fé na religiosidade cristã, deixando seu legado de contribuição social na sua comunidade.Item A relação intercultural do povo Apinajé no Centro de Educação, Humanidades e Saúde (CEHS) da Universidade Federal Norte do Tocantins (UFNT).(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SILVA, José James Torres daDurante a década de 1980, em 1985, os indígenas do povo Apinajé, inauguraram o início do processo de conquista de direitos com a demarcação das Terras Indígenas Apinajé, ao soma-se também a luta por direitos específicos, como a saúde e educação diferenciada. Nessa tendência de conquista de direitos, posteriormente ocorre a mobilização de parte da sociedade reivindicando a entrada e permanência dos indígenas no sistema de ensino, em nível superior, contemplando paulatinamente os anseios dos povos indígenas, que lutaram e contribuíram para a elaboração de políticas e outras ações que visam atender a demanda dessas pessoas, que foram resistentes à exclusão do processo educacional colonial. A partir da implementação das ações afirmativas e das políticas de inclusão, dando as condições de acesso e permanência de tais povos no âmbito das Instituições de Ensino Superior, com a aplicação da Lei 12.711/2012 (Brasil, 2012), os indígenas passaram a ocupar seu espaço no ensino superior com maior visibilidade. O presente estudo pretende se debruçar sobre os arranjos produzidos na relação intercultural do povo Apinajé na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), Centro de Humanidades, Educação e Saúde (CEHS), em Tocantinópolis (TO), com destaque para o processo de entrada e permanência no ensino superior. Quanto à metodologia, inicialmente adotou-se a revisão bibliográfica, posteriormente utilizou-se da história oral valendo- se de referências do povo Apinajé. A partir da reflexão alcançada, nota-se que, além das políticas existentes, é necessário explorar com mais rigor, dentro do campo universitário, outras atividades culturais que valorizem e reconheçam os saberes dos povos tradicionais, para mantê-los firmes dentro da universidade. Entendemos o estreitamento na relação do povo Apinajé com a UFNT como estratégia de enfrentamento e posicionamento. Os sujeitos pertencentes ao grupo étnico têm adentrado o espaço universitário, que, até outrora, lhe era negado fazer parte, na perspectiva de dispor de alicerce para enfrentar as disputas de narrativas com o saber hegemônico, que está organizado institucionalmente. Percebe-se, assim, que através da relação estabelecida com a universidade, o povo Apinajé tem conseguido fortalecer o vínculo étnico, e com isso, os/as estudantes indígenas têm assumido posições de destaque na comunidade, como liderança, ocupando cargos institucionais e representativos, transformando-se em referências de resistências dentro do território.Item A TERRITORIALIZAÇÃO DAS ESTUDANTES COTISTAS NA UFNT, CÂMPUS ARAGUAÍNA/TO(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) SILVA, Bruna de Souza daEssa pesquisa reconstituiu as experiências de estudantes negras que ingressaram na UFNT por meio das Ações Afirmativas, as Cotas Raciais, a partir de suas perspectivas e memórias das vivências racistas desde a infância até os processos de territorialização na Universidade Federal do Norte do Tocantins, localizada em Araguaína, região extremo Norte do Tocantins. As estudantes que fazem parte dessa pesquisa estudam no Centro de Ciências Integradas e são atendidas pelo sistema de Cotas Raciais, ação reparatória direcionada a algumas minorias que foram marginalizadas ao longo do contexto histórico do Brasil, a exemplo da população negra. Esse contexto histórico político-cultural-econômico possui origem na colonização, sistema que foi sustentado pela escravização em massa de africanos e afro-brasileiros no Brasil, resultando em um dos maiores genocídios dos povos indígenas e africanos da história. Desse modo, partindo do princípio de que a Universidade é um território institucionalizado e de disputa, e, portanto, não está isenta dessa estrutura racista e hegemônica, propomos investigar a trajetória acadêmica de quatro estudantes cotistas. A partir da abordagem das interseccionalidades (COLLINS, 2019; GONZALEZ, 2020), buscaremos analisar como essas estudantes articulam-se, no âmbito das relações entre identidade étnico-racial (HALL, 2003) e suas experiências de territorialização (HAESBAERT, 2004), enquanto estudantes negras cotistas na Universidade. A pesquisa está debruçada teórico- metodologicamente na revisão de literatura sobre questões étnico-raciais