A relação intercultural do povo Apinajé no Centro de Educação, Humanidades e Saúde (CEHS) da Universidade Federal Norte do Tocantins (UFNT).

dc.contributor.authorSILVA, José James Torres da
dc.date.accessioned2026-01-22T18:14:08Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractDurante a década de 1980, em 1985, os indígenas do povo Apinajé, inauguraram o início do processo de conquista de direitos com a demarcação das Terras Indígenas Apinajé, ao soma-se também a luta por direitos específicos, como a saúde e educação diferenciada. Nessa tendência de conquista de direitos, posteriormente ocorre a mobilização de parte da sociedade reivindicando a entrada e permanência dos indígenas no sistema de ensino, em nível superior, contemplando paulatinamente os anseios dos povos indígenas, que lutaram e contribuíram para a elaboração de políticas e outras ações que visam atender a demanda dessas pessoas, que foram resistentes à exclusão do processo educacional colonial. A partir da implementação das ações afirmativas e das políticas de inclusão, dando as condições de acesso e permanência de tais povos no âmbito das Instituições de Ensino Superior, com a aplicação da Lei 12.711/2012 (Brasil, 2012), os indígenas passaram a ocupar seu espaço no ensino superior com maior visibilidade. O presente estudo pretende se debruçar sobre os arranjos produzidos na relação intercultural do povo Apinajé na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), Centro de Humanidades, Educação e Saúde (CEHS), em Tocantinópolis (TO), com destaque para o processo de entrada e permanência no ensino superior. Quanto à metodologia, inicialmente adotou-se a revisão bibliográfica, posteriormente utilizou-se da história oral valendo- se de referências do povo Apinajé. A partir da reflexão alcançada, nota-se que, além das políticas existentes, é necessário explorar com mais rigor, dentro do campo universitário, outras atividades culturais que valorizem e reconheçam os saberes dos povos tradicionais, para mantê-los firmes dentro da universidade. Entendemos o estreitamento na relação do povo Apinajé com a UFNT como estratégia de enfrentamento e posicionamento. Os sujeitos pertencentes ao grupo étnico têm adentrado o espaço universitário, que, até outrora, lhe era negado fazer parte, na perspectiva de dispor de alicerce para enfrentar as disputas de narrativas com o saber hegemônico, que está organizado institucionalmente. Percebe-se, assim, que através da relação estabelecida com a universidade, o povo Apinajé tem conseguido fortalecer o vínculo étnico, e com isso, os/as estudantes indígenas têm assumido posições de destaque na comunidade, como liderança, ocupando cargos institucionais e representativos, transformando-se em referências de resistências dentro do território.
dc.identifier.citationSILVA, José James Torres da. A relação intercultural do povo Apinajé no Centro de Educação, Humanidades e Saúde (CEHS) da Universidade Federal Norte do Tocantins (UFNT). 2025. 156f. Dissertação (Mestrado em Estudos de Cultura e Território) – Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína, 2025.
dc.identifier.urihttps://solaris.ufnt.edu.br/handle/123456789/539
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Norte do Tocantins
dc.subjectApinajé. Saberes do Povo. Ensino Superior.
dc.titleA relação intercultural do povo Apinajé no Centro de Educação, Humanidades e Saúde (CEHS) da Universidade Federal Norte do Tocantins (UFNT).
dc.typeOther

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