Biblioteca Digital de Dissertações e Teses da UFNT
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Resultados da Pesquisa
Item MULHERES GUARDIÃS DA CULTURA TECELÃ DE BIELÂNDIA, FILADELFIA – TO: SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO DE HISTÓRIA(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2026) MONTEIRO, Renata Christina Feitosa AssunçãoEsta dissertação tem como tema as mulheres guardiãs da cultura tecelã de Bielândia, distrito de Filadélfia – Tocantins, e suas contribuições para o Ensino de História. O objetivo é investigar como suas narrativas, memórias e práticas artesanais, compreendidas como patrimônio cultural imaterial e fontes históricas, podem contribuir para a renovação do Ensino de História e para a efetivação da Lei no 14.986/2024, que torna obrigatória a inclusão da história das mulheres nos currículos da educação básica. O problema de pesquisa indaga de que maneira esses saberes tradicionais, historicamente silenciados, podem ser incorporados ao ensino escolar, promovendo uma aprendizagem histórica crítica, significativa e conectada à realidade local dos estudantes. A metodologia adotada é a pesquisa-ação baseada nos fundamentos de Michel Thiollent, articulando História Oral do Alessandro Portelli, análise de fontes fotográficas e intervenção pedagógica, além das abordagens referentes patrimônio e memória com Maurice Halbwachs. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com quatro tecelãs: Dona Luisa (in memorian), Dona Joana, Dona Raimunda e Dona Domingas e registros fotográficos de seus instrumentos, gestos e produtos. A experiência didática ocorreu com estudantes da 1a série do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Vicente José Vieira, em Barra do Ouro – TO, e incluiu diagnóstico, análise de fontes e produção de material paradidático. Os resultados revelaram que, embora os estudantes reconheçam a invisibilização histórica das mulheres em termos gerais, desconhecem completamente a existência e a relevância das tecelãs em seu próprio contexto regional, evidenciando a lacuna entre a crítica abstrata e o conhecimento local. As entrevistas demonstraram que a tecelagem manual é um sistema técnico complexo, transmitido intergeracionalmente por mulheres, que articula trabalho, identidade, resistência, sociabilidade e autonomia econômica. Conclui-se que a valorização das tecelãs de Bielândia/TO constitui estratégia pedagógica e política para a descolonização curricular e para a implementação da Lei no 14.986/2024 a partir de experiências locais concretas. O produto educacional, o paradidático “Mulheres Tecelãs de Bielândia/TO: práticas de uma vida”, oferece recurso didático fundamentado para que professores e estudantes reconheçam essas mulheres como sujeitos históricos e seus saberes como patrimônio curricular, contribuindo para um Ensino de História plural, democrático e comprometido com a memória e a justiça curricular.Item ROTAS, RITOS E SABERES DAS PARTEIRAS DE AÇAILÂNDIA-MA: O ENSINO DE HISTÓRIA DAS MULHERES COM O USO DAS PEDAGOGIAS DECOLONIAIS NA EDUCAÇÃO BÁSICA(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2026) TEIXEIRA, Andressa NascimentoO presente estudo trata das memórias e dos saberes ancestrais das parteiras de Açailândia-MA, e das possibilidades de inclusão das mulheres no Ensino de História. Enfrentei o desafio de pesquisar e incluir experiências femininas no currículo de História, a partir do uso da metodologia da história oral recuperando as trajetórias e os saberes de quatro (04) mulheres parteiras da comunidade. Os referenciais teóricos/metodológicos contaram com o uso da História Oral Localizada de Ramos Júnior (2024), das pedagogias decoloniais de Catherine Walsh (2013), do feminismo negro de Lélia Gonzalez (2020), da interseccionalidade de Patricia Hill Collins (2019), da decolonialidade do gênero de María Lugones (2014), e para as construções das minibiografias das mulheres parteiras utilizei como referência as contribuições de Margareth Rago (2018). Este estudo se justifica a partir da Lei 14.986/24 que altera a LDB/1996 garantindo e exigindo o Ensino da História das mulheres no ensino fundamental e médio, e da patrimonialização pelo Iphan dos saberes ancestrais das parteiras tradicionais do Brasil (2024). Procurei não deixar que as memórias das parteiras se apaguem, garantindo não só a visibilidade historiográfica dos seus saberes, fazeres