e Feminismo Negro, assim como os estudos envolvendo Cultura e Território. Por ser um tema sensível e que envolve nuances traumáticas, optamos por trabalhar metodologicamente com a História Oral (THOMPSON, 1992), visando reconstituir dialogicamente as trajetórias de vida dessas estudantes. Mobilizando o procedimento qualitativo da história de vida, evocando memórias que nos auxiliaram a compreender como suas identidades étnico-raciais foram sendo constituídas em meio aos violentos processos de racismo e sexismo envolvidos na trajetória educacional até a territorialização do espaço acadêmico. Dessa forma, a pesquisa evidenciou que, apesar das dificuldades trazidas pelo espaço acadêmico, como os conflitos, o desejo de desistência, o racismo, a burocracia e as interseccionalidades que se cruzam, as interlocutoras criaram mecanismos de resistência e de ressignificação do espaço. Criando significados a partir do pertencimento em determinados grupos raciais, reivindicando a própria negritude, seja nos laços criados de amizades, nas articulações com movimentos sociais e coletivos, ou nas diversas experiências vivenciadas dentro da Universidade.Item A TERRITORIALIZAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO TOCANTINS – CBMTO: IMPLEMENTAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2022) FIGUEIRA, Rodrigo ReisEste trabalho tem o objetivo de abordar o processo de territorialização e expansão de uma das corporações militares mais recentes do Brasil, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins – CBMTO, com foco no seu estabelecimento na cidade de Araguaína (a segunda maior em termo populacional e umas das mais importantes em termos de relevância para economia estadual, principalmente na região Norte do Estado). O estudo foi provocado pela percepção da ausência do tema em estudos locais, bem como de registros científicos, acadêmicos ou literários sobre essa parte da história e contexto do Estado do Tocantins: a implementação e a atuação do Corpo de Bombeiros, especialmente no norte do Estado. O trabalho se caracteriza como uma pesquisa do tipo bibliográfica e documental, utilizando-se de uma metodologia de pesquisa quali-quantitativa para captação, exploração, estudos e análise dos dados verificados a partir de entrevistas, relatórios de serviços, ocorrências, decretos, diários oficiais, leis e reportagens de jornais. Para tais estudos, nos embasamos teoricamente nas produções de autores que nos trazem luz às noções de território, Estado, poder, sociedade, direitos humanos e, portanto, lançamos mão de Bourdieu, Dallari, Saquet, Haesbaert e Weber. Como resultado buscamos registrar o processo de desmembramento, implementação, estruturação e expansão do Corpo de Bombeiros, bem como, explorar a dimensão das demandas da sociedade para tal processo, das atuações distintas e, ainda, convergindo com a territorialização da corporação na região norte tocantinense a partir de seu processo de desenvolvimento institucional, da sua estruturação física e cidadã dentro do Estado.Item Agroecologia quilombola: saber e olhar das mulheres e dos homens da comunidade quilombola Ilha de São Vicente Araguatins – TO.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) ROCHA, Jorlando Ferreira.O presente trabalho tem como objetivo compreender a função da agroecologia como uma ferramenta na luta pelo território do quilombo da Ilha de São Vicente, destacando sua integração nas práticas produtivas e na rotina diária da comunidade, sendo assim, um elemento de resistência e sobrevivência das famílias quilombolas. Além disso, busca-se analisar as práticas agroecológicas e a divisão de tarefas entre homens e mulheres e como estas fortalecem a valorização do comum dentro do território. Para viabilizar esta compreensão, fomos até a comunidade realizar visitas às famílias, aplicar questionários, registrar imagens de homens e mulheres em seus trabalhos diários. Os resultados aqui apresentados através das falas e imagens mostram o quanto homens e mulheres estão envolvidos em diversas atividades, as atividades agroecológicas são realizadas, tanto por mulheres, quanto por homens, as atividades domésticas como lavar roupas, preparar alimentação são realizadas mais pelas mulheres e as atividades que demandam maior força física ou certas habilidades como tirar palha da palmeira babaçu, carregar madeiras, cobrir casa são realizadas pelos homens do território.Item Agroecologia quilombola: saber e olhar das mulheres e dos homens da comunidade quilombola ilha de São Vicente Araguatins –TO(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) ROCHA, Jorlando FerreiraO presente trabalho tem como objetivo compreender a função da agroecologia como uma ferramenta na luta pelo território do quilombo da Ilha de São Vicente, destacando sua integração nas práticas produtivas e na rotina diária da comunidade, sendo assim, um elemento de resistência e sobrevivência das famílias quilombolas. Além disso, busca-se analisar as práticas agroecológicas e a divisão de tarefas entre homens e mulheres e como estas fortalecem a valorização do comum dentro do território. Para viabilizar esta compreensão, fomos até a comunidade realizar visitas às famílias, aplicar questionários, registrar imagens de homens e mulheres em seus trabalhos diários. Os resultados aqui apresentados através das falas e imagens mostram o quanto homens e mulheres estão envolvidos em diversas atividades, as atividades agroecológicas são realizadas, tanto por mulheres, quanto por homens, as atividades domésticas como lavar roupas, preparar alimentação são realizadas mais pelas mulheres e as atividades que demandam maior força física ou certas habilidades como tirar palha da palmeira babaçu, carregar madeiras, cobrir casa são realizadas pelos homens do território.Item Cultura, resiliência comunitária e cidadania: a Associação Companhia de Teatro e dança arte livre de Porto Franco - MA (2006-2023)(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) OLIVEIRA, Edvan da SilvaEsta pesquisa interdisciplinar, tomando como base as chamadas “epistemologias do sul” como em Ramos Júnior (2020), busca investigar, a partir das ações da associação Companhia de Teatro e Dança Arte Livre - CIATDAL, a possibilidade de uma economia e política do comum, ao mesmo tempo em que discute as razões pelas quais vozes negras, mulheres e grupos periféricos são invisibilizados no currículo escolar e na prática cotidiana. A dissertação está centrada nas narrativas dos participantes que foram coletadas com os associados da CIATDAL por meio de entrevistas, questionários, estudos de documentos, revisão bibliográfica e observação participante entre 2010 e 2024. Esse contexto envolve o período em que o município de Porto Franco desponta como uma nova fronteira agrícola do país, na visão da mídia local e nacional. Sendo a associação um espaço de arte, cultura e educação popular, tem-se formas de resistência contra práticas coloniais e capitalistas, um lugar que provoca à necessidade de instituições mais abertas e inclusivas, especialmente para os sujeitos que integram as comunidades e territorialidades marginalizadas.Item Dasĩpê uma das festas tradicionais do povo Akwẽ-Xerente(2023) XERENTE, Aparecida Pereira da SilvaEste trabalho tem o objetivo principal de registrar a forma tradicional de realizar a festa Dasĩpê, passando para as novas gerações a importância de resgatar e preservar nosso modo tradicional de viver. A palavra Dasipê significa a festa tradicional, do povo Akwẽ-Xerente. Nesta perspectiva é que foi realizado este trabalho de mestrado junto ao meu povo, indígenas Xerente, autodenominados povo Akwẽ-Xerente. Somos uma das oito etnias que vivem no Estado do Tocantins e habitamos a região central deste, na margem direita do rio Tocantins, no município de Tocantínia, a 75 km de Palmas do estado do Tocantins. A pesquisa é qualitativa, de natureza interdisciplinar sobre cultura e território, vários autores embasaram este estudo especialmente autores e autoras indígenas, recorrendo a história oral por meio de entrevistas com anciãos e da observação participante. As ferramentas foram entrevistas realizadas com roteiros semiestruturados e gravadas, para registro e reflexão sobre o processo de realização de Dasĩpê. Esta atividade tradicional do povo Akwẽ-Xerente, a Festa do Dasĩpê na maioria das vezes acontece no mês de julho de cada ano e, uma vez ou outra pode ser realizada no mês de abril, com duração em média de 15 dias. A pesquisa foi realizada na aldeia Salto-Kripre em 2021 e na aldeia Morrão-Wdêkrẽkwasahu em 2022, onde os responsáveis pela festa cultural são os líderes das aldeias anciões e caciques. No decorrer da festa Dasĩpê várias atividades são desenvolvidas, dentre elas: ritual de nomeação masculino e feminino; corrida de Toras Pequena e Grande; pinturas corporais com ornamentações e adereços, danças culturais e cantorias e, para finalizar a festa, são preparadas e servidas comidas típicas. Por meio destes estudos podemos reforçar a importância da transmissão dos saberes que foram registrados de forma oral, em