Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura e Território - PPGCult

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O Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território (PPGCult), oferecido no Centro de Ciências Integradas de Araguaína (UFNT), é um curso presencial de pós-graduação stricto sensu reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação. Está inserido na Área Interdisciplinar procurando construir um diálogo com diversas áreas do conhecimento, e tem como objetivo produzir investigações de caráter interdisciplinar sobre a relação entre cultura e território. A proposta do mestrado é construir objetos de investigação interdisciplinares em torno da relação cultura e território, bem como reconhecer os pressupostos éticos e políticos da pesquisa científica e do saber produzidos no âmbito da Universidade. Também devem estar aptos ao diálogo entre disciplinas, saberes e sujeitos de diversas procedências sociais, bem como ser capazes de desenvolver projetos interdisciplinares de relevância social que impulsionem a mudança social com vistas a participações mais igualitárias do poder.

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Resultados da Pesquisa

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    Os quilombos da Romaria: linha do tempo, protagonistas e instituições.
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2022) BORGES, Manoel Filho
    Esta pesquisa tem por objetivo apresentar as comunidades quilombolas formadas através de romarias em Muricilândia, retratando a linha do tempo, apresentando os protagonistas das formações, bem como descrevendo as instituições criadas por elas. Essas comunidades são a Comunidade Quilombola Dona Juscelina e a Comunidade Quilombola Dona Domicília, inseridas na sede de Muricilândia (TO) e no Povoado de Cocalândia, distrito daquele município. A metodologia utilizada compõe-se de pesquisas documental, bibliográfica e de entrevista etnográfica. A partir das fontes construímos a linha do tempo das comunidades e narramos a trajetória das lideranças iniciais e atuais das duas comunidades, com o foco no Conselho Griô da Comunidade Quilombola Dona Juscelina.
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    Agroecologia quilombola: saber e olhar das mulheres e dos homens da comunidade quilombola Ilha de São Vicente Araguatins – TO.
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) ROCHA, Jorlando Ferreira.
    O presente trabalho tem como objetivo compreender a função da agroecologia como uma ferramenta na luta pelo território do quilombo da Ilha de São Vicente, destacando sua integração nas práticas produtivas e na rotina diária da comunidade, sendo assim, um elemento de resistência e sobrevivência das famílias quilombolas. Além disso, busca-se analisar as práticas agroecológicas e a divisão de tarefas entre homens e mulheres e como estas fortalecem a valorização do comum dentro do território. Para viabilizar esta compreensão, fomos até a comunidade realizar visitas às famílias, aplicar questionários, registrar imagens de homens e mulheres em seus trabalhos diários. Os resultados aqui apresentados através das falas e imagens mostram o quanto homens e mulheres estão envolvidos em diversas atividades, as atividades agroecológicas são realizadas, tanto por mulheres, quanto por homens, as atividades domésticas como lavar roupas, preparar alimentação são realizadas mais pelas mulheres e as atividades que demandam maior força física ou certas habilidades como tirar palha da palmeira babaçu, carregar madeiras, cobrir casa são realizadas pelos homens do território.
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    Práticas interculturais e trajetórias socioespaciais dos/as alunos/as indígenas Apinajé na Universidade Federal do Norte do Tocantins – UFNT do Centro de Educação, Humanidade e Saúde em Tocantinópolis
    (2023) FARIAS, Marcos da Silva
    A presente pesquisa tem por objetivo analisar as trajetórias socioespaciais, e práticas interculturais dos/as estudantes indígenas Apinajé na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) no território acadêmico da cidade de Tocantinópolis (TO). Parto da pesquisa qualitativa, utilizando entrevistas para obter a narrativa e observar as trajetórias socioespaciais dos/as acadêmicos/as indígenas Apinajé. O fato observado que nos últimos anos os/as alunos/as indígenas Apinajé, passaram a ocupar espaços acadêmicos do campus de Tocantinópolis (TO). Situo o referencial teórico, pautando a decolonialidade, como prática de educação transformadora, através dos seguintes teóricos: Mignolo (2003) e Quijano (2005) e nos estudos interdisciplinares pautados na cultura, trajetórias socioespaciais e território através dos seguintes estudiosos: Pombo (2004), Bhabha (1998), Cirqueira (2008) e Saquet (2007). Por meio da pesquisa bibliográfica, ficam nítidas as mudanças sociais, territoriais, educacionais e culturais da etnia Apinajé ao longo dos contatos interétnicos, pois a inserção desse povo na educação superior mostra as novas trajetórias socioespaciais que essa etnia vem estabelecendo nas últimas décadas. Sendo assim a principal problemática que este trabalho alude é compreender como são construídas as práticas interculturais e trajetórias socioespaciais dos/as discentes indígenas Apinajé na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT).
