Programa de Pós-graduação em Demandas Populares e Dinâmicas Regionais - PPGDire

URI permanente para esta coleçãohttps://solaris.ufnt.edu.br/handle/123456789/78

O PPGDire é um curso de pós-graduação stricto sensu em nível de mestrado acadêmico, presencial e reconhecido pelo CAPES/MEC, com nota 3 na última avaliação. Visa desenvolver estudos interdisciplinares sobre populações vulneráveis urbanas e/ou rurais da região norte do país. Os egressos são capacitados para analisar as demandas populares e dinâmicas regionais de forma interdisciplinar.

Navegar

Resultados da Pesquisa

Agora exibindo 1 - 10 de 26
  • Item
    Desenvolvimento intra-urbano desigual: uma leitura sobre os indicadores das unidades básicas de saúde da cidade de Araguaína/Tocantins
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) ARRIVABENE, Patrick andrade
    As desigualdades socioeconômicas que marcam a sociedade brasileira manifestam- se de forma evidente também no espaço urbano, onde condições desiguais de infraestrutura, serviços e oportunidades se traduzem em modos diferenciados de viver e de adoecer. Compreender como essas disparidades se articulam à organização territorial da Atenção Primária em Saúde (APS) torna-se fundamental, sobretudo porque as Unidades Básicas de Saúde (UBS) constituem o principal elo entre a população e o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a homogeneidade ou não dos indicadores sociodemográficos nos territórios de saúde das UBS de Araguaína/TO, considerando a perspectiva do desenvolvimento intra-urbano desigual. Para isso, foram definidos como objetivos específicos: (i) examinar a constituição das áreas de abrangência das UBS, relacionando número de residências, habitantes, bairros atendidos e porte das unidades; (ii) identificar zonas de vulnerabilidade socioespacial a partir do cruzamento dos indicadores; e (iii) localizar áreas de concentração e rarefação sociodemográfica que expressem contradições na rede local de saúde. Esses objetivos respondem à pergunta de pesquisa: Como se comportam os indicadores sociodemográficos nos territórios de saúde das UBS de Araguaína, considerando a dinâmica intra-urbana desigual da cidade? O aporte teórico fundamentou-se nas concepções de território de Raffestin, Santos e Haesbaert, compreendendo-o como construção social e espaço de relações de poder; nas abordagens de saúde urbana; e nos Determinantes Sociais da Saúde (DSS), que permitem relacionar vulnerabilidades sociais, condições ambientais e organização dos serviços. Metodologicamente, a pesquisa adotou o método dialético, articulando processos sociais e espaciais; o método estatístico, por meio da tabulação e análise de dados secundários; e o método observatório, com registros fotográficos dos territórios. Os dados foram obtidos junto à Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), compilados em planilhas e sistematizados por territórios de UBS. Os resultados mostraram que Araguaína apresenta expressivas desigualdades intra-urbanas, evidenciadas por diferenças na infraestrutura urbana, escolaridade, renda, composição racial, padrões habitacionais e dinâmica de ocupação. Territórios periféricos e rurais, como os vinculados às UBS Manoel dos Reis, Ponte, Novo Horizonte e Bairro de Fátima, concentram maiores vulnerabilidades, enquanto áreas centrais e consolidadas, como as da UBS José Ronaldo e Dr. Francisco, exibem melhores condições socioespaciais. Embora os dados não permitam mensurar diretamente o acesso efetivo aos serviços, evidenciam desigualdades que moldam as possibilidades de uso da APS e expressam a relação entre território, saúde e desenvolvimento urbano.