diálogos com os anciãos, anciãs e algumas lideranças e colaborar para manter as nossas tradições cerimoniais, a nossa cultura e nossas raízes para as gerações futuras.Item Desterritorialização e reterritorialização da cultura escolar nos impactos da pandemia da covid–19 na Escola Municipal Tereza Hilário Ribeiro(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) MARINHO, Mary Pereira da RochaEste trabalho é o resultado da pesquisa realizada na escola municipal Tereza Hilário Ribeiro em Araguaína-To, sobre o processo de desterritorialização da cultura escolar no contexto da pandemia da COVID-19 nesta instituição de ensino, quanto às aulas remotas e híbridas bem como a retomada das aulas presenciais no período pós- pandêmico e demais atividades inerentes ao âmbito de convivência desta comunidade escolar. A escolha do nosso objeto de estudo dentro do tema da educação se deu em função da rotina de trabalho desta pesquisadora que atua diretamente como gestora na educação de crianças na referida escola. Neste sentido, buscamos compreender os impactos na perspectiva dos conceitos de território, territorialização e desterritorialização da cultura escolar. Os dados levantados foram analisados sob o arcabouço teórico/metodológico inspirados na metodologia da história oral quanto às informações de cunho qualitativo como rodas de conversas com as quatro turmas dos alunos que atualmente cursam o quinto ano das séries iniciais, considerando seu ingresso em 2020, período de início da pandemia e questionário qualitativo aplicado aos pais e professores. Quanto aos dados estatísticos buscamos em fontes documentais oficiais da Educação Municipal no que se refere à verificação da aprendizagem. Nisto, afirmamos a relevância deste estudo que possibilita conhecer como a suspensão das atividades educacionais e a não convivência escolar da comunidade em geral, afetaram direta e indiretamente o processo cognitivo e o desenvolvimento das crinças. Neste sentido, afirmamos a hipótese de que a suspensão das aulas, as aulas remotas através de roteiros, as aulas híbridas, o isolamento comunitário escolar, foram fundamentais como impactos negativos no processo cognitivo dos alunos, cuja estratégia de nivelamento aplicado pela Secretaria Municipal de Educação, pode ser considerada muito mais como um paliativo às perdas e ganhos a esse processo.Item Documentário Tocantins rio afogado: paisagens e relatos numa produção fílmica(2023) SILVA, Diogo Pereira daEste trabalho procura discutir as representações narrativas do filme Tocantins Rio Afogado, produzido em 2005 pelos cineastas Hélio Brito e João Luís Neiva Brito. Procuraremos analisar as imagens presentes no filme a partir da categoria de representação e paisagem do autor Stuart Hall, Denis Cosgrove e Giuliana Andreotti. No intuito de problematizar a mobilização de sentidos nesta narrativa cinematográfica fílmica, consideramos que o cinema documentário é linguagem artística. O diálogo para compreensão e ou aproximação da cognição de documentário, discutiremos através dos compilados teóricos em Bill Nicholls (2005). As representações dos sujeitos, estilos de vida, paisagens e as problematizações sobre os sentidos presentes nas imagens, utilizaremos da perspectiva de Stuart Hall (2002, 2006) a partir da semiologia com o conceito de representação, além da construção de paisagem no entendimento político de Cosgrove (1984, 2008, 2012) e paisagens culturais em Andreotti (2010, 2012, 2016). A perspectiva metodológica, para a análise da narrativa fílmica audiovisual do Documentário Tocantins Rio Afogado é norteada pela visão da semiologia discutida por Hall e tem a articulação do método de contraste proposto em Diana Rose (2007), onde ela propõe a realização da seleção, transcrição e análise de cenas que resultem em interpretações diversas por meio de representações de sentidos. Neste propósito buscaremos entender quais as representações presentes nas narrativas dos ribeirinhos bem como nas cenas selecionadas da produção fílmica Tocantins Rio Afogado.Item Dona França e a Ilha de São José: diálogo entre conhecimento acadêmico e ribeirinho(2024) FERREIRA DOS SANTOS, JosielO conhecimento sobre algumas localidades e seus povos, pode fazer mais sentido quando sujeitos daquele local são envolvidos. Por isso, o presente trabalho é uma forma de dar ênfase a um grupo de pessoas, mais necessariamente, a ribeirinhos da Comunidade Ilha de São José, em que Dona França é a protagonista desta pesquisa, pois se trata de alguém com relevância na história que foi