Reflexos socioambientais do gerenciamento de resíduos sólidos realizado no município de Tocantinópolis

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Data

2026

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Universidade Federal do Norte do Tocantins

Resumo

O presente trabalho analisou a disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos e a crônica ausência de planejamento por parte do poder público local em Tocantinópolis (TO). Diante de um cenário em que a postura governamental negligencia abertamente as diretrizes e metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei no 12.305/2010), a investigação partiu do seguinte problema de pesquisa: Qual a percepção dos moradores dos povoados Olho D’água e Mangal em relação aos impactos socioambientais gerados pelo lixão? Para responder a essa questão, o objetivo geral deste estudo foi analisar como os moradores dos povoados Olho D’água e Mangal percebem e interpretam os impactos socioambientais do lixão municipal, que se encontra em operação contínua desde o ano de 1985. Do ponto de vista metodológico, o estudo adotou uma abordagem qualitativa de natureza aplicada. Utilizou-se o método fenomenológico como eixo orientador, o que permitiu capturar, descrever e compreender a essência das vivências, angústias e interpretações dos atores sociais diretamente afetados pela proximidade do depósito de resíduos. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas e observação direta em campo, buscando dar voz a uma população historicamente invisibilizada pelas esferas de poder. Os resultados da investigação evidenciaram um cenário de vulnerabilidade extrema. Os moradores relataram a proliferação de vetores de doenças, episódios frequentes de queima de lixo com emissão de fumaça tóxica, contaminação visual e odor fétido constante, além do receio latente quanto à contaminação do solo e dos recursos hídricos. Diante disso, manifestou-se a urgência inequívoca do encerramento definitivo das atividades do lixão. Ficou clara a necessidade premente de o município cumprir o seu Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), viabilizando os consórcios intermunicipais ou investimentos diretos para a implantação de um aterro sanitário tecnicamente adequado. Outrossim, a omissão e a negligência estatal perpetuam graves riscos à saúde pública e aceleram a degradação dos ecossistemas locais. Torna-se imperativo, portanto, que as políticas públicas de saneamento básico e gestão de resíduos deixem o plano teórico e sejam efetivamente implementadas na região, garantindo a justiça ambiental, a dignidade humana e a qualidade de vida das comunidades adjacentes.

Descrição

Palavras-chave

Política Nacional de Resíduos Sólidos, Fenomenologia, Impactos Socioambientais, Saúde Pública, Tocantinópolis.

Citação

SOUSA, Carlos Antonio Oliveira. Reflexos socioambientais do gerenciamento de resíduos sólidos realizado no município de Tocantinópolis. 2026. 84 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Geografia) – Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína, 2026.

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