e trajetórias, mas, principalmente, a necessidade de valorização e ensino dos saberes femininos numa sociedade misógina, masculinista, machista, racista e etarista. O problema da pesquisa consistiu em identificar quem são as parteiras de Açailândia-MA, compreender suas trajetórias e saberes, e analisar o que suas práticas podem ensinar às/aos discentes do século XXI, especialmente no que se refere ao corpo, à maternidade e ao cuidado, além de refletir como esses conhecimentos podem ser incluídos no currículo do Ensino de História na educação básica. Por fim, após a realização de oficinas nos anos finais do ensino fundamental na Escola Municipal Raimundo Telefre Sampaio, em Açailândia-MA com a turma do 9o ano, elaborei um caderno pedagógico decolonial sobre as mulheres parteiras em diálogo com as/os discentes de Açailândia-MA. Portanto, a partir dessa pesquisa evidenciei a riqueza dos saberes, fazeres e trajetórias das mulheres parteiras da cidade e da necessidade de um Ensino de História comprometido com a História das Mulheres e com as práticas pedagógicas decoloniais.Item Imagens e silêncios: a representação da mulher negra em livros didáticos de História.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) BORGES, Soraya AlvesEsta dissertação parte das minhas inquietações e desafios em sala de aula, quanto à temática racial; racismo, relações de gênero, classe e identidades. Nesse sentido, o foco dessa pesquisa foi o de analisar as imagens e o modo como os livros didáticos do oitavo ano do ensino fundamental têm representado imageticamente as mulheres negras no Período Imperial brasileiro, de 1822 a 1889, e quais suas implicações na formação das identidades dos/as estudantes. Para isso, selecionamos as coleções didáticas (PNLD- 2020-2023) “Inspire História”, “História Sociedade e Cidadania”, “Teláris” e “Projeto Araribá” para verificar quais são as imagens e como elas são utilizadas. Como aporte teórico para elaboração das análises, ancoramo-nos em Quijano (2004), Lugones (2014), Choppin (2014), Bittencourt (2015) e Chartier (1990). Para a análise das imagens, recorremos a alguns teóricos sobre o assunto, tais como Pesavento (2008), Paiva (2006), Mauad (2007) e Joly (1999). Estas imagens aparecem de diferentes formas, como em fotografias, litografias, pinturas presentes nos livros didáticos selecionados. Para discutir sobre a epistemologia decolonial, recorremos a Wash (2013), Wash; Maldonado (2018), além de Ballestrin (2013), Enrique Dussel (2005), Bernardino-Costa; Grosfoguel (2016). Utilizamos, também, as concepções teóricas do feminismo negro, tais como as pesquisadoras Lélia Gonzalez (2020), bell hooks (2019) e Djamila Ribeiro (2023), entre muitas outras. A pesquisa enquadra-se na abordagem metodológica hermenêutica dialética, pautada na busca da compreensão e de uma atitude crítica (Minayo, 2014). Com esse intuito, elaboramos dois questionários, os quais nos permitiram pensar as concepções das alunas por meio de seus próprios posicionamentos, materializados em respostas que revelaram falas carregadas de preconceitos; e na coleta documental. Como resultados, destacamos que as representações imagéticas das mulheres negras nos livros didáticos analisados não trazem o seu protagonismo nas lutas de resistência diante da escravidão, nem suas contribuições para a formação cultural e social do Brasil. Dessa forma, o que encontramos nos materiais foi um perfil eurocêntrico, a partir do uso de imagens canônicas sobre o Brasil, nas quais estão presentes o olhar do colonizador sobre os colonizados. Como consequências dessa visão pedagógica colonial, vimos que os/as estudantes negros/as, por não serem representados positivamente, não se sentem confortáveis para assumirem as suas raízes afrodescendentes. Tendo em vista a minha prática docente na escola pública do Município de Açailândia/MA, realizei aulas-oficina com imagens valorativas e positivas da história das mulheres negras e apresento todo esse processo como produto. Um material didático que contempla sugestões teórico-metodológicas de aulas-oficina.Item Ensino de História e Literatura: a transição para o éthos capitalista em “história da grandeza e da decadência de César Birotteau”, de Balzac.