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    Agroecologia quilombola: saber e olhar das mulheres e dos homens da comunidade quilombola ilha de São Vicente Araguatins –TO
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) ROCHA, Jorlando Ferreira
    O presente trabalho tem como objetivo compreender a função da agroecologia como uma ferramenta na luta pelo território do quilombo da Ilha de São Vicente, destacando sua integração nas práticas produtivas e na rotina diária da comunidade, sendo assim, um elemento de resistência e sobrevivência das famílias quilombolas. Além disso, busca-se analisar as práticas agroecológicas e a divisão de tarefas entre homens e mulheres e como estas fortalecem a valorização do comum dentro do território. Para viabilizar esta compreensão, fomos até a comunidade realizar visitas às famílias, aplicar questionários, registrar imagens de homens e mulheres em seus trabalhos diários. Os resultados aqui apresentados através das falas e imagens mostram o quanto homens e mulheres estão envolvidos em diversas atividades, as atividades agroecológicas são realizadas, tanto por mulheres, quanto por homens, as atividades domésticas como lavar roupas, preparar alimentação são realizadas mais pelas mulheres e as atividades que demandam maior força física ou certas habilidades como tirar palha da palmeira babaçu, carregar madeiras, cobrir casa são realizadas pelos homens do território.
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    Documentário Tocantins rio afogado: paisagens e relatos numa produção fílmica
    (2023) SILVA, Diogo Pereira da
    Este trabalho procura discutir as representações narrativas do filme Tocantins Rio Afogado, produzido em 2005 pelos cineastas Hélio Brito e João Luís Neiva Brito. Procuraremos analisar as imagens presentes no filme a partir da categoria de representação e paisagem do autor Stuart Hall, Denis Cosgrove e Giuliana Andreotti. No intuito de problematizar a mobilização de sentidos nesta narrativa cinematográfica fílmica, consideramos que o cinema documentário é linguagem artística. O diálogo para compreensão e ou aproximação da cognição de documentário, discutiremos através dos compilados teóricos em Bill Nicholls (2005). As representações dos sujeitos, estilos de vida, paisagens e as problematizações sobre os sentidos presentes nas imagens, utilizaremos da perspectiva de Stuart Hall (2002, 2006) a partir da semiologia com o conceito de representação, além da construção de paisagem no entendimento político de Cosgrove (1984, 2008, 2012) e paisagens culturais em Andreotti (2010, 2012, 2016). A perspectiva metodológica, para a análise da narrativa fílmica audiovisual do Documentário Tocantins Rio Afogado é norteada pela visão da semiologia discutida por Hall e tem a articulação do método de contraste proposto em Diana Rose (2007), onde ela propõe a realização da seleção, transcrição e análise de cenas que resultem em interpretações diversas por meio de representações de sentidos. Neste propósito buscaremos entender quais as representações presentes nas narrativas dos ribeirinhos bem como nas cenas selecionadas da produção fílmica Tocantins Rio Afogado.