  • Item
    ARRANJOS PRODUTIVOS INTERROMPIDOS EM BABAÇULÂNDIA/TO: modos de individuação do sujeito pelo Estado
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SILVA, Islana barbosa da
    A construção de grandes empreendimentos hidrelétricos, como a Usina Hidrelétrica (UHE) de Estreito, gera grandes impactos, afetando diretamente as condições de vida e de trabalho das comunidades locais. Considerando essa premissa, nesta dissertação, analisamos, sob a ótica da Análise do Discurso, as discursivizações e os modos de individuação de sujeitos pertencentes aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) interrompidos pela formação do reservatório da UHE em Babaçulândia, Tocantins. Os sujeitos entrevistados são ex-barqueiros, ex-barraqueiros, ex-oleiros, ex-vazanteiros e ex-quebradeiras de coco. Inscritos em uma abordagem qualitativa, a pesquisa baseou-se em entrevistas semiestruturadas, utilizando a técnica de amostragem bola de neve para seleção dos participantes. Os áudios das entrevistas foram transcritos, de onde foram recortadas sequências discursivas (SD); no total foram realizadas 10 entrevistas. A análise tomou como ponto de partida as sequências discursivas para a compreensão de como os sujeitos pertencentes aos APLs significam os impactos advindos da formação do reservatório. Os resultados revelam processos de subjetivação marcados pela ruptura das condições materiais de produção, formações discursivas que contrastam a memória de um passado de autonomia produtiva e de abundância com um presente marcado pela precariedade, pela dependência e pela experiência de injustiça. A análise evidencia diferentes processos discursivos de modos de individuação frente à perda. Concluímos que a interrupção dos APLs desencadeou processos de individuação, marcados pela falha ou pela falta do Estado, moldando as posições-sujeito e as formas como esses indivíduos significam suas trajetórias e resistem ou se resignam diante das transformações impostas. A pesquisa contribui com a compreensão da discursividade subjetiva dos impactos de grandes projetos por meio da AD
  • Item
    Um estudo discursivo sobre os arranjos produtivos locais alterados em Babaçulândia/Tocantins
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SILVA, Midian Ferreira dos Santos
    Neste trabalho, temos como objetivo analisar, discursivamente, a configuração dos arranjos produtivos locais dos pescadores e do apicultor no município de Babaçulândia, estado do Tocantins, antes e depois da formação do lago da Usina Hidrelétrica de Estreito (UHE). Trata-se de pensar, portanto, nos modos de vida e de fazer desses trabalhadores quando havia o rio e, depois, com a transformação deste em lago, considerando a constituição dessa Usina, A pesquisa está inserida no campo da Análise de Discurso (AD) de base materialista, articulando conceitos como formação discursiva, sujeito, território e prática socioespacial da resistência. Parte-se do pressuposto de que a construção da hidrelétrica gerou impactos significativos nas práticas produtivas, exigindo dos trabalhadores novas formas de adaptação e de permanência em seus arranjos produtivos locais. A metodologia envolveu entrevistas com roteiro semiestruturado, realizadas com 08 pescadores e um apicultor local, além de análise documental. O método de análise é o materialismo histórico-dialético, pois buscamos perseguir as condições de produção dos modos de vida e de fazer dos trabalhadores entrevistados. As análises partiram de sequências discursivas (SD) recortadas das transcrições feitas dos áudios das entrevistas realizadas por nós. Os resultados evidenciaram que, mesmo diante dos efeitos provocados pela transformação do rio em lago, o quê implicou mudanças nos modos de vida e de fazer desses trabalhadores, eles construíram processos de ressignificação de suas atividades, preservando práticas produtivas que se constituem também como forma de resistência e (re)construção de identidade territorial. Concluímos que as práticas produtivas, em Babaçulândia/TO, não apenas persistem, como também revelam uma dinâmica de luta simbólica por reconhecimento e por pertencimento ao território historicamente vivido.
  • Item
    Uma análise das atas do Conselho Estadual de Alimentação Escolar (CAE) do Tocantins pela via das políticas públicas: as (in)ações sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) SILVA, Maria Do Socorro
    O objetivo desta pesquisa é analisar as atas do Conselho Estadual de Alimentação Escolar do Tocantins (CAE-TO), realizadas entre 2013 e 2023, e identificar como as decisões registradas refletem ou restringem as liberdades substantivas e instrumentais dos estudantes, em conformidade com a teoria do desenvolvimento como liberdade de Amartya Sen. A metodologia adotada foi a análise de conteúdo, com base em Bardin (2016), aplicando uma categorização estruturada que inclui segurança alimentar, educação de qualidade, governança, accountability e participação comunitária. Foram analisadas 74 atas, que documentaram as discussões e deliberações do CAE-TO, evidenciando desafios como burocracia, falta de recursos e falhas na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Os resultados indicam que, embora o CAE-TO tenha buscado promover a segurança alimentar e o bem-estar dos estudantes, há necessidade de melhorias na governança e na capacitação dos conselheiros para assegurar a eficácia das políticas públicas de alimentação escolar. As conclusões sugerem recomendações para aprimorar a atuação do CAE-TO e alinhar suas práticas aos princípios de desenvolvimento humano sustentável.