(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) CARDOSO, Kesse Dhone VianaA presente dissertação realizou um estudo sobre a relação entre o ensino de História e a literatura. Nesse sentido, analisou-se a obra de Honoré de Balzac, História da grandeza e da decadência de César Birotteau, à luz do conceito de éthos, constituído nas obras de Max Weber e Norbert Elias, respectivamente: A ética protestante e o "espírito" do capitalismo (1904) e A sociedade de corte (1969). Pesquisa-se a transição do éthos através desta investigação e procura-se atingir uma forma de consciência (histórica) nos alunos (a)s que julga o caráter contemporâneo como produto das relações humanas. Na obra de Balzac, esses modelos de caráter (nobre e burguês) são figurados em sua personagem principal: César Birotteau. Dessa forma, pode-se visualizar e contextualizar a transição de um modo de conduta de época para outra forma comportamental. Na etapa final desse processo de pesquisa, se propôs a elaboração de um material didático que auxilie os professores de História em sua prática educacional. Através desse material, os educadores poderão se defrontar com uma proposição didática que articula literatura e História no âmbito da prática pedagógica.Item Educação antirracista em escolas de tempo integral em Palmas - TO: Desafios da implementação da lei 10.639/2003(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SILVA, Ione Figueredo Lira daO trabalho teve como objetivo identificar os desafios para a implementação da Lei 10.639/2003 na prática docente de ensino de História em três escolas de tempo integral do município de Palmas - TO, no ano de 2023, enquanto mecanismo de combate ao racismo. Para tanto, fez-se pesquisa bibliográfica da temática da lei 10.639/200 para historicizar a promulgação da lei 10.639/2003, interpretar os dados quantitativos e qualitativos da percepção dos professores na implementação da Lei 10.639/2003, e para produção e realização do produto. A abordagem da pesquisa foi de âmbito quantitativa e qualitativa. No Alicerce teórico destacou-se autores que estudam Ensino de História, Currículo, Identidade, Decolonização, Racismo, Relações Étnico- raciais e Educação Antirracista. Assim, os desafios percebidos pelos professores para a implementação da Lei 10.639/2003 foram a ausência de: suporte de pessoal e financeiro de entidades mantenedoras em colaboração com o município, dotação orçamentária específica e de pessoal qualificado no município, formação inicial e continuada dos professores, e ausência de vigilância quanto à aplicabilidade da normativa. Testada a hipótese, de não implementação da normativa nas ETIs no ano de 2023, realizou-se, enquanto produto, uma oficina para os professores de História intitulada de “Lei 10.639/2003 – como ser um educador antirracista?”, a fim de contribuir para com a implementação da lei 10.639/2003 atendendo o do Plano Nacional das Diretrizes Curriculares Nacionais para Ensino das Relações Étnico-raciais e para o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana.Item As Visualidades Indígenas nos Livros Didáticos de História da Educação Básica – PNLD (2022-2024) em Colinas do Tocantins-TO(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) MACEDO, Jesmary DantasA presente pesquisa propôs analisar as representações imagéticas sobre os indígenas no livro didático utilizado no Ensino Fundamental II (triênio 2022-2024) da coleção “História Sociedade & Cidadania”, adotado pelo Colégio Estadual Girassol de Tempo Integral Ernesto Barros, em Colinas–TO. Com base na perspectiva pedagógica decolonial (Walsh, 2013), buscou-se evidenciar as representações iconográficas dos povos indígenas no material didático, reconhecendo-os como agentes históricos fundamentais e valorizando seus saberes, experiências, cosmologias e memórias. O estudo problematizou a persistência ou ruptura da tradição eurocêntrica, marcada pelo silenciamento e estereotipação das comunidades indígenas, mesmo após a implementação da Lei no 11.645/2008, que obriga o ensino da História e culturas indígenas na educação básica. Para a análise das representações visuais no livro didático, utilizamos como referencial teórico e metodológico os estudos de Moraes (2010), Carney e Levin (2002), bem como as contribuições de White (2006), entre outros. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa e a pesquisa-ação (Thiollent, 1985) para compreender a percepção dos estudantes envolvendo a realização de uma aula-oficina intitulada “(Re)conhecendo a História e cultura do Povo Krahô Mehi através das visualidades”. Ao final, como produto pedagógico, desenvolveu-se um material paradidático que contempla a leitura de imagens e destacam as histórias, os saberes e as cosmologias da comunidade Krahô servindo como recurso didático para as aulas de História e como possibilidade de enfrentamento das concepções eurocentradas.Item Estradas e histórias: o ensino de história e a Rodovia Belém Brasília nas memórias dos moradores de Guaraí - TO (1958-1970)(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) FRAGOSO, Dionathan SoaresA dissertação de mestrado explora o ensino de História, com foco na construção da Belém-Brasília (1958-1960) e seus impactos no povoado Guará, entre 1958-1970. Inicialmente, ressalta-se o desafio enfrentado pelos estudantes do Centro de Ensino Médio Oquerlina Torres (CEMOT) em relação à História Local, o que evidenciou a necessidade de uma abordagem mais aprofundada. A pesquisa adotou como metodologia a prática da História Oral, revelando desafios e aprendizados. Nas entrevistas com moradores e acompanhadas pelos estudantes, foi destacada a importância do estabelecimento de relações sociais e de confiança. Os educandos, ao participarem ativamente, desenvolveram habilidades históricas, contribuindo para a construção de sua identidade. Enquanto, as narrativas dos moradores de Guaraí ampliaram a compreensão sobre o contexto da região antes da Belém-Brasília, evidenciando a presença de fazendas e a migração de famílias nordestinas. Testemunhas oculares, como os moradores de Guaraí, Constância Noronha Aguiar, Onildo Pereira de Souza e Izabel Dias Silva, compartilharam experiências durante a construção da rodovia, ressaltando os impactos na comunidade. A pesquisa contribui para a comunidade e enriquece o Ensino de História em Guaraí. A experiência com a História Oral destaca a importância da escuta e do estabelecimento de vínculos sociais. Desse modo, o resultado é a proposta de um paradidático de ensino para estudantes do Ensino Médio com o objetivo de transformar a pesquisa em um recurso educacional recorrente nas salas de aula, promovendo uma abordagem investigativa e valorizando as histórias locais.Item Dos balaios às tirinhas: o ensino de história da balaiada por meio dos quadrinhos em Formosa Serra Negra – MA(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) ARRUDA, Daniel Leda deEssa dissertação tem como proposta ampliar as dimensões de Ensino de História da Balaiada com o apoio didático das histórias em quadrinhos na sala de aula, em especial como fonte histórica para problematizar conceitos, temporalidades, sujeitos e espaços, a fim de conectar os estudos em torno da História Regional às reflexões dos discursos e das representações da Balaiada em 2024. Como um percurso analítico e metodológico, os elementos presentes na linguagem dos quadrinhos, como o uso dos balões, os traços dos desenhos e sua intenção cômica ou dramática, servem não apenas como uma reprodução de fatos, mas consequentemente como uma ponte de inquietações para se entender a política imperial oitocentista, revoltas populares, racialidade, classe e gênero. Para isso, foram realizadas experiências em torno da análise e produção de quadrinhos sobre a Balaiada em uma turma de 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Eliza Moreira Ferraz, em Formosa da Serra Negra – MA, destacando aportes metodológicos e teóricos que contribuíram para a criação da série de tirinhas “Balayôs” por parte dos estudantes. Por fim, foi elaborado uma sequência didática contendo abordagens de análise e criação de tirinhas no âmbito do Ensino de História da BalaiadaItem Ensino de história entre agulhas e linhas(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) OLIVEIRA, Tainah Myrene de LimaEsta pesquisa intentou contribuir para o ensino da história local por meio das narrativas de vida das mulheres bordadeiras da Casa dos Bordados Fios & Formas de São João dos Patos – MA. Suas cinco narrativas contestam a visão das mulheres como vítimas e sem capacidade de agência. Ser mulher em situação colonial, em territórios colonizados, tem impacto sobre as subjetividades femininas, assim, entre os desafios enfrentados pelos (as) pesquisadores (as) decolonias está na reconstrução da historiografia a partir da narrativa das mulheres subalternizadas, favorecendo a emergência do protagonismo daquelas que foram apagadas e invisibilizadas pelos relatos dos “vencedores” e pela