Lesbofobia e Identidades de mulheres lésbicas egressas da UFNT
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Data
2026
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Universidade Federal do Norte do Tocantins
Resumo
Esta pesquisa analisa as experiências de mulheres lésbicas por meio da Metodologia da História Oral (Portelli,1997), com procedimentos de história de vida, buscando compreender como se constroem suas identidades e como enfrentam a lesbofobia em diferentes contextos sociais e familiares. As narrativas de Nathalia Évora, Ismênia Fenelon e Ana Rosa Carvalho revelam trajetórias singulares, mas atravessadas por pontos de convergência, como a violência simbólica, a heterossexualidade compulsória e a invisibilidade das lesbianidades. A infância aparece como momento de tensão entre vivências pessoais e o olhar social, evidenciando como a performatividade de gênero (Butler, 2003) e os discursos normativos moldam a autoimagem lésbica. A ausência de representações positivas, apontada por Hall (2016) e Portinari (1989), reforça o apagamento histórico, enquanto a fetichização da lesbianidade, discutida por Navarro-Swain (2000), revela a persistência da misoginia e da dominação masculina (Bourdieu, 1999). Ao mesmo tempo, as narrativas mostram resistência e afirmação identitária, indicando que as lesbianidades são vividas como prática de subversão e de construção de novas formas de visibilidade.
Descrição
Palavras-chave
lesbianidades, lesbofobia, identidade, violência simbólica, heterossexualidade compulsória
Citação
PAIVA, Míria Silva. Lesbofobia e Identidades de mulheres lésbicas egressas da UFNT.2026.29f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína, 2026.