  • Item
    Uso da terra e cobertura vegetal no assentamento Vera Cruz/Maranhão: subsídios à produção de alimentos e à soberania alimentar
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) REIS, Graciany Costa dos
    A presente dissertação analisou o uso da terra e a cobertura vegetal no assentamento Vera Cruz, localizado no município de Grajaú, Maranhão, destacando as estratégias camponesas de produção de alimentos e a promoção da soberania alimentar. O estudo parte da compreensão da paisagem como um sistema dinâmico e indissociável entre natureza e sociedade, conforme a abordagem de Bertrand (2004), e do território como condição, meio e produto das práticas sociais, conforme Santos (2006). Adotou-se como base metodológica o materialismo histórico- dialético, permitindo interpretar as contradições e transformações que permeiam o espaço agrário. A pesquisa foi conduzida por meio de uma abordagem quali- quantitativa, exploratória e descritiva, com o uso de levantamento bibliográfico, análise documental, aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas com os assentados, além de técnicas de geoprocessamento para o mapeamento do uso da terra e cobertura vegetal entre 2015 e 2025. Os resultados indicaram que o assentamento Vera Cruz é caracterizado por uma paisagem híbrida, onde áreas de vegetação nativa coexistem com espaços degradados pelo uso intensivo da terra. A produção agrícola é diversificada, com predomínio de mandioca, arroz, feijão, milho, hortaliças e frutíferas, majoritariamente destinadas ao autoconsumo, evidenciando a lógica da agricultura camponesa e sua contribuição para a soberania alimentar local. As entrevistas revelaram sentimentos ambíguos entre esperança e frustração, associados às condições precárias de infraestrutura, falta de assistência técnica, envelhecimento da população e ausência de políticas públicas efetivas. As mulheres assumem papel central na produção de alimentos, especialmente no cultivo de hortaliças, frutíferas e feijão, reafirmando sua importância na preservação de saberes tradicionais e na reprodução da vida no campo. Conclui-se que a soberania alimentar no assentamento depende da valorização das práticas agroecológicas, da preservação da biodiversidade e do fortalecimento das políticas públicas voltadas à agricultura camponesa. A pesquisa confirma que o objetivo proposto foi alcançado, ao demonstrar como as estratégias camponesas articulam resistência, identidade e sustentabilidade em um contexto de desafios estruturais. Além de contribuir empiricamente para o debate sobre reforma agrária, soberania alimentar e paisagem rural, este trabalho tem relevância especial por ser a primeira dissertação do Programa de Pós-Graduação em Demandas Populares e Dinâmicas Regionais a ser desenvolvida no estado do Maranhão, constituindo-se como referência para futuras investigações sobre os assentamentos rurais do bioma Cerrado maranhense.
  • Item
    Desenvolvimento desigual e bancarização na região de influência imediata de Araguaína - TO.
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) BORGES, Paula regis dias
    O estudo se justifica pela necessidade de entender como a concentração de agências bancárias nos centros urbanos e a ausência de infraestrutura bancária nos municípios menores contribuem para a exclusão financeira e o desenvolvimento desigual. A hipótese central é que a falta de acesso aos serviços bancários básicos, como a possibilidade de realizar saques, segrega a população e força os moradores a se deslocarem para outros municípios em busca de produtos e serviços financeiros. Esse deslocamento gera consequências negativas, como a redução da movimentação econômica nos municípios de origem e o mascaramento das informações sobre as movimentações financeiras locais. Além disso, a ausência de serviços bancários impede a geração de empregos locais, perpetuando as desigualdades socioeconômicas. Metodologicamente, empregou-se a observação direta e a análise dos dados coletados durante as visitas aos municípios. A teoria do desenvolvimento desigual, conforme discutida por David Harvey e Milton Santos, foi fundamental para compreender como a concentração de serviços bancários nos centros urbanos e a exclusão financeira nos municípios menores refletem e reforçam as desigualdades regionais. Os resultados e conclusões expõem que a inclusão financeira é um fator crucial para o desenvolvimento regional e a redução das desigualdades sociais. A análise revelou que a concentração de serviços bancários nos centros urbanos e a exclusão financeira nos municípios menores evidenciam a necessidade de políticas públicas que promovam a equidade no acesso aos serviços financeiros. Investimentos em infraestrutura bancária, letramento financeiro e tecnologias que viabilizem o acesso digital são essenciais para alcançar uma inclusão financeira mais ampla e justa. Em suma, a pesquisa sugere que melhorar o acesso aos serviços financeiros pode contribuir para a redução de desigualdades sociais e para o fortalecimento do desenvolvimento regional. Futuras investigações devem ampliar o escopo da pesquisa, envolvendo mais municípios e utilizando abordagens metodológicas diferentes, a fim de obter uma visão mais completa sobre os desafios e as possibilidades de avanço na bancarização em diferentes contextos urbanos e rurais.
  • Item
    A infância ribeirinha que perdeu o rio: crianças amazônidas de Babaçulândia atingidas pela usina hidrelétrica de Estreito.