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    Dasĩpê uma das festas tradicionais do povo Akwẽ-Xerente
    (2023) XERENTE, Aparecida Pereira da Silva
    Este trabalho tem o objetivo principal de registrar a forma tradicional de realizar a festa Dasĩpê, passando para as novas gerações a importância de resgatar e preservar nosso modo tradicional de viver. A palavra Dasipê significa a festa tradicional, do povo Akwẽ-Xerente. Nesta perspectiva é que foi realizado este trabalho de mestrado junto ao meu povo, indígenas Xerente, autodenominados povo Akwẽ-Xerente. Somos uma das oito etnias que vivem no Estado do Tocantins e habitamos a região central deste, na margem direita do rio Tocantins, no município de Tocantínia, a 75 km de Palmas do estado do Tocantins. A pesquisa é qualitativa, de natureza interdisciplinar sobre cultura e território, vários autores embasaram este estudo especialmente autores e autoras indígenas, recorrendo a história oral por meio de entrevistas com anciãos e da observação participante. As ferramentas foram entrevistas realizadas com roteiros semiestruturados e gravadas, para registro e reflexão sobre o processo de realização de Dasĩpê. Esta atividade tradicional do povo Akwẽ-Xerente, a Festa do Dasĩpê na maioria das vezes acontece no mês de julho de cada ano e, uma vez ou outra pode ser realizada no mês de abril, com duração em média de 15 dias. A pesquisa foi realizada na aldeia Salto-Kripre em 2021 e na aldeia Morrão-Wdêkrẽkwasahu em 2022, onde os responsáveis pela festa cultural são os líderes das aldeias anciões e caciques. No decorrer da festa Dasĩpê várias atividades são desenvolvidas, dentre elas: ritual de nomeação masculino e feminino; corrida de Toras Pequena e Grande; pinturas corporais com ornamentações e adereços, danças culturais e cantorias e, para finalizar a festa, são preparadas e servidas comidas típicas. Por meio destes estudos podemos reforçar a importância da transmissão dos saberes que foram registrados de forma oral, em diálogos com os anciãos, anciãs e algumas lideranças e colaborar para manter as nossas tradições cerimoniais, a nossa cultura e nossas raízes para as gerações futuras.
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    Os Quilombos da Romaria: linha do tempo, protagonistas e instituições
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2022) BORGES, Manoel Filho
    Esta pesquisa tem por objetivo apresentar as comunidades quilombolas formadas através de romarias em Muricilândia, retratando a linha do tempo, apresentando os protagonistas das formações, bem como descrevendo as instituições criadas por elas. Essas comunidades são a Comunidade Quilombola Dona Juscelina e a Comunidade Quilombola Dona Domicília, inseridas na sede de Muricilândia (TO) e no Povoado de Cocalândia, distrito daquele município. A metodologia utilizada compõe-se de pesquisas documental, bibliográfica e de entrevista etnográfica. A partir das fontes construímos a linha do tempo das comunidades e narramos a trajetória das lideranças iniciais e atuais das duas comunidades, com o foco no Conselho Griô da Comunidade Quilombola Dona Juscelina.
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    Os cuidadores do comum: a institucionalização do conselho de griô na comunidade quilombola dona Juscelina
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2023) SANTOS, Kamila Ferreira dos
    Neste trabalho, a partir do diálogo entre pensamento acadêmico e quilombola, procuramos entender como o Conselho Griô se constitui dentro da comunidade a partir da formalização, através do Conselho, da lógica cultural de respeito aos mais velhos, reconhecidos como os detentores da experiência e dos saberes e, assim, do poder. Essa instituição, organizada a partir do comum como princípio político, é formalizada no momento em que a comunidade busca reconhecimento por parte do Estado como comunidade quilombola e, para isso, cria a associação. A metodologia utilizada é o cruzamento de história oral e pesquisa documental. Usaremos as narrativas orais dos griôs bem como documentos escritos do Conselho e da Associação. A pesquisa mostrou que o Conselho funciona dentro da comunidade como cuidador do comum, sendo responsável pela mobilização constante da comunidade em torno da valorização de seu passado, de sua cultura e da formação das futuras gerações através dos jovens griôs. No centro desse processo está o comum como princípio político, mas que é nomeado através do pensamento quilombola como galho, um termo local para mobilização da ancestralidade enquanto conexão entre passado, presente e futuro.