conhecida em alguns casos, por apenas uma versão. Destacamos assim, que as usinas hidrelétricas são vistas como progresso para a sociedade, mas para alguns grupos são vistas apenas como oportunidade de lucro para pessoas que não pensam na natureza e no bem-estar de muitos. Com isso, o problema desta pesquisa surgiu a partir de questionamentos oriundos da perspectiva ribeirinha: como falar de uma comunidade que teve seu espaço-território destruído? De que forma iríamos relatar as experiências de uma comunidade que estava às margens da história oficial, inclusive da história da UHE de Estreito, e corria perigo de esquecimento? Assim, o objetivo é dar visibilidade aos sujeitos impactados pelo empreendimento. Desse modo, recorremos à pesquisa qualitativa, em que nos utilizamos da roda de conversa para a realização também das entrevistas com os denominados Mais Velhos, que eram habitantes da Comunidade Ilha de São José, mas voltados sobretudo para a história de Dona França. Autores como Djamila Ribeiro (2021), Paul Thompson (1992), Lysias Rodrigues (1945; 2001) e Kátia Flores (2009), dentre outros pesquisadores, deram embasamento ao trabalho. Tendo em vista que a história foi contada a partir das memórias dos moradores da antiga comunidade, o resultado da pesquisa é concernente à preservação destas histórias na sociedade.Item “Dona Raimunda é que segura a gente ali na Tauá” A trajetória de vida de Raimunda Pereira dos Santos(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) MORAES, Antonia Laudeci OliveiraEste trabalho tem como objetivo estudar momentos da trajetória de vida de Dona Raimunda da Gleba Tauá. A metodologia utilizada foi centrada na história oral (Ramos et al.,2018), com uso de técnicas da observação participante e da pesquisa documental. Essa metodologia possibilitou o entendimento da narrativa produzida colaborativamente nas entrevistas como pensar memorioso (Ramos, 2019), o que possibilitou organizar o texto a partir dos momentos nos quais Dona Raimunda divide a própria vida. Por outro lado, a metodologia da história oral também possibilitou nomear e situar a relação de militância e afeto entre as sujeitas envolvidas na pesquisa, Antônia Laudeci e Raimunda Pereira dos Santos, o que foi realizado no primeiro capítulo. O texto a seguir faz um apanhado da vida de Raimunda, sua infância, nos reportando ao seu nascimento, crescimento e vivência familiar, em que se destaca a figura do pai, quando ainda era uma menina, volta-se também a atenção para os eventos que ela traz como significativos em sua vida. Posteriormente, são analisadas as relações de poder e os desafios enfrentados em seu casamento, um casamento arrumado pela família e que representou parte de sua vida de violências sofridas, em sua maioria, expressas pelas desigualdades de gênero. Por fim, discute- se os desafios enfrentados por Dona Raimunda na comunidade Gleba Tauá, em termos da luta pela posse da terra e o papel de Dona Raimunda nessas lutas e resistências, apresentando as conclusões do estudo, refletindo sobre o legado de Dona Raimunda e as implicações mais amplas de sua trajetória para a compreensão das comunidades tradicionais no Tocantins em sua luta pela terra e o território.Item “É NO FIM QUE ESTÁ O COMEÇO”: AUTOETNOGRAFIA E DISPUTA DE SENTIDOS(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2022) MACHADO, LeadorIniciei este trabalho fazendo uma pesquisa sobre a atuação do Poder Judiciário no processo de concentração e de avanço do agronegócio sobre terras de comunidades tradicionais em Serra do Centro. Em princípio, o método original era do estudo de caso consistente na análise do processo judicial que determinou a reintegração de posse de uma associação de sojicultores nas terras disputadas pelos posseiros que ali se encontravam. A pergunta a ser respondida era se poderia ver ali reiterado um padrão de comportamento do Poder Judiciário. Os estudos levaram ao entendimento pela participação parcial desse poder no processo de concentração de terras que passei a denominar, com base em indicativos bibliográficos, como “grilagem verde”, pois incidia sobre as terras de moradia dessas comunidades, junto aos baixões, que eram indicados pelo agronegócio como reserva legal de seus empreendimentos. Além disso, havia uma orientação do Conselho Nacional de Justiça para que, nesses conflitos, os juízes se atentassem para a segurança jurídica dos investidores e empreendedores em primeiro plano. Após a qualificação, concluindo que a história vivida pelos posseiros de Serra do Centro coincidia