perspectiva eurocêntrica da história. Tratou-se de colocar em questionamento os paradigmas hegemônicos presentes na pesquisa e no Ensino de História que invisibilizam as mulheres bordadeiras da história da cidade. Para a elaboração da proposta didática partimos do conceito de Interculturalidade Crítica em diálogo com as Pedagogias Decoloniais. As atividades práticas foram realizadas com a turma do segundo ano do ensino médio do Centro Educa Mais Josélia Almeida Ramos. Os roteiros das atividades incluíram a elaboração de biografias das mulheres bordadeiras, as visitas orientadas à Associação Casa dos Bordados Fios & Formas, a participação em oficinas de bordados realizadas na escola e, por fim, o grupo focal para avaliação dessas atividades realizadas. Elas foram organizadas em forma de “Roteiro Didático” que, apresentamos como produto, que servirá para atividades correlatas ou simplesmente de inspiração para outros (as) educadores(as). Enfim, trançar fios, bordar panos e histórias constituiu-se numa rica experiência decolonial, ética e política, para todos (as) envolvidos no processo da pesquisa.Item A concepção de direito político para estudantes do ensino médio a partir dos estudos sobre a Ditadura Civil Militar (1964 a 1985) no ensino de história(Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) COSTA, Rogerio Ferreira daEsta Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História – PROFHISTORIA- da Universidade Federal do Norte do Tocantis – UFNT – Centro de Ciências Integradas de Araguaína, aborda sobre direitos político a partir de uma visão prática sobre liberdade de expressão e exercício da cidadania. O objeto de estudo delimita-se sobre as concepções de alunos/as acerca dos direitos políticos a partir do entendimento apropriado nas aulas de História, de modo específico aulas sobre a Ditadura Civil Militar, evidenciando como essa temática impacta o processo de compreensão sobre os direitos políticos no tocante ao exercício da cidadania. Nessa esteira, objetivou-se, neste estudo analisar a partir da temática Ditadura Civil Militar, as concepções sobre direito político dos alunos de uma turma do ensino médio da escola estadual Centro de Ensino Médio Norma Suely Mendes em Açailândia – MA e as implicações dessas concepções no processo de formação cidadã crítica no âmbito do ensino de História. Para tanto, este estudo, privilegiou como base teórica os pressuposto de Pinsky (2005), Fonseca (2008) e Silva (2020). O estudo enfatiza em sua estrutura que a formação política está articulada a outra significativa finalidade do ensino de História, que é a da formação intelectual (Bittencourt, 2008). Assim, a pesquisa aponta que todos os eventos narrados pela História apregoam um passado que se não forem compreendidos no âmbito dos contextos históricos de luta da sociedade não farão sentido algum para os/as alunos/as, se repetirão ano após anos como conteúdo meramente datado à memorização. Metodologicamente, o estudo se desenvolveu por meio da abordagem qualitativa que permitiu a conjugação de diferentes técnicas para a coleta dos dados, como a técnica de análise documental, questionário com questões abertas que trouxe para este trabalho as concepções de alunos e alunas interlocutores/as sobre direito político, bem como a entrevista semiestruturada para interlocução de professores e coordenadora. A organização dos dados coletados para análise ocorreu pelo método hermenêutico-dialético (MINAYO,2014). Os dados revelam que os/as alunos/as embora definam o que é direito político a partir das aulas de História, se esvaziam das confirmações ou negações da relação com o ensino de História. Nesse sentido, o estudo aponta para uma necessária reflexão acerca da aprendizagem dos alunos em História, no que diz respeito ao estudo do processo histórico de mudanças constantes dos regimes governamentais e as formas como a sociedade civil foi sendo reconhecida, ouvida, nesses regimes no que diz respeito aos seus direitos. Diante disto, o trabalho traz chama atenção ao destacar que precisamos ampliar os debates sobre o caráter político do ensino de História, ao passo em que a educação se faz com pessoas em formação, pessoas que residem, vivem em comunidade e que precisam ter capacidade de raciocínio crítico para seu desenvolvimento amplo intelectual, a fim de não apenas sobreviver na sociedade, mas de viver uma vida plena de direitos e deveres.