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SOUSA, Cimara leite de
    O presente trabalho objetiva compreender a infância das crianças descendentes dos ribeirinhos da ilha de São José realocados no reassentamento Baixão no município de Babaçulândia- TO em função do deslocamento forçado pela barragem da UHE de Estreito. Para tanto, foram realizadas entrevistas com cinco antigos moradores da ilha e quatro professores que exerceram função na escola da localidade, bem como oito crianças do Baixão realizadas por meio da produção de desenhos e suas significações. As entrevistas foram analisadas sob a luz da dinâmica dos contextos ambientais apresentada por Urie Bronfenbrenner – e avaliados por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin –, com o auxílio do software WebQDA. A partir dos resultados chegou-se a três categorias temáticas: i) Infâncias; ii) Infância e natureza morta; iii) Macrossistema. O primeiro descreve como era a infância ribeirinha no ambiente da ilha. O segundo os desafios enfrentados pela população em seu novo local de vivência e como estes afetam infância. O terceiro versa sobre os instrumentos de domínio e força utilizados para impedir que os moradores acessem seus direitos. Os desenhos foram analisados considerando a técnica do Instrumento Gerador de Mapas Afetivos (IGMA) proposto por Bomfim. Os resultados alcançados por meio da narrativa das crianças revelaram sentimentos potencializadores, despotencializadores e mistos em relação ao reassentamento Baixão e ilha de São José. De modo geral, concluiu-se que, a construção da usina alterou de maneira significativa o contexto infantil dos descendentes dos ribeirinhos. Notou-se que a mudança para um ambiente sem acesso ao rio limitou a compreensão das crianças em relação a amplitude geográfica do rio o que marca uma transição ecológica, na qual, os filhos dos ribeirinhos, se apresentam como a primeira geração familiar que não se identificam como tal. O fim da infância ribeirinha das famílias estudadas é um dano social e subjetivo que nenhuma análise de impacto social e psicológico havia previsto.
  • Item
    Planejamento urbano e desenvolvimento desigual para a primeira infância na região de influência imediata de Araguaína.
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) LIMA, Mariana coelho
    Este trabalho discute a importância do planejamento urbano voltado para a primeira infância, que abrange o período de 0 a 6 anos de idade, reconhecido como a "janela de oportunidades". Essa fase exige investimentos significativos para assegurar cuidados, atenção e proteção, aspectos fundamentais para o crescimento saudável da criança, além de promover seu desenvolvimento físico, cognitivo, psicoafetivo, social e cultural. O objetivo geral deste estudo foi analisar as condições e o planejamento urbano para a primeira infância na Região de Influência Imediata de Araguaína. Para isso, foram considerados indicadores sociais relacionados a aspectos como população, saúde, educação, saneamento básico, meio ambiente e espaços de socialização em praças e orlas. A pesquisa incluiu a coleta e análise de dados secundários por meio de informações de documentos oficiais de órgãos reconhecidos, como IBGE (2023), PROADESS (2020), RNPI (2020), Primeira Infância Primeiro (2020) e INFOSANBAS (2022). Também foi realizada uma análise de dados primários, utilizando um protocolo de observação baseado em URBAN95 (2023), ITDP (2020), Cruz (2022), NBR 10152 (2017), NBR 9050 (2015) e Brasil (2019), além da criação de um relatório fotográfico focado nas infraestruturas de lazer, equipamentos comunitários e espaços públicos urbanos. Nesse sentido, este estudo ressalta seu caráter interdisciplinar ao integrar conhecimentos de diversas disciplinas, incluindo sociologia, para compreender as dinâmicas sociais; psicologia, para compreender a importância do desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças na primeira infância; urbanismo, para analisar o planejamento e a configuração dos espaços urbanos; e engenharia, para garantir a viabilidade e a segurança das infraestruturas destinadas à infância. Portanto, a pesquisa utiliza a Teoria do Desenvolvimento Desigual Geográfico e Combinado de Trotsky (2017a; 2017b) e Harvey (2009), que explora as interações complexas entre fatores sociais, econômicos e políticos nos municípios estudados. Dessa forma, os resultados da pesquisa indicam uma precariedade nas condições de vida da primeira infância na Região de Influência Imediata de Araguaína, especialmente em relação ao acesso à saúde, educação, saneamento básico, preservação ambiental e espaços de socialização. A análise dos indicadores sociais revelou desigualdades geográficas e combinadas, evidenciando que Araguaína, sendo uma cidade média com mais recursos, apresenta melhores resultados em comparação com municípios de menor porte e recursos limitados. Além disso, a pesquisa destacou a necessidade de um planejamento urbano mais inclusivo e adequado, que considere as especificidades das crianças e suas famílias. A observação das infraestruturas de lazer e dos equipamentos comunitários revelou que os espaços visitados apesar de ter destaque (Darcinópolis e Nova Olinda) ainda não são em sua totalidade adequados ou acessíveis para a primeira infância, limitando as oportunidades de socialização e desenvolvimento. Esses achados sugerem a urgência de políticas públicas que priorizem o investimento em infraestrutura e serviços voltados para a primeira infância, promovendo um ambiente mais seguro, acolhedor e estimulante para o desenvolvimento das crianças na região.