com minha própria história e com a história da maioria do povo brasileiro no último século, mudei o método de pesquisa, passando a trabalhar, por sugestão dos examinadores, com autoetnografia, incluindo minha biografia e, com base nela, analisei o desenvolvimento do sistema capitalista no período estudado e, junto com ele o papel do Estado e do Poder Judiciário nesses conflitos. Já na condição de produto e produtor, começo por descrever minha vida na roça e a decisão da migração, aprofundando conceitos como de “comunidades tradicionais”, “terras tradicionalmente ocupadas” e “posseiro”, ligando minha história à daquelas famílias de Serra Centro. A partir da decisão de migrar analiso o movimento histórico do sistema capitalista que desloca multidões de pessoas do campo para cidade, dando início ao processo de “acumulação primitiva” e formação de um exército de mão-de-obra de reserva. Na cidade, trabalhando como metalúrgico, debruço-me sobre questões como consciência de classe, a militância política e militância social. Com o curso de direito, revisto-me das condições para fazer uma primeira análise do funcionamento do Estado. Com a integração na magistratura e 13 anos de experiência judicante passo a fazer uma análise mais aprofundada da atuação da magistratura no caso estudado, somada a uma análise mais detida a respeito do próprio papel do Estado no sistema capitalista. Para tanto são apreciados conceitos como “mercadoria”, propriedade privada, sujeito de direito, norma jurídica e Estado. De posse de tudo isso, volto à Serra do Centro e analiso o sistema que nos levou até a encruzilhada em que vivemos hoje, passando a expor as duas racionalidades que se enfrentam nessa situação de fronteira. De caráter interdisciplinar, a pesquisa mobilizou estudos relativos a noções de território e territorialidade, comunidades tradicionais, autoetnografia, fundamentos da teoria marxista. O corpus mobilizado para análise foi decisão judicial que definiu a posse da terra a grupos empresariais, em detrimento dos pequenos agricultores. O problema enfrentado, portanto, foi o conflito entre duas racionalidades em situação de fronteira. A metodologia foi da autoetnografia. Os resultados parciais são no sentido de que essas duas racionalidades são inconciliáveis e que é premente um novo começo.Item Educação para as Relações Étnico-Racial nas Escolas Municipais de Araguaína – TO (2023-2025)(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) BARROS, Maria Raimunda Rodrigues SoaresA presente dissertação tem como tema Educação Étnico-Racial, e propõe refletir sobre os desafios e possibilidades da construção de uma educação comprometida com o respeito às diferenças étnico-raciais no contexto escolar. A pesquisa teve como objetivo principal analisar como as escolas municipais de Araguaína (TO) têm promovido práticas pedagógicas voltadas à valorização da diversidade cultural, especialmente no que se refere à história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, conforme determina a Lei no 10.639/2003 e a Lei no 11.645/2008. Para cumprir esta determinação o currículo escolar utiliza eventos em momentos específicos no calendário escolar. A metodologia adotada foi de natureza qualitativa, utilizando-se de pesquisa bibliográfica, documental e a realização de oficinas pedagógicas em uma escola da rede pública municipal. A pesquisa bibliográfica fundamentou-se em autores (as) que abordam as temáticas de relações étnico-raciais, educação antirracista e diversidade cultural. A pesquisa documental analisou o Projeto Político-Pedagógico (PPP) das escolas, planejamentos de aulas e registros institucionais. O levantamento quantitativo permitirá entender a realidade do contexto escolar. As análises indicaram que as práticas pedagógicas com professores (as) e alunos (as) do Ensino Fundamental, utilizando livros didáticos e paradidáticos com temas relacionados ao racismo, à cultura africana, à história da África e à cultura indígena. Os resultados Apontaram que os avanços legais, mesmo que ainda haja lacunas na formação docente e na efetivação de práticas pedagógicas que tratem a temática étnico-racial de forma crítica e estruturante para cumprir com os objetivos do ensino das questões étnicos racial e culturais. As oficinas revelaram-se como uma estratégia eficaz para sensibilização e desenvolvimento de ações pedagógicas mais inclusivas e conscientes, buscando compreender o quanto é fundamental fortalecer políticas de formação continuada e promover o protagonismo das escolas na luta contra o racismo e na valorização das identidades culturais diversas.Item Educador e Pai de Santo: memórias sobre José Nazareno Oliveira de Aguiar.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) ALMEIDA, Wellton Jonh Pereira SantosO estudo aborda a reconstrução das lembranças sobre José Nazareno Oliveira de Aguiar, nascido em 26/10/1971 e falecido em 21/04/2021, através das narrativas de ex-colegas de trabalho, familiares, amigos e antigos filhos e filhas de santo. Além disso, examina-se o impacto de sua atuação religiosa e educacional, bem como a importância do terreiro como espaço de preservação cultural e territorialidade. O objetivo principal foi explorar como as memórias coletivas e individuais de Nazareno ressignificam sua presença e memória em diferentes contextos, enfatizando a relação entre memória, identidade e território. Utilizando uma abordagem qualitativa baseada na história oral, esta dissertação também se debruça sobre a destruição do terreiro após sua morte, analisando as implicações desse evento para a preservação da cultura afro-brasileira em Araguaína. Por fim, o trabalho destaca a relevância da preservação da memória e do legado de José Nazareno como parte da luta por reconhecimento e valorização das práticas culturais afro-religiosas no norte do Tocantins. A pesquisa busca contribuir para a valorização da memória coletiva e individual, promovendo o entendimento das dinâmicas socioespaciais e da resistência cultural no território.Item Entre memórias e sons: saberes e fazeres tradicionais Apinajé na produção de instrumentos musicais.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SOUSA, Wemerson Marinho deA presente dissertação tem por objetivo compreender, por meio das memórias de mestres e aprendizes, as formas de transmissão dos saberes e fazeres relacionados aos instrumentos sonoros e à música do povo Apinajé, localizado no norte do Tocantins. Enquanto metodologia utilizamos História Oral a partir de Thompson (1992) e da observação participante, utilizando entrevistas semiestruturadas com os interlocutores. Estudos anteriores já indicam que a transmissão do conhecimento ocorre intergeracionalmente (Rodrigues, 2015), mantendo vivas as tradições ancestrais, considera-se a memória como elemento central na preservação e continuidade cultural (Pollak, 1989). Mobiliza-se o conceito de cosmografia sonora, com base em Paul Little (2003), para destacar que os saberes de aprendizagem musicais e de construções de instrumentos, que são formas de leitura e ocupação do mundo, transmitidos entre gerações. Nesse contexto, cosmografia e territorialidade são compreendidas como expressões interligadas de uma mesma experiência cultural. Os resultados apontam que a música e os instrumentos, mais do que expressões culturais, são elementos vitais na construção identitária, no fortalecimento da coletividade e na afirmação dos vínculos entre os Apinajé, seu território e sua história.Item Envelhecimento, territórios e identidades: um estudo sobre trajetórias socioespaciais na velhice.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) CASTRO, Antonio Hugo Rabelo deEsta dissertação investiga a construção e ressignificação das identidades de pessoas idosas participantes da Universidade de Identidades, Adultez e Longevidade (UNIIAL), em Araguaína-TO, a partir de suas trajetórias socioespaciais. Fundamentado nos Estudos Culturais, em especial nas concepções de identidade de Stuart Hall e Kathryn Woodward, o trabalho articula os conceitos de envelhecimento humano, identidade e trajetórias socioespaciais. A pesquisa, de natureza qualitativa e descritiva, utilizou a método da história oral de vida, com entrevistas realizadas com cinco mulheres idosas, todas nascidas no antigo norte goiano e residentes no atual Estado do Tocantins. A análise de conteúdo (Bardin, 2016) permitiu a construção de categorias relacionadas às trajetórias socioespaciais intermunicipais e intraurbanas, às influências graduadas por história e aos eventos não normativos da velhice. Os resultados apontam que as identidades na velhice não são fixas, mas dinâmicas, sendo continuamente construídas e ressignificadas em função das experiências vividas, das mobilidades territoriais e dos contextos sociais e culturais. O estudo contribui para ampliar a compreensão sobre envelhecimento, identidade e território, reforçando a importância de considerar a heterogeneidade das velhices e o protagonismo das pessoas idosas em suas narrativas e experiências.
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