  • Item
    Avaliação da política pública de aceso ao transporte sanitário de pacientes em Araguaína - TO
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2025) SILVA, eduardo cunha da
    Esta dissertação analisa a política pública de acesso ao transporte sanitário no município de Araguaína, Tocantins, renovada em 2021, considerando sua relevância na ampliação do acesso aos serviços de saúde. O estudo investiga as condições de oferta e utilização desse serviço, bem como sua efetividade na garantia do direito à saúde, a partir da experiência dos usuários e da perspectiva dos gestores. Para isso, a pesquisa adota uma abordagem mista, combinando métodos qualitativos e quantitativos. A análise baseia-se em revisão bibliográfica, levantamento de dados secundários e entrevistas, possibilitando uma compreensão abrangente dos desafios e potencialidades da política. O referencial teórico fundamenta-se no estudo das políticas públicas e no conceito de desenvolvimento como liberdade, conforme proposto por Amartya Sen, ressaltando a relação entre mobilidade, equidade social e saúde pública. Os resultados evidenciam desafios na operacionalização do transporte sanitário, incluindo limitações na infraestrutura, dificuldades na articulação entre os níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e a necessidade de aprimoramento no planejamento para atender à demanda crescente. Além disso, a judicialização da saúde surge como um fator significativo na solicitação do serviço, refletindo lacunas na efetivação do direito à saúde. Conclui-se que, embora o transporte sanitário desempenhe um papel fundamental na redução das barreiras de acesso aos serviços de saúde, sua efetividade está diretamente condicionada a melhorias na gestão, no financiamento e na integração com outras políticas públicas. Entre as recomendações, destacam-se a ampliação da frota, a capacitação dos profissionais envolvidos e a implementação de mecanismos contínuos de monitoramento e avaliação, de modo a garantir um serviço mais eficiente, equitativo e humanizado.
  • Item
    Distribuição dos equipamentos públicos comunitários “escolas estaduais” em Araguaína/TO: um estudo da zona de rarefação escolar.
    (Universidade Federal do Norte do Tocantins, 2024) SOUSA, André de sousa
    Por meio desta pesquisa, analisamos nas formulações transcritas a partir do Projeto da Norma Urbana Linguística Culta (Projeto NURC) conforme gravação dos áudios dos estudantes de uma turma do 3º ano do ensino médio do Colégio Estadual Jardim Paulista, localizado no Setor Jardim Paulista, no município de Araguaína/TO o modo como eles subjetivam o percurso geográfico para acessarem o equipamento público comunitário “escolas estaduais”, além de como eles percebem as oportunidades educacionais ao acessarem tal equipamento. A partir dessa perspectiva, objetivamos de modo geral analisar a distribuição socioespacial dos equipamentos públicos comunitários “escolas estaduais”, considerando o período de 1990 a 2010, com o enfoque no caso específico de uma escola, localizada no que estamos compreendendo como zona de rarefação escolar, sem perder de vista como essa distribuição interfere ou não nas oportunidades educacionais dos estudantes pertencentes a essa zona. Portanto, visando aprimorar a análise dessas questões, filiamo-nos aos seguintes teóricos David Harvey (2014) e Henri Lefebvre (2016) que abordam acerca do direito à cidade. Ademais, para análise das formulações dos estudantes valeremos-nos da Análise de Discurso de base pecheutiana nos escritos de Eni P. Orlandi (2020). Como resultado, concluímos que há uma distribuição desigual dos equipamentos públicos comunitários “escolas estaduais” em Araguaína/TO, configurando em uma segregação socioespacial, deixando de assegurar o direito à cidade. Contudo, ao analisarmos as formulações dos estudantes, apesar da realidade ao qual estão vinculados, eles ainda (re)significam esse espaço a partir de adjetivações, adverbializações, e predicações, e veem oportunidades educacionais ao acessarem o equipamento público comunitário “Colégio Estadual Jardim